domingo, 8 de agosto de 2010

Quando o IBGE bater na sua porta, se você for LGBT, diga que é !!!

Pela primeira vez em todo o Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contabilizar casais homossexuais no Censo Demográfico 2010. A proposta do instituto é trazer informações atualizadas de acordo com as mudanças da sociedade brasileira nos últimos anos.

“No passado nós só perguntávamos se eram cônjuges. Hoje nós abrimos para cônjuge do mesmo sexo e cônjuge de sexo diferente”, explica o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

Só vão ser contabilizados os casais homossexuais que declararem, no questionário de perguntas, que moram no mesmo domicílio em união estável. O IBGE já utilizou questionários com questões sobre a união estável homossexual em alguns municípios, mas esta será a primeira vez que a pesquisa envolve todas as cidades brasileiras.
Mas para o coordenador técnico do censo do IBGE, Marco Antônio Alexandre, a mudança não foi feita com o objetivo de revelar o percentual homossexual da população brasileira, até porque nem todos vivem em união estável.
O Instituto vai visitar 58 milhões de domicílios em 5.565 municípios. “Quando os(as) recenseadores(as) baterem em sua porta e você for “casado(a)” com uma pessoa do mesmo sexo, diga que é. É importante que nós ativistas e governo tenhamos dados concretos para construirmos políticas públicas”, disse Toni Reis, presidente da ABGLT.
A Contagem da População pelo IBGE em 2007, realizada em cidades pequenas, identificou, pela primeira vez, 17.560 pessoas que declararam ter companheiros do mesmo sexo. Desse total, 9.586 homens se declararam cônjuges de companheiros do mesmo sexo, o mesmo ocorrendo em relação a 7.974 mulheres.
(Fonte: No Ghetto)

Encontro em São Paulo vai reunir pesquisadores acadêmicos em diversidade sexual nos dias 09 e 10

A Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual, vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, vai realizar nos dias 09 e 10 o I Encontro Paulista de Pesquisa em Diversidade Sexual. O encontro será no Auditório da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, na Rua Boa Vista, 200, Centro.
Feito em parceria com a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual e a Secretaria do Ensino Superior, o encontro vai reunir pesquisadores de universidades públicas que pesquisam temas relacionados à diversidade sexual, gênero e sexualidades e Teoria Queer.
A proposta é socializar conhecimentos e experiências, além de avaliar a situação atual das pesquisas acadêmicas neste campo de estudo tanto na graduação como na pós-graduação.
Segundo Dimitri Sales, da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual, um dos objetivos centrais é que esta troca de experiências possa culminar na criação de um diretório acadêmico destinado a orientar e concentrar informações sobre o conhecimento científico em torno dessa matéria no Estado de São Paulo.
“Incentivar as pesquisas científicas nas questões da diversidade sexual é essencial para a produção de um saber comprometido com as transformações sociais, nesse caso um conhecimento empenhado para o enfrentamento à homofobia. As pesquisas devem servir para revelar a realidade e, ao mesmo tempo, apresentar instrumentos que servirão para uma eficaz atuação do Poder Público”, diz Sales.
Plano estadual – A realização do I Encontro Paulista de Pesquisa em Diversidade Sexual está prevista no
Plano Estadual de Enfrentamento à Homofobia e Promoção da Cidadania LGBT, do Decreto n° 55.587, assinado em 17 de maio pelo governador Alberto Goldman (PSDB-SP). Para isso, foi criada uma Comissão Científica formada por professores das universidades públicas do Estado de São Paulo. Para participar, basta encaminhar a ficha de inscrição preenchida para o e-mail diversidadesexual@sp.gov.br.
Para baixar a ficha de inscrição, clique AQUI
PROGRAMAÇÃO
9 de agosto de 2010 (segunda-feira)
13h – Entrega de material
14h – Abertura Oficial
14h30 – Painel I: A pesquisa em Diversidade Sexual nas Instituições Paulistas de Ensino Superior: Memória, Atualidade e Perspectiva; Prof. Dr. Júlio Simões (USP); Profª. Drª. Regina Facchini (Unicamp) e Prof. Dr. Richard Miskolci (UFSCar)
16h30 – Coffee Break
17h – Painel II: Mesa Temática – A Diversidade Sexual e Direitos Humanos: Saúde, Educação e Cultura; Prof. Dr. Fernando Silva Teixeira Filho (Unesp/Assis) e Prof. Dr. Horácio Costa (USP)
10 de agosto de 2010 (terça-feira)
9h – Reunião dos Núcleos de Pesquisas
11h – Coffee Break
13h – Encerramento do I Encontro Paulista de Pesquisa em Diversidade Sexual.

Serviço:
O que: I Encontro Paulista de Pesquisa em Diversidade Sexual
Quando: 9 e 10 de agosto de 2010
Onde: Auditório da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Rua Boa Vista, 200. Centro. São Paulo – SP
Quanto: Participação gratuita
(Fonte: Mundo Mais)

ABGLT quer que políticos que se dizem favoráveis aos LGBT assinem documento de compromisso

Com o lema Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGT) começou uma campanha na qual os políticos que dizem defender os LGBT assinem um termo de compromisso ratificando o que dizem.
Segundo o presidente da ABLGT Toni Reis, este compromisso poderá fazer a diferença para estes segmentos da população no Legislativo e no Executivo no período de 2011 a 2014.
“Queremos que os eleitos sejam assumidamente defensores dos direitos humanos da comunidade LGBT. Somos o único grupo social vulnerável que não tem nenhuma lei a nosso favor aprovada pelo Congresso Nacional”, afirma Reis.
No Legislativo, a campanha pede o compromisso com a apresentação e aprovação de projetos de lei que promovam os direitos das pessoas LGBT, com ênfase no combate à discriminação, o reconhecimento legal das uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, e o uso do nome social de travestis e transexuais. Já no Executivo, a ABGLT quer que os políticos se comprometam com a implementação das decisões da 1ª Conferência Nacional LGBT e das Conferências Estaduais LGBT (2008).
Cidadania LGBT – Além disso, quer a criação de coordenadorias de políticas para LGBT. Com isso, promover a cidadania e direitos humanos dos LGBT, entre outros assuntos. As 237 organizações filiadas à ABLGT de todos os estados brasileiros vão focar a campanha nos candidatos a senador, deputado federal e estadual e governador. Já a ABLGT focará a campanha junto aos candidatos que concorrem à presidência da República. Em breve, o site da ABLGT disponibilizará os termos de compromisso na seção Eleições.
(Fonte: Mundo Mais)

Lançado teaser de Como Esquecer

Foi lançado, no Youtube, o teaser do esperado filme "Como Esquecer", onde Ana Paula Arósio interpreta Júlia, uma professora de literatura inglesa que luta para reconstruir sua vida depois de viver uma intensa e duradoura relação amorosa com a enigmática Antônia (Natália Lage).

(Fonte: Dykerama e No Ghetto)

Itália pode ter premier gay na sucessão do governo machista, corrupto e de escândalos de Berlusconi

Pesquisas apontam Nichi Vendola, 52, governador da região da Apúlia e membro do Partido Democrático (PD), como o possível sucessor do primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi. Homossexual assumido, Vendola aparece com 51% das intenções de voto, conforme pesquisa de opinião dos eleitores feita pelo jornal La Repubblica.
Com os escândalos de corrupção e escândalos sexuais, a permanência de Berlusconi no posto é cada vez menor. Até porque ele perdeu o apoio de coalizão com os congressistas e pode ser derrubado pela oposição de centro-esquerda.
Com a queda dos ministros da base do atual primeiro-ministro da Itália, caem também os senadores e os deputados e novas eleições seriam convocadas. Homossexual assumido desde os 20 anos, Vendola é co-fundador da Associação de Lésbicas e Gays da Itália (Arcigay) e da Liga Italiana pela Luta Contra a Aids (Lila). Após cinco anos no governo da Apúlia, foi reeleito em março com 73% dos votos, derrotando o candidato apoiado por Berlusconi.
Bíblico – Comunista, mas católico, Vendola costuma citar passagens bíblicas nos seus discursos. O governador da Apúlia não se diz gay. Prefere ser chamado de homossexual. Segundo ele, a palavra gay é hipócrita, pois tenta esconder a aspereza de ser homossexual. "Foi importante em uma época em que 'sair do armário' era um fio desencapado, hoje devemos nos livrar disso", diz. Convicto nas suas posturas, Vendola foi a público defender La Mussolini, neta do ditador Benito Mussolini (1883-1945) e ex-deputada da direita radical italiana, de fazer um vídeo pornográfico. O vídeo nunca apareceu. Por sua vez, faz duras críticas aos escândalos de orgias bancadas pelo poder público de Berlusconi com outros chefes de Estado.
(Fonte: Mundo Mais)

Cartórios do Amazonas terão que reconhecer uniões civis homossexuais

O Tribunal de Justiça do Amazonas publicou no Diário da Justiça um decreto que autoriza os cartórios do Estado a lavrar a declarações de união civil independente da identidade de gênero ou oposição de sexo.
O documento é assinado pelo desembargador Luiz Wilson Barroso, corregedor geral em exercício do TJAM. O contrato de união reconhece o casal gay como entidade familiar.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas, Fábio Mendonça, explicou que a declaração é como um contrato que estabelece regras em relação ao patrimônio do casal. Segundo ele, a decisão ainda não é a legalização do Casamento Homossexual, mas garante segurança para os casais que vivem em união Homoafetiva.
Com a decisão, a união Homoafetiva passa a ser reconhecida como prova de dependência econômica. A declaração pode ser usada como comprovação na Previdência Social, companhias de seguro, instituições financeiras e outros.
Para obter a Escritura Pública de Declaração de Convivência e União Homoafetiva, o casal interessado deve ir ao cartório e apresentar documento de identidade, CPF, certidão de nascimento ou de casamento averbada a separação judicial ou divórcio, certidão de propriedade de bens imóveis e documentos necessários à comprovação dos bens móveis.
(Fonte: G Online)

EUA revisará lei que proíbe gays doarem sangue

O FDA, órgão que cuida da regulação de alimentos e remédios nos Estados Unidos, avisou que revisará a lei que impede que homossexuais doem sangue. A portaria vigora desde 1983. No Brasil o Ministério da Saúde mantém portaria parecida.O FDA atende assim um pedido do senador John Kerry e outros 17 parlamentares que se opõem à proibição. “Certamente vemos isso como um tema discriminatório”, disse Nathan Schaefer, diretor de políticas públicas da Gay Men’s Health Crisis. “Mas ainda que a decisão do comitê não seja a ideal, eles podem torná-la melhor.”Para os parlamentares, a lei é considerada inconsistente e antiquada à luz dos avanços dos testes aos quais o sangue doado é submetido. Já o FDA tem mantido a proibição alegando que ela é baseada em estatísticas já que homens que fizeram sexo com outros homens desde 1977 têm uma taxa de infecção 60 vezes maior que a média da população e 800 vezes maior do que pessoas que doam sangue pela primeira vez.
(Fonte: Mix Brasil)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Homossexuais poderão incluir parceiros no Imposto de Renda

O Diário Oficial da União deve publicar ainda nesta semana o parecer permitindo que homossexuais declarem o companheiro como dependente no Imposto de Renda. O texto de autoria da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional foi aprovado por Guido Mantega, ministro da Fazenda.

Usando como base o princípio da isonomia de tratamento, o parecer frisa que a legislação permite que parceiros héteros em união estável incluam seus companheiros como dependentes perante o Leão, e que o mesmo direito deve ser concedido aos homossexuais.

"O direito tributário não se presta à regulamentação e organização das conveniências ou opções sexuais dos contribuintes. A afirmação da homossexualidade da união, preferência individual constitucionalmente garantida, não pode servir de empecilho à fruição de direitos assegurados à união heterossexual", diz o documento.

O texto é resultado de uma consulta feita por uma servidora pública que desejava incluir sua companheira na declaração de Imposto de Renda. Com a decisão fica aberto o precedente para outros casais homoafetivos.
(Fonte: Mix Brasil)

Adiadas eleições na Parada de SP após reunião tumultuada e com presença recorde

Cerca de 80 pessoas compareceram na noite desta sexta-feira à sede da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), na Praça Da República. Segundo Xande Santos, atual presidente (APOGLBT), a sede da ONG nunca recebeu tantas pessoas. “Nem em dia de Parada” segundo ele.

O motivo da presença recorde foi a convocação de eleições em meio a um clima de desavenças internas na entidade e após os graves problemas da última Parada (ausência da comunidade gay, briga com principal patrocinador e a Parada em si que acabou antes do público chegar).

Logo no começo da reunião Xande anunciou que não havia nenhum associado em dia com a instituição (e portanto ninguém apto a votar), que não havia chapas formadas e propôs anistia a todos os inadimplentes para que a eleição pudesse ter quórum. Após alguns protestos foi reconhecido que a Associação nunca enviou boletos de cobrança ou informe aos seus associados em todo esse tempo. Na eleição passada, há dois anos, havia apenas 18 pessoas capacitadas a votar.

Lula Ramires, do grupo Corsa, propôs que fosse aberto novo período de cadastramento de associados e que novas eleições ocorressem em seis meses, período mínimo exigido pelo estatuto da organização para que um associado tenha direito a voto. A partir daí estabeleceu-se uma acirrada disputa.

O lado non sense do encontro ficou por conta do microfone usado por todos a cada fala. O detalhe é que o microfone não estava ligado a qualquer aparato de som, e não servia para que os que não conseguiram entrar na sala ouvissem o que estava sendo dito. Era apenas para captação pela câmera que estaria documentando o encontro- vídeo encomendado pelo empresário Douglas Drumond. Apesar da bizarria da cena, de uma certa maneira serviu para dar ordem ao encontro, que prometia barraco em seu início.

Douglas, que anunciou candidatura à presidência da APOGLBT, sugeriu que todos os presentes votassem, sendo associados ou não. Foi colocada a impossibilidade legal desta via.
Julian Rodrigues, também do Corsa, chegou a propor que o mercado se mantivesse fora da Parada, que ela fosse exclusiva da militância, sugerindo que empresas do segmento devessem ser excluídas definitivamente do movimento.

Vinte e quatro falas e duas horas depois do começo da reunião chegou-se ao consenso de que o conselho de fundadores da associação deveria se reunir.


Microfone sem som foi o toque non sense no agitado encontro na Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo
O conselho de fundadores da Associação é formado por 11 pessoas, sendo que Beto de Jesus, por estar sendo processado pela Associação, não pode votar. Apenas quatro estavam presentes. E são esses fundadores que se reunirão nos próximos 15 dias para formar um comitê eleitoral e convocar novas eleições 30 dias depois.

Estima-se que as novas eleições devam acontecer até final de setembro, logo após a prestação de contas da atual diretoria.
Até lá permanece a atual diretoria.

‘Momento histórico’ foi termo usado por diversos participantes, já que abre a possibilidade de uma reestruturação mais do que necessária na APOGLBT, que tem sofrido de falta de uma crônica falta de representatividade e se afastado cada vez mais da comunidade lgbt de São Paulo.

*
Eu, que tentei várias vezes me associar e nunca consegui, descobri apenas durante a reunião que já sou associado e que serei anistiado pela inadimplência ( mesmo tendo tentado pagar algumas vezes), portanto terei direito a voto.
É fundamental que quem se interessa pela questões da equiparação de direitos, acredita que a Parada pertença à comunidade lgbt e que ela vem perdendo sua importância devido à gestão equivocada do pequeno grupo que se encastelou na sua direção, participe.

Associe-se, particpe das reuniões. Mesmo que as mudanças não aconteçam agora, precisamos reverter esse quadro e construir uma Associação da Parada que possa ser o grupo de militância lgbt representativo que Sâo Paulo, que tem a maior Parada Gay do mundo, até hoje não teve.


(Escrito por Andre Fischer para o Mix Brasil)

Candidato do PSOL à presidência, Plínio de Arruda Sampaio diz que casamento civil homossexual é legítimo

O candidato do PSOL à presidência da República Plínio de Arruda Sampaio, que aparece com apenas 1% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais, disse nesta terça-feira, 27, ser favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo. A declaração foi dada durante a sabatina realizada pelo portal R7 e da Record News.

Plínio salientou ser católico, mas disse que a união entre homossexuais deve ser reconhecida pelo Estado. “Para mim aquilo [o casamento] é um sacramento”, disse Plínio na mesma postura da candidata verde Marina Silva e até do tucano José Serra e da petista Dilma Rousseff, quando citam o casamento religioso antes para tratar do casamento civil depois.

Plínio de Arruda Sampaio destacou que uma pessoa que se une com alguém do mesmo sexo terá gastos em comum, além de economias e um patrimônio. “Isso é um quadro que pode ser regulamentado com a lei civil. É um casamento civil legítimo. O casamento civil é uma coisa, a religião é outra”, explicou.
(Fonte: Mundo Mais)

Primeiro casamento fay legalizado é celebrado na Argentina

O arquiteto José Luis David Navarro, de 54 anos, e o funcionário público aposentado Miguel Angel Calefato, de 65 se tornaram o priomeiro casal gay a celebrar uma união civil sobre o amparo da lei aprovada pelo senado argentino, uma legislação pioneira em nível nacional na América Latina. A cerimônia foi celebrada nesta sexta-feira na cidade de Frías, na província de Santiago del Estero, onde os dois vivem há seis anos.

"Estamos juntos há 27 anos. Isto para nós é quase um protocolo, mas foi uma grande conquista a aprovação da lei", disse Navarro à televisão. Navarro disse que, ao contrário dos casais gays que , recentemente, iniciaram uma verdadeira corrida para agendar a cerimônia e se tornarem os primeiros a se casar através da nova lei, ele e o namorado já estavam com o casório marcado.

Pouco depois, também na manhã desta sexta-feira, o ator Ernesto Rodríguez Larrese, de 60 anos e o representante de artistas Alejandro Vanelli, de 61, se casaram em um cartório de registro civil de Buenos Aires após 34 anos de convivência.

A nova legislação reforma o Código Civil Argentino, mudando o termo "marido e mulher" pela expressão "contraentes". Além disso, iguala os direitos dos casais homossexuais aos dos heterossexuais, incluindo os direitos de adoção, herança e benefícios sociais.
(Fonte: G Online)

ABGLT lança campanha �Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania�

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, lançou nesta quinta-feira, uma campanha destinada aos candidatos e candidatas nas eleições de 2010.

Com o lema “Voto contra a Homofobia, Defendo a Cidadania”, ela visa identificar candidatos(as) que assumem abertamente o compromisso com a promoção da cidadania de pessoas LGBT, e que poderão fazer a diferença para estes segmentos da população no Legislativo e no Executivo no período de 2011 a 2014.

No Legislativo, a campanha pede principalmente o compromisso com a apresentação e aprovação de projetos de lei que promovam os direitos das pessoas LGBT, com ênfase no combate à discriminação, o reconhecimento legal das uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, e o uso do nome social de travestis e transexuais (o nome pelo qual escolhem ser chamadas, que condiz com sua identidade de gênero, muitas vezes diferente do nome de registro civil).

No Executivo, destaca-se o compromisso com a implementação das decisões da 1ª Conferência Nacional LGBT e das Conferências Estaduais LGBT (2008). Nos estados, a ênfase está na criação de coordenadorias de políticas para LGBT como parte da estrutura dos governos, a elaboração e implementação de planos estaduais de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT, baseados nas resoluções das conferências estaduais LGBT, e a criação de conselhos estaduais de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT, como uma instância de controle social.

A diretoria da ABGLT será responsável pela articulação da campanha junto aos candidatos e às candidatas à presidência da república. Os diretores regionais, os coordenadores estaduais e as 237 organizações afiliadas promoverão a campanha junto aos candidatos e às candidatas a senador(a), deputado(a) federal, deputado(a) estadual e governador(a).

Na medida em que os/as candidatos(as) se aderirem à campanha, por meio de assinatura de Termo de Compromisso, seus dados (nome, cargo pretendido, partido, estado, número de candidatura etc.) serão publicados no site da ABGLT a fim de divulgar seu comprometimento com a promoção da cidadania da população LGBT.

“Queremos que os eleitos sejam assumidamente defensores dos direitos humanos da comunidade LGBT. Somos o único grupo social vulnerável que não tem nenhuma lei a nosso favor aprovada pelo Congresso Nacional” afirma Toni Reis, presidente da ABGLT.

A campanha completa e os termos de compromisso (anexos) estão disponíveis no site da ABGLT, em www.abglt.org.br , no menu direito, em Eleições 2010.
(Fonte: G Online)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

ABGLT lança campanha para que casais gays se assumam ao CENSO 2010

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) lança campanha para que os casais gays se assumam ao serem entrevistados pelos recenseadores do IBGE que irão às casas entrevistar as famílias. O lema da campanha é : "IBGE... Se você for LGBT, diga que é!".

Esta é a primeira vez que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contabilizar casais homossexuais no Censo Demográfico 2010. Segundo o instituto, a intenção é registrar a mudança pela qual a sociedade brasileira tem passado nos últimos anos.

"No passado nós só perguntávamos se eram cônjuges. Hoje nós abrimos para cônjuge do mesmo sexo e cônjuge de sexo diferente", explica o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

Só serão contabilizados os casais homossexuais que responderem a pergunta referente aos casais gays que vivem em união estável sob a mesma residência. A pergunta já foi utilizada pelo IBGE em outras pesquisas, mas não de forma nacional. Em 2007, o Instituto pesquisou cidades pequenas e levantou a existência 17.560 pessoas que declararam ter companheiro/a do mesmo sexo.
(Fonte: A Capa)

Folha de São Paulo publica editorial favorável a casamento gay

O jornal Folha de São Paulo publicou em sua edição do dia 19, um editorial completamente favorável a que o Brasil também aprove o casamento entre homossexuais, como o fez recentemente a Argentina. O "editorial" é a área que o jornal reserva para divulgar a opinião oficial do veículo a respeito de assuntos importantes para o país.

No editorial "Casamento gay ", o jornal escreve que "Questões de herança e planos de saúde, por exemplo, afetam o cotidiano de uma parcela ainda sujeita a formas odiosas de discriminação. Menos do que se contrapor ao casamento gay, parece ser na verdade contra o próprio homossexualismo que se insurgem os mais exaltados".

"A Argentina consegue superar, assim, uma forma de discriminação, ou no mínimo um tabu, que ainda persiste em muitos países democráticos. Entre eles, como se sabe, o Brasil -onde nem sequer a ideia de uma união civil homossexual consegue vencer os temores e o conformismo da maioria das lideranças políticas", continua o editorialista.

"Curiosamente, países onde se imagina ser mais forte do que aqui a influência do clero -como Portugal, Espanha e a própria Argentina- foram mais rápidos em aprovar o casamento homossexual do que uma nação supostamente liberal em termos de costumes, como o Brasil."

Para terminar, o jornal ataca diretamente as hostes religiosas que insistem em intervir na vida privada de cidadãos que não estão necessariamente ligados a nenhum credo. "O elogio da informalidade, a indiferença pelas formas jurídicas, tantas vezes presentes nos discursos apologéticos sobre o país, esconde aqui um lastro de timidez e subserviência ao preconceito que cobra, de muitos casais de homens e mulheres, o preço de dificuldades na vida prática e de uma semiclandestinidade no mundo legal sem nenhuma justificativa, exceto o obscurantismo religioso".
(Fonte: Mix Brasil)

Deputado peruano irá propor lei do casamento gay

O deputado peruano José Vargas anunciou nesta segunda-feira, 26, que apresentará projeto de lei para regulamentar o casamento gay no país. A recente decisão do Senado argentino, que liberou o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, inspirou a iniciativa do político.

Membro da governista Aliança Popular Revolucionária Americana, Vargas disse esperar que a oposição apoie o projeto, já que ele serviria para combater a "terrível desigualdade" na sociedade peruana.

"Desta forma, seriam reconhecidos aos casais do mesmo sexo os mesmos direitos que já têm os casais de uniões heterossexuais, ou seja, direitos de caráter patrimoniais como de conformar uma sociedade de bens. Eles [os homossexuais] também têm os mesmos direitos de qualquer pessoa, como à igualdade e à não discriminação, cláusula incluída em nossa Constituição e nos tratados internacionais dos direitos humanos", afirmou.
(Fonte: Mix Brasil)

domingo, 18 de julho de 2010

Grupo E-Jovem de Campinas declara guerra a estabelecimentos homofóbicos após agressão a um gay

CAMPINAS (SP) – O Grupo E-jovem de Campinas declara guerra aos estabelecimentos comerciais homofóbicos da cidade, como bares e restaurantes campineiros. Isso depois de recorrentes agressões aos LGBT na cidade, distante 98 quilômetros de São Paulo. A gota d’água foi a agressão a um jovem no bar Camp Shopp, que fica na Rua Sacramento, no centro da cidade.

De acordo com o E-Jovem, o rapaz foi agredido pelo segurança do bar com uma barra de ferro. A agressão aconteceu na última sexta-feira, 09, e o jovem gay levou 32 pontos na cabeça após ser socorrido. Nesta sexta-feira, 17, e sábado, 18, o E-Jovem fará uma manifestação em frente ao Camp Chopp.

“Agora chega!”, afirma a presidente do E-Jovem Lohren Beauty. "Estamos declarando guerra ao terrorismo homofóbico. Antes que a coisa fuja do controle”, completa. O bar Camp Chopp é conhecido na cidade como o que atende mal os LGBT nas imediações da praça conhecida como “praça gay” de Campinas.

De acordo com a lei – Lohren esclarece que a guerra será de acordo com a Lei Estadual 10.948/01. “A manifestação do afeto entre pessoas do mesmo sexo é livre, em qualquer estabelecimento comercial do estado de São Paulo. O acesso de homossexuais e travestis também. Isso deve estar na parede desses bares homofóbicos, para que seus donos e funcionários leiam e reflitam todos os dias antes de abrir," diz Lohren.

De acordo com a lei, pessoas e estabelecimentos poderão ser punidos por prática de discriminação em razão de orientação sexual. A lei estadual 10.948/01 pune até com a cassação do alvará esse tipo de atitude e orienta os estabelecimentos a afixarem cópias desta lei em locais de fácil leitura pelo público em geral. “Vamos denunciar esse e todos os demais casos de homofobia até as últimas consequências”, promete Lohren.
(Fonte: Mundo Mais)

PSDB discute na quinta propostas de governo LGBT

O grupo político Diversidade Tucana, ala LGBT do PSDB, vai se reunir na próxima quinta-feira, 22, em São Paulo, para uma reunião onde vai discutir as propostas sobre diversidade sexual que serão apresentadas aos candidatos a presidente, José Serra, e a senador, Aloysio Nunes.
O encontro começa às 19h com as propostas para o Senado. Às 20h começam a ser apresentadas as propostas para a presidência. A reunião será realizada no auditório Edifício Joelma, que fica na Rua Santo Antonio, 184.
(Fonte: Mix Brasil)

Depois da Argentina, Marina Silva volta a falar sobre união gay

Foi só o Senado argentino aprovar o casamento gay no país, que a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, voltou a ser questionada sobre o assunto. Em declaração ontem, 15, em São Paulo, ela disse que é preciso separar casamento de união civil.
Marina garante defender o direito de cidadãos do mesmo sexo à união civil, mas admitiu que, por se orientar por princípios cristãos, é contrária ao casamento gay. “É preciso separar as duas coisas”, disse.
A candidata também declarou respeitar os direitos civis dos homossexuais, como a divisão patrimonial e direitos previdenciários, mas disse não ter uma opinião formada sobre a adoção de crianças por casais gays, mesmo discurso adotado anteriormente.
Marina também se esquivou da pergunta que envolvia seus filhos e preservativo. “Meus filhos são muito conscientes, desde a infância têm acesso a informação.”
Frequentadora da Igreja Assembleia de Deus, ela afirmou que existe preconceito contra os evangélicos e disse que é preciso respeitar evangélicos e não-evangélicos. "Acho que não se deve ter nenhum tipo de preconceito", afirmou.
(Fonte: Mix Brasil)

De políticos a Ricky Martin, a repercussão do casamento gay na Argentina

O reconhecimento da união legalizada entre parceiros do mesmo sexo na Argentina no último dia 14, deu o que falar.
Ativistas acreditam que a legislação brasileira pode sofrer influência da concessão argentina e dar movimento a projetos LGBT que estão tramitando há no mínimo 15 anos.
Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGT), também acredita em uma repercussão positiva, por conta dos presidenciáveis Dilma Rousseff e José Serra, que já se pronunciaram favoráveis ao casamento entre companheiros homoafetivos.

O deputado estadual José Genoino (SP), que também é um dos autores (entre os 12 de partidos que vão do PC do B ao DEM) do projeto de lei atual sobre o tema que tramita na Câmara, no Brasil, a liberação deve sair até o fim deste ano: "tenho conversado com os deputados e tem aumentado a receptividade com o projeto". Ele ainda acrescenta que o Congresso pode ser rotulado como "conservador" ao não viabilizar de modo legal a união gay no país, como fez a Argentina e muitos outros países, mas otimista, comenta que "na prática, isso já está acontecendo na lei. Temos dez decisões de tribunais federais reconhecendo a união de pessoas do mesmo sexo. A Caixa Econômica Federal já a reconhece para aquisição de imóveis, tem uma ação da Procuradoria Geral da República questionando o Supremo".

Segundo a desembargadora Maria Berenice Dias, uma das pioneiras na defesa de direitos LGBT no Brasil, "é uma decisão que tem um efeito fantástico num país em fronteira com o nosso. Tanto quanto o Brasil, a Argentina tem uma influência religiosa muito severa e conseguiu chegar lá. Acho que vai fazer nosso legislador rever seus conceitos. Ele não gosta de ver que nossa legislação está em descompasso". Ela ainda ressalta que casais brasileiros, mesmo casando em países vizinho aonde a união já é permitida de acordo com a lei, não terão sua união validada no Brasil, já que aqui, a legislação não a reconhece, contudo, o brasileiro que casar com um argentino, já usufrui dos benefícios gays matrimoniais. No Brasil, casais homossexuais lançam mão de contratos de união estável e sociedades em busca de direitos civis válidos apenas para heterossexuais.

Até o cantor Ricky Martin, que fez seu outing em março passado, se manifestou, via twitter, sobre o exemplo argentino: "A Argentina, nação pensante, tolerante e justa, faz história ao dizer sim ao casamento gay. É um exemplo para o resto da América Latina".

A união entre os casais homoafetivos com plenos direitos é legalizado em nove países: África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal, Suécia. O casamento também é reconhecido em alguns Estados dos Estados Unidos e da Austrália e na Cidade do México.

(Fonte: G. Online)

"Casamento gay na Argentina é um exemplo danoso", diz deputado Paes Lira

A Argentina aprovou nesta quinta-feira (15/07) a lei que reconhece o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. O mundo progressista comemorou, mas as vozes do atraso, claro, não demoraram em se pronunciar a respeito.
É o exemplo do deputado Paes Lira (PTC-SP), que disse que a aprovação do casamento gay na Argentina é um "exemplo danoso" para os outros países da América do Sul.

"Não tenho dúvida de que essa decisão dará força a grupos de pressão no Brasil, grupos que já são recebidos no Congresso com uma pompa desproporcional, grupos absolutamente minoritários", protestou o deputado em entrevista ao portal "UOL Notícias".
(Fonte: A Capa)

Argentina: um exemplo de cidadania plena (Por Tony Reis)

Depois de 14 horas de debate, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado na Argentina na madrugada do dia 15 de julho de 2010, com 33 votos a favor, 27 votos contra e três abstenções. Uma mudança tão pequena de redação, com tanto significado para a igualdade de direitos. A reforma substitui as palavras "homem e mulher" da versão atual da legislação por "cônjuges", permitindo assim que casais do mesmo sexo também possam contrair o matrimônio.

Congratulações à querida aliada Cristina Kirchner e seu governo, à Câmara dos Deputados, ao Senado, às pessoas militantes LGBT, e a todo o povo argentino. Esta aprovação é um gesto de civilidade.

A Argentina agora, sem dúvidas, torna-se um país com mais igualdade e inclusão. Todos e todas são vitoriosos pela decisão histórica. Afinal, universalizou-se este direito.

Vocês, hermanos e hermanas, devem se orgulhar do feito. Vocês são o primeiro país a reconhecer a igualdade dos direitos humanos de pessoas LGBT em nossa região, onde existe ainda muito machismo e homofobia. E são o décimo no mundo a avançar nessa garantia. Agora vocês estão ao lado da África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal, Suécia e Suíça. Orgulhem-se!

Foi o maior debate na sociedade argentina desde a aprovação da lei do divórcio em 1987.

Do lado dos argumentos contra - muitos deles irracionais, ilógicos, retrógrados, conservadores e fundamentalistas - disseram que somos inférteis, filhos do diabo, desviados, antinaturais, pervertidos, abomináveis, projeto do demônio, que queríamos destruir a família tradicional, e implantar a filosofia de Sodoma e Gomorra; seria o apocalipse, um "risco para o futuro da pátria", iríamos acabar com a perpetuação da espécie... Como bem resumiu a presidente Cristina Kirchner, "o discurso da igreja recorda os tempos da inquisição e das cruzadas".

Também, não vamos tripudiar os vencidos. Afinal, qual deles ainda ousam falar que a terra é quadrada ou que os negros não têm alma? Eles também vão mudar lentamente, daqui uns 500 anos talvez.

Venceu o discurso racional, lógico e sólido, a honestidade intelectual e liberdade de consciência, provando que esta lei é mais um instrumento de luta contra a discriminação. Venceu o estado laico e a secularidade do código civil.

Um fato importante é que apesar de ser uma iniciativa de duas parlamentares da esquerda, Silvia Augsburger e Vilma Ibarra, parlamentares de todas as matizes ideológicas e partidárias votaram e foram a favor do projeto.

Para ficar na história, seguem alguns dos argumentos a favor apresentados por parlamentares da situação e da oposição:

Ao apoiar a mudança, o líder do bloco da oposição radical, Gerardo Morales, afirmou que "chegou a hora de sancionar normas que se adaptem a novos modelos de vínculos familiares" e relembrou a existência de "modelos de famílias diferentes (aos) que tínhamos há 30 ou 40 anos". Segundo ele, apesar das polêmicas e disputas, "ganhou o debate cultural" no país, diante da participação da sociedade na discussão.

O senador socialista Rubén Giustiniani, que votou a favor da lei, disse que o perfil da sociedade argentina mudou e por isso era o momento da aprovação do texto. Segundo ele, dados oficiais indicam que 59% das famílias argentinas já não atendem ao perfil tradicional de pai, mãe e filhos. Mas de mães solteiras, casais separados e casais homossexuais.

"Hoje é um dia histórico. Pela primeira vez na Argentina se legisla para as minorias", afirmou o senador Miguel Pichetto, líder do bloco do governo, acrescentando que "aqui não haverá mais casamentos do mesmo sexo só porque aprovamos esta lei. O objetivo desta norma é eliminar a discriminação".

A senadora Victoria Blanca Osuna defendeu: "as questões que estão em jogo nesse projeto não são religiosas ou morais. Nós estamos perguntando a nós mesmos a responsabilidade da democracia com as minorias discriminadas".

Nas palavras do senador Eduardo Torres, "a única diferença entre gays e heterossexuais é que eles têm menos direitos na sociedade argentina. Nós não podemos aceitar a discriminação que ocorre em várias partes da sociedade."

Já o senador Luis Juez, da opositora Frente Cívica, optou por apoiar o governo porque, mesmo cristão, entende que "nem na Bíblia há um parágrafo onde Cristo fosse contra os homossexuais". Ele lembrou que o código civil é "uma instituição laica, em um país laico. O Estado argentino passou a reconhecer a mudança social, e a projetou juridicamente."

A senadora Maria Eugenia Estenssoro, da opositora Coalición Cívica, argumentou que o projeto é "necessário" para os casais do mesmo sexo. "Esta lei permitirá que os homossexuais possam assumir publicamente suas relações."

Com certeza, a comunidade LGBT brasileira está com "uma certa inveja arco-íris". Aqui estamos sendo menos ousados, estamos pedindo somente a união estável, e mesmo assim estamos tendo a maior dificuldade com fundamentalistas religiosos. Vamos analisar e discutir esta nova conjuntura.

Não vamos desistir. Vamos nos inspirar na Argentina. Vocês venceram uma etapa importantíssima, agora sejam felizes e continuem lutando para mudar a cultura. A mudança das leis não quer dizer a mudança de cultura.

Para quem não foi escravo, a libertação da escravatura foi um fato histórico relevante. Mas para quem era escravo, foi a melhor coisa que aconteceu. Da mesma forma para nós LGBT, a aprovação do Casamento Civil é a abolição de uma das tantas discriminações imposta à nossa comunidade.

No Brasil pelo menos 78 direitos civis expressamente garantidos aos heterossexuais na legislação brasileira são negados aos homossexuais. Para isto, há uma possibilidade que a união civil poderá chegar aqui também, a partir de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que deve examinar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 132-RJ e a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4277, nas quais se argumenta que negar o direito de união às pessoas do mesmo sexo viola os princípios constitucionais de igualdade. Nisto, já temos apoio do Presidente Lula e da Advocacia Geral da União.

É um absurdo que a essa altura da história nossa sociedade ainda esteja discutindo se deve ou não universalizar os direitos. Mas, apesar do poder de grupos religiosos fundamentalistas contrários à mudança, mais cedo ou mais tarde, a lei será aprovada no Brasil também, garantindo dignidade e combatendo a discriminação.

Como o Presidente Lula falou na abertura da I Conferência Nacional LGBT, "Ninguém pergunta a orientação sexual de vocês quando vão pagar Imposto de Renda, ninguém pergunta quando vai pagar qualquer tributo neste País. Por que discriminar na hora em que vocês, livremente, escolhem o que querem fazer com o seu corpo?"

A querida aliada presidente Cristina Kirchner resumiu tudo, estamos felizes e satisfeitos com a vitória.

Esta vitória mudou o mapa da região, como mostrado na imagem que abre este artigo.

Amores iguais, direitos iguais, nem menos, nem mais. Que viva a cidadania plena, sem discriminação de qualquer natureza. Que viva a Argentina, e que continue dando exemplo para o mundo de como devem ser tratadas as pessoas LGBT.

* Toni Reis convive com seu marido há 20 anos. É especialista em sexualidade humana, mestre em ética e sexualidade, doutorando em educação, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e diretor da Associação para a Saúde Integral e Cidadania na América Latina e no Caribe.
(Fonte: A Capa)

Casamento Gay é legalizado na Argentina

Após 14 horas de discussão, A argentina amanheceu hoje como o primeiro país da América Latina a abrir concessão para o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O projeto aprovado pelo Senado nesta madrugada, deve seguir para a sanção da presidente Cristina Kirchner, que super se identifica com a causa.
Com 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções, o resultado positivo alegrou em primeira mão os vários manifestantes que estavam em vigília em frente a Casa dos Congressos. O processo de decisão foi conturbado dentro e fora do Congresso argentino. Muitas horas antes, cartazes como "Só homem e mulher" se confrotavam com "Tirem seus rosários de nossos ovários".
Segundo o projeto, "casamento garante os mesmos requisitos e efeitos independentemente das partes contraindo serem do mesmo sexo ou de sexos diferentes". Sancionado, ele, além de viabilizar legalmente o casamento homoafetivo, ainda inclui adoção e direito a herança.
(Fonte: G. Online)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Gays continuam impedidos de doar sangue, diz Ministério

Em portaria, Ministério da Saúde mantém proibição para gays doarem sangue
O Ministério da Saúde vai manter a proibição para homossexuais doarem sangue. O órgão federal lançou uma consulta pública para ouvir, até o próximo dia 2, sugestões para alterar os procedimentos da doação de sangue levando em conta o aumento na longevidade do brasileiro.
Sendo assim, continuam impedidos de doarem sangue os homens que tiveram relação sexual com outros homens nos 12 meses que antecedem a doação, independentemente do uso de preservativos ou da quantidade de parceiros. O Ministério argumenta que para essa restrição segue a orientação da Organização Pan-Americana de Saúde.
As mudanças podem ser sugeridas neste endereço e vão atualizar os procedimentos por meio da Consulta Pública/ANVISA nº 53, de 01/06/2010. Para o Ministério, “a consulta pública servirá valorosamente para apurar e concluir o trabalho para posterior implementação do Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos no país”.
(Fonte: Mix Brasil)

Conhece o guia para PMs sobre a comunidade LGBT?

Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transsexuais, a ABGLT, mandou um e-mail se dizendo emocionado ao ver um Guia para policiais militares pedindo respeito a população LGBT.
O conteúdo foi feito pela Secretaria Nacional de Segurança Pública Ministério da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos e com patrocínio da Comunidade Européia. Olha que bacana! Só esperamos que os fardados sigam:

- A orientação sexual das pessoas não pode ser motivo de discriminação.
- A população LGBT tem os mesmos direitos que todas as pessoas e não deve ser desrespeitada, violada ou humilhada.
- Respeite a orientação sexual de cada um e não faça gracejos ou críticas.
- Todas as denúncias de pessoas que aleguem ser vítima de crime devem ser registradas, independentemente de sua orientação sexual.
- A busca pessoal em homossexual masculino será realizada da mesma forma que se realiza em homens.
- Pergunte à pessoa abordada como deseja ser chamada.
- Não constranja ou humilhe a travesti ou transexual lendo em voz alta o seu nome constante da carteira de identidade.
- Ao referir-se a travestis e transexuais, utilize pronomes femininos.

(Fonte: G Online)

Justiça permite adoção de criança por casal gay em Santa Catarina

Justiça permite que criança seja adotada por casal de mulheres na cidade de Pirraças, Santa Catarina
A juíza Joana Ribeiro Zimmer, da cidade de Pirraças, litoral norte de Santa Catarina, aceitou o pedido de adoção de uma criança por um casal homossexual. O menor estava sob a guarda das mulheres desde os primeiros dias de vida. Na decisão da juíza, valeu o bem estar da criança, que "apresenta desenvolvimento sadio e seguro". “Desta forma, entendo que, apesar de não estar expressamente prevista em lei a possibilidade de adoção por um casal de homossexuais, não há como negar que não há proibição”, escreveu a magistrada.
Ainda em Santa Catarina, na cidade de Joinville, um casal de mulheres também conquistou o direito legal de adotar uma criança no fim do ano passado. Outros similares também correm na Justiça por todo o Estado.
(Fonte: Mix Brasil)

Fundamentalista religioso americano diz que "o Brasil é uma representação fiel de uma Sodoma moderna"

Fred Phelps, 80, fundador da Igreja Batista de Westboro, que é declaradamente fundamentalista e homofóbica, escreveu o texto God Hates Fags (Deus Odeia as Bichas).
No texto sobre o Brasil, Fred Phelps diz que São Paulo é a segunda maior cidade do mundo, e é a “capital das bichas”. Segundo o pastor fundamentalista e homofóbico, da mesma forma como Sodoma e Gomorra foram destruídas, o Brasil terá o mesmo fim ao longo dos tempos.
Phelps cita a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. "Por isso Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seus próprios corações, para desonrarem seus corpos entre si”, diz o pastor ao citar Romanos 1: 24-28.
Além de atacar os gays brasileiros, ele cita a prostituição infantil, o número de homicídios, a devastação da Amazônia, traficantes e outras questões apocalípticas para a devastação do Brasil.
(Fonte: Mundo Mais)

Em São Paulo, o filme Brokeback Mountain vira peça de teatro

O conto de Annie Proulx que deu origem ao filme "O Segredo de Brokeback Mountain" vai ter sua versão para os palcos.
O espetáculo "Aboio - Conto de Amor" mostra o relacionamento homoafetivo entre dois vaqueiros que não aceitam e não sabem lidar com sua homossexualidade, e em um fim de tarde , após exaustivo dia de trabalho decidem o futuro de seu relacionamento.
A palavra "Aboio" significa canto sem palavras, triste, entoado pelos vaqueiros quando conduzem o gado, com o fim de guiá-lo.

"Aboio - Conto de Amor", sob direção de Maurício Lencastree, com Gherardo Geep e M. Stipp no elenco, estréia no domingo, dia 15 de agosto às 20h.

Serviço:

LOCAL - MUBE - Av. Europa, 218.
INFOLINE - 8077.8025
TODOS OS DOMINGOS, 20 HORAS
De 15 de agosto a 28 de Novembro
192 lugares
70 minutos
Faixa Etária: 16 anos
(Fonte: G. Online)

domingo, 4 de julho de 2010

Márcio Retamero: Atenção presidenciáveis, casamento não é sacramento!

A confusão está instalada! Dilma Rousseff (PT) assim como Marina Silva (PV) declarou que é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A primeira disse ser à favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo, e, a segunda, que é à favor da "união de bens" seja lá que "raios" isso seja!

Eu quero crer que o nível cultural de ambas seja maior do que elas demonstram nessa questão tão importante para o processo de emancipação cidadã dos LGBTs brasileiros e que fazem essa confusão de termos quando dão declarações sobre o assunto por pura e simples desonestidade intelectual mesmo, com vistas ao voto do povo evangélico fundamentalista brasileiro.

Sim, quero crer que ambas têm sido desonestas intelectualmente ao trazerem a confusão dos termos casamento e união civil (Dilma) e "de bens" (Marina), pois do contrário, creio que ambas precisam ler mais, se instruir mais no quesito legislação brasileira, para além de serem muito mal assessoradas, pois já que não podemos exigir um nível melhor das candidatas, então, que os partidos PT e PV encontrem alguém capaz intelectualmente para explicar e instruí-las na questão! Contudo, nem precisa de assessores, basta ambas abrirem o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e buscar o vocábulo casamento. Lá, encontrarão sob a rubrica cultura, a seguinte definição:

"Casamento Civil: JUR aquele que é celebrado sob os princípios da lei civil".

Caso as presidenciáveis queiram se instruir ainda mais em matéria religiosa, já que estamos num país cuja maioria da população é cristã e já que ambas estão de olho, pelo que me parece, no voto dos evangélicos fundamentalistas, deveriam consultar as confissões de fé e os catecismos protestantes. Sim, eles existem senhoras presidenciáveis!

Um dos mais antigos catecismos protestantes, datado de 1561, é o Catecismo de Heidelberg (CH), assim chamado porque escrito na cidade de Heidelberg na Alemanha, a pedido de Frederico III, príncipe do Palatinado, uma influente província alemã. Por sua antiguidade e alto conhecimento teológico, este é o mais respeitado compêndio de doutrinas protestantes em todo o mundo e temos edições do mesmo em português, além de vários livros que comentam o mesmo (deixo a dica para as presidenciáveis).

A pergunta 66 do CH esclarece: "Que são sacramentos? Os sacramentos são sinais e selos visíveis e santos, instituídos por Deus para que ele possa declarar de modo mais claro, bem como selar em nós, a promessa do evangelho, ou seja, que ele nos garante livremente a remissão do pecado e a vida eterna por causa do único sacrifício que Cristo fez na cruz".

Agora prestem atenção, queridas candidatas a presidente do Brasil. Pergunta 68 do CH: "Quantos sacramentos Cristo instituiu na nova aliança, ou no novo testamento? DOIS, OU SEJA, O SANTO BATISMO E A CEIA DO SENHOR".

Agora entenderam? Casamento não é sacramento na doutrina evangélica, pois esta reconhece somente dois sacramentos, a saber, o batismo e a ceia do Senhor ou eucaristia.

Na Igreja Católica Romana, casamento é sacramento, mas eu não creio muito que as candidatas estejam interessadas nisso, pois segundo a revista "Veja" os evangélicos já são mais de 27 milhões de adeptos, ou seja, fatia grande o bastante para decidir qualquer pleito eleitoral neste país.

A pergunta que não quer calar é: por que as candidatas estão misturando alhos com bugalhos? Sim, pois nenhuma das duas são membros na hierarquia de igreja alguma! Então por que dizem ser à favor de união civil e de bens, mas contra o casamento, já que neste país, pelo menos no papel, o Estado é laico? Sendo laico, não interessa ao Estado, tampouco os que o governam, se para as igrejas cristãs fundamentalistas casamento seja sacramento (vimos que não é), pois para o Estado só existe e somente deve existir o casamento civil. Sendo assim, o casamento deve ser estendido a todos os cidadãos deste país, pois a Constituição diz que todos são iguais perante a lei. Do contrário, o artigo 5º da nossa Carta Magna só está ali para enfeitá-la, o que realmente, não nos interessa! Se está em nossa Constituição, cumpra-se!

Eu sei que estrategicamente a militância LGBT não gosta da palavra casamento, preferindo o conceito jurídico de união civil. Lembram do projeto de Marta Suplicy (PT/SP)? Desde aquela época, fundamentalistas religiosos que ocupam mandatos no Congresso Nacional, como Severino Cavalcanti (PP/PE), começaram a embaralhar os termos com vistas a alimentar a ignorância do senso comum em relação à matéria, fazendo gracinhas do tipo: "dois machos casando de véu e grinalda" ou "duas mulheres no altar".

Ora, ninguém aqui quer casar de "véu e grinalda", tampouco casar nas igrejas evangélicas fundamentalistas (cruzes!) ou católica! Ninguém aqui está lutando por isso! O que queremos é igualdade de direitos, nem mais, nem menos, pois nossa Constituição diz que somos iguais perante a lei. O casamento civil nada tem a ver, como acima demonstrado, com o casamento religioso. Quem confunde o termo casamento civil com o religioso quando o que está sendo discutido é direito LGBT, o faz pervertidamente e com nenhuma boa intenção: faz porque sabe que em fazendo, colocam a parcela cristã fundamentalista, que é majoritária, contra nossa luta.

Aqui ninguém é tolinho ou ingênuo! Estamos de olho em vocês, senhoras candidatas! Parem já com a desonestidade intelectual com vistas ao apoio do voto evangélico fundamentalista e assumam posições claras, honestas, sem criar confusão de termos, pois é isso que esperamos de vocês, no mínimo: respeito e honestidade. O povo LGBT do Brasil agradece!

* Márcio Retamero, 36 anos, é teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói, RJ. É pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro - uma Igreja Protestante Reformada e Inclusiva -, desde o ano de 2006. É, também, militante pela inclusão LGBT na Igreja Cristã e pelos Direitos Humanos. Conferencista sobre Teologia, Reforma Protestante, Inquisição, Igreja Inclusiva e Homofobia Cristã. Seu e-mail é: revretamero@betelrj.com.
(Fonte: A Capa)

Justiça reconhece união homossexual

Para a funcionária pública R., 49 anos, as duas folhas de papel ofício assinadas pelo juiz de direito Geraldo Bizerra de Sousa no último dia 29 de junho equivalem a uma cerimônia de casamento, com direito a véu, grinalda e buquê de flores. Entretanto, o documento é mais que isso. Segundo o advogado Felipe Rinaldi do Nascimento, a sentença, cujo processo esteve a seu encargo, pode ser a primeira, no Ceará, a reconhecer, no âmbito da Justiça Comum, a união entre duas pessoas do mesmo sexo. No caso, R. e sua companheira, uma técnica em enfermagem 17 anos mais jovem.

Rinaldi explica que o reconhecimento de uniões homoafetivas já é uma realidade no direito brasileiro. O que torna a história de R. especial é o seu ineditismo. “O Judiciário no Brasil afora já vem se manifestando favoravelmente (à união). Na Justiça Comum, acho que somos o primeiro o caso (no Ceará)”. O advogado, que já atuou em processos semelhantes, aplaude o avanço. “A decisão abre um precedente para que outras pessoas busquem reconhecimento das suas uniões homoafetivas nas varas de família. É importante que elas tenham os seus direitos garantidos: alimentícios, sucessórios, previdenciários etc.” Na prática, R. pode, por exemplo, estender o benefício do plano de saúde a que tem direito à sua companheira. Em caso de separação, os bens das duas serão divididos igualmente. Retroativa, a medida vale para tudo que foi adquirido desde março de 2003, mês em que passaram a ter uma relação estável. R., porém, afasta qualquer ideia relacionada ao fim do idílio amoroso. Agora, elas querem celebrar a novidade.

E já começaram. O fim de tarde da terça-feira, 29, foi um rebuliço. Do outro lado do telefone, o advogado anunciava: R. podia comemorar. “Ainda bem que já estava sentada na cama”, brinca. “Foi como selar um sentimento, realizar um sonho.” Na mesma terça, as duas saíram pra jantar. “E aí, depois, depois, né?!”

E-MAIS

De acordo com o advogado Felipe Rinaldi do Nascimento, R. e sua companheira já haviam feito um contrato de parceria ou escritura pública, lavrado em cartório. Entretanto, quando R. tentou estender o benefício do plano de saúde à parceira, a empresa responsável exigiu que a união fosse comprovada judicialmente e não apenas por meio do documento apresentado.

Então, o advogado ingressou com processo na 8ª Vara de família. “O objetivo era reconhecer a união estável entre as duas”, disse Rinaldi.

A sentença que reconhece a união homoafetiva foi assinada, mas ainda precisa ser publicada. Segundo o advogado, a publicação não tem prazo definido.

Ainda de acordo com Rinaldi, a decisão do juiz foi baseada nos princípios constitucionais da dignidade humana e da igualdade e refletem um novo quadro jurídico no País. Hoje, “o juiz não pode deixar de apreciar alegando obscuridade jurídica”, informa. A sentença confirma a tese. Nela, lê-se que “mesmo inexistindo no direito positivo pátrio a previsão de reconhecimento de união entre pessoas do mesmo sexo, não pode o juiz eximir-se da apreciação de casos nesse sentido proposto”.

R. conheceu a parceira em 2001. Dois anos depois, tomaram a decisão de viver juntas. Ainda sem acreditar na decisão judicial, R. manda o recado: “Queria dizer para as pessoas que é muito bom ir atrás desse direito. Tem que acabar com esse tabu. O amor é mais importante.”

(Fonte: O Povo Online)



Veja o beijo gay exibido pelo SBT

O SBT exibiu, em horário nobre, o tão aguardado beijo gay entre dois participantes do programa “Qual É o seu Talento?”. A cena competiu com a novela global “Passione”, líder de audiência da TV aberta no horário. O beijo aconteceu depois de uma apresentação de tango entre dois rapazes. A platéia aplaudiu de pé e os jurados foram unânimes em classificar a dupla “Two Men”, formada por Rodrigo e Gustavo, para a semifinal da competição. Nos bastidores, o apresentador André Vasco, comemorando ao lado da dupla, proclamou: “Esse é o programa da maior diversidade sexual (…) no Brasil”. Com isso, o SBT mostrou aquilo que as tramas globais há muito tempo prometem, mas nunca tem coragem de mostrar.

Os dados de audiência do "Qual É o seu Talento" ainda não foram divulgados.



(Fonte: G OnLine)

Dilma Rousseff diz ser favorável à união civil homossexual, mas pisa em ovos como Marina Silva e Serra

Candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff afirmou ser favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo. A declaração foi dada ontem, 28, no programa Roda Vida, da TV Cultura.

A pergunta foi feita por um telespectador via internet, mas foi feita também aos candidatos Marina Silva (PV-AC) e José Serra (PMDB-SP) quando passaram pelo programa. Sempre atrelada no mesmo pacote dos “assuntos polêmicos”, como o aborto, desta vez não foi diferente. A pergunta foi feita de uma só vez.

Os discursos dos presidenciáveis são praticamente iguais. Todos pisam em ovos e tocam na questão religiosa, mostrando que o Estado brasileiro não é tão laico como dizem. Foi assim com Serra, Marina e também com Dilma, que foi enfática quanto à pergunta do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“Eu sou a favor da união civil”, disse, para logo após falar na relação do casamento no viés religioso. “Acho que a questão do casamento é uma questão religiosa”, afirmou. Dilma salientou que o Estado e os indivíduos não ditam o que as religiões devem fazer.

De forma civil – “Eu, como indivíduo, jamais me posicionaria a respeito do que uma religião deve ou não deve fazer. Se é uma questão da religião a gente tem que respeitar o que a religião considera. Agora, os direitos civis básicos, como a herança e o direito de receber aposentadoria do parceiro ou da parceira, eu acho que são direitos civis. Esses têm que ser reconhecidos de forma civil”, disse. Quando ao aborto, disse ser contrária à mudança na legislação vigente no Brasil, mas defendeu que mulheres pobres têm direito de fazerem aborto na rede pública de saúde, pois mulheres ricas fazem em clínicas particulares.
(Fonte: Mundo Mais)

Governo de São Paulo prorroga prazo para inscrições de projetos culturais com temática LGBT até 22 de julho

A Secretaria de Cultura do estado de São Paulo prorrogou para o dia 22 de julho as inscrições de projetos do Concurso de Apoio a Projetos de Promoção das Manifestações Culturais com Temática LGBT no Estado de São Paulo.

Serão escolhidos 34 projetos, totalizando o valor de R$ 500 mil de financiamento. Dos projetos aprovados, 21 deles vão ganhar o valor de R$ 10 mil, outros dez vão ganhar R$ 20 mil, e três deles o valor de R$ 30 mil.

Para orientar os interessados na elaboração dos projetos, a partir do próximo dia 08, a Coordenadoria de Políticas para a Diversidade Sexual e a Secretaria da Cultura vão ministrar oficinas aos interessados de São Paulo, Campinas, São José do Rio Preto e Piracicaba. [Veja a agenda abaixo].

Para participar das oficinas, é necessário enviar um e-mail à Coordenação de Políticas de Diversidade Sexual (diversidadesexual@sp.gov.br) com os seguintes dados: nome completo, nome social, número de RG e CPF, endereço completo, telefones, e-mail. No caso das oficinas que serão ministradas na cidade de São Paulo, os interessados deverão indicar a preferência de data.

Quem pode se inscrever? – Podem se inscrever projetos de apresentações públicas de manifestações culturais com temática LGBT; Realização de atividades de valorização, preservação e difusão das manifestações culturais com temática LGBT; Realização de atividades voltadas à promoção da visibilidade e preservação da memória LGBT; Publicação de livro(s) com temática LGBT; Produção de registro audiovisual (DVD) com temática LGBT e Produção de registro musical (CD) com temática LGBT. Para ver o edital, clique AQUI

AGENDA DE OFICINAS
08/07/10 – Piracicaba
Local: Unimep – Universidade Metodista de Piracicaba, Rodovia do Açúcar, km 156, Campus Taquaral.
Horário: 8h às 18h
Contato: Anselmo Figueiredo (CASVI – Centro de Apoio e Solidariedade à Vida)

12/07/10 – Campinas
Local: Escola de Governo, Av. Aquidaban, nº 505, Centro.
Horário: 8h às 18h
Contato: Valdirene Santos (Centro de Referência LGBT)

13/07/10 – São José do Rio Preto
Local: GADA, Rua Voluntários de São Paulo, 3398, Centro.
Horário: 8h às 18h
Contato: Júlio César Figueiredo Caetano (GADA – Grupo de Apoio ao Doente de Aids)

15 e 16/07/2010 – São Paulo
Local: Escola Fazendária do Estado de São Paulo, Rua do Carmo, n° 88, Centro.
Horário: 8h às 18h
Contato: Angela Beatriz Tanonaka (Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual).

OBS: Mais informações sobre as oficinas pelo telefone (11) 3291-2700
(Fonte: Mundo Mais)

Militância brasileira faz chamado para ano de eleições

As cerca de 240 entidades integrantes da ABGLT (Associação Brasileira de Gays Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Trangêneros) vão começar sua movimentação para as Eleições 2010. O presidente da entidade, Toni Reis, fez neste Dia Mundial do Orgulho Gay, 28 de junho, um chamado para que militantes do Brasil todo enviem sugestões de propostas de governo.

O objetivo é unir todas as sugestões “para fazer a carta compromisso para todos os (as) candidatos (as)”. Isso porque, segundo Toni, “é fundamental a ABGLT ter as propostas para todos (as) os (as) candidatos (as) que pedirem apoio”. Além disso, a ABGLT pede ainda que os candidatos e candidatas LGBT nas eleições deste ano também se manifestem para que seja feita uma lista deles.

O e-mail para as sugestões e para os candidatos é o presidencia@abglt.org.br.
(Fonte: Mix Brasil)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Polícia Militar está entre principais agressores contra LGBT em Campinas e região

Policiais militares e guardas municipais estão entre os principais responsáveis por agressões contra pessoas LGBT na região de Campinas. O triste dado foi revelado por meio do Mapa da Violência e Discriminação LGTTB, produzido pela prefeitura da cidade do interior de São Paulo. O levantamento foi divulgado na última semana durante audiência na Câmara Municipal campineiro.

De acordo com o documento, do total de 290 casos de agressão entre físicas e verbais cometidas contra LGBT entre janeiro de 2005 e maio de 2010, 51 foram cometidas por guardas municipais ou PMs. Em quatro desses casos, a vítima acabou morrendo. Ainda segundo o levantamento, gays masculinos são as vítimas mais frequentes da agressão policial, correspondendo a 145 casos do total de 290. Agressões verbais foram registradas 129 vezes, enquanto as violências físicas foram contabilizadas 65 vezes.

"Com estes dados, conseguimos ter uma noção das agressões praticadas contra esta população. Sabemos que os casos são bem maiores que os registrados pois muitas pessoas ainda temem denunciar", diz Valdirene dos Santos, coordenadora do Serviço de Proteção à População LGBT.

A Polícia Militar ainda não se manifestou sobre o assunto, enquanto a Guarda Municipal de Campinas afirmou por meio de assessoria que os guardas são treinados para impor autoridade sem fazer uso da violência.
(Fonte: Mix Brasil)

Mais da metade da população gay do Brasil já foi vítima de homofobia, diz pesquisa do Ministério da Saúde

Durante a divulgação da pesquisa sobre o uso da camisinha e do contágio pelo HIV no público homossexual, nesta quinta-feira, 17, o Ministério da Saúde também mensurou o índice de discriminação homofóbica entre os homossexuais.

De acordo com a pesquisa, 53,5% dos homossexuais entrevistados nas dez cidades – Manaus (AM), Recife (PE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Itajaí (SC), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS) e Brasília (DF) – já foram xingados, humilhados e agredidos por serem gays.

A pesquisa ouviu 3.610 homossexuais com mais de 18 anos e homens que fazem sexo com homens (HSH), mas que não se consideram homossexuais. Desconsiderando este grupo de HSH, este percentual poderá ser mais acentuado, caso fosse considerado o grupo das travestis.

De acordo com os entrevistados, as discriminações ocorrem principalmente no ambiente de trabalho. Este percentual corresponde a 51,3%, seguido por 28,1% no ambiente escolar e 13% em templos religiosos. Em virtude destes dados, o Ministério da Saúde afirmou que é preciso intensificar as políticas públicas de combate à homofobia no Brasil. A pesquisa também apontou que 14% dos entrevistados já foram forçados a ter relações sexuais contra a sua vontade, mas a pesquisa não informa em qual contexto isso aconteceu.
(Fonte: Mundo Mais)

José Serra se diz a favor da união e adoção por gays

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu a união entre pessoas do mesmo sexo em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, que vai ao ar nesta segunda-feira (21), às 22h.

Para Serra, apoiar a união gay não significa dizer que ele seja a favor do casamento, pois essa é uma "questão religiosa". Em relação à adoção por casais homossexuais, o candidato disse concordar com a questão, desde que ela preencha "os requisitos que há para qualquer um que vai adotar". "Isso vale para qualquer tipo de casal, qualquer tipo de pessoa. Não vejo por que não aprovar. Acho que há tanto problema grave relacionado a crianças pobres no Brasil que [a adoção] pode ser uma salvação", falou Serra.

No programa, o ex-governador de São Paulo também afirmou ser contra a descriminalização das drogas e disse que nunca fumou maconha. Outro assunto abordado na entrevista foi a questão do alistamento de homossexuais nas Forças Armadas. "Não vejo problema nenhum", admitiu.
(Fonte: Mix Brasil)

Gays brasileiros são mais ricos do que os héteros

Uma pesquisa com Gays e outros Homens que Fazem Sexo com Homens, feita pelo Ministério da Saúde, mostrou que, dentre homossexuais, 26,9% pertencem às classes A e B.
O índice é quase 50% maior do que o número de homens em geral nesse segmento: apenas 18,2%.
Quando se trata das classes mais baixas, as D e E, o número de gays vai no sentido oposto e cai de forma significativa.
A pesquisa, realizada com 3.616 indivíduos em oito capitais e dois outros municípios, indicou que apenas 23,3% dos homossexuais estão nesse segmento. Dentre homens em geral, o número é 34%.
Estão na classe C, 49,9% dos homossexuais e 47,8% dos homens em geral.
Como homossexuais fazem parte do grupo dos homens em geral, a diferença econômica entre héteros e gays é ainda maior do que mostrado nessas comparações. Não há dados exatos apenas dos homens que só fazem sexo com mulheres.
(Fonte: Cena G)

Pesquisa polêmica aponta que jovens gays usam menos preservativo que os héteros

Muitos anos foram necessários para superar a idéia de que apenas pessoas de grupos populacionais específicos poderiam contrair a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Agora, um estudo feito pelo Ministério da Saúde, pode colocar novamente os homossexuais no centro das discussões sobre a transmissão do vírus HIV. A pesquisa, realizada em 10 capitais brasileiras, revela que jovens gays usam menos preservativo do que jovens heterossexuais. O trabalho, coordenado pela pesquisadora Ligia Kerr, da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi apresentado durante o VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DSTs e Aids, realizado em Brasília esta semana.

Segundo o estudo, 53,9% dos homossexuais entre 13 a 24 anos usaram camisinha na primeira relação sexual, enquanto entre os heterossexuais da mesma faixa etária a média foi de 62,3%. Quando o assunto é a relação sexual com parceiros fixos, os percentuais também são mais baixos entre jovens gays: apenas 29,3% usam camisinha, enquanto entre jovens heterossexuais a média é de 34,6%. Os índices são mais parecidos quando se trata do uso de camisinha com parceiros casuais. Nesses casos, 54,3% dos homossexuais entre 13 e 24 anos dizem usar preservativo. Entre em jovens heterossexuais, o percentual é de 57%.

Apesar dos dados preocupantes, o estudo indica que os homossexuais em geral são mais bem informados sobre sexo, procuram mais centros públicos de saúde para fazer testes de HIV e ter acesso a preservativos. Dos gays ouvidos na pesquisa, 23,5% disseram ter feito teste de HIV nos últimos 12 meses, o dobro do que foi constatado entre heterossexuais na Pesquisa sobre Comportamento, Atitudes e Práticas Relacionadas às DST e Aids da População Brasileira, realizada em 2008: 11,2%.

Outro dado que chama a atenção no estudo é o alto grau de preconceito a que gays estão expostos. Entre homossexuais ouvidos no estudo, 12,4% disseram já ter sido agredidos fisicamente, 51,3% disseram já ter sido discriminados no ambiente de trabalho e 29,6% ter sofrido discriminação alguma vez na vida por causa da orientação sexual. O estigma está presente também nas escolas e ambientes religiosos: 28,1% disseram ter sido discriminados no ambiente escolar e 13% em locais de prática religiosa.

Os dados epidemiológicos divulgados recentemente pelo governo apontam que a diferença entre os casos de aids por transmissão entre meninos na faixa etária entre 13 a 19 anos é muito pequena: 33,5% em relações homossexuais contra 28,3% em relações heterossexuais.
(Fonte: G Online)

Celebridades brasileiras e argentinas participam de campanhas pró-casamento gay

Celebridades no Brasil e na Argentina estão engajados em campanhas pela legalização do casamento gay nos dois países. Nossos vizinhos, que há meses assistem a diversas batalhas judiciais sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, estão tendo acesso a diversos vídeos em que 40 artistas, entre atores e músicos, saem em defesa do projeto de lei que reconhece a união homossexual e que vem sendo debatido pelos senadores.

Gente como a atriz Cecilia Roth e o músico Pedro Aznar emprestam suas popularidades com o intuito de chamar a atenção para a importância do respeito à igualdade.

Já no Brasil, o Mix e a revista JUNIOR também estão recrutando famosos para a campanha "Sim, eu aceito", que defende o direito universal ao casamento. Por aqui, a ação proposta pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pedindo o reconhecimento das uniões estáveis homossexuais espera para ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal.

Regina Casé, Astrid Fontenelle e Cazé Peçanha estão entre os adeptos da iniciativa brasileira, que foi comandada pela agência de comunicação FAM.
(Fonte: Mundo Mix)

Gays que fazem sexo casual são mais que o dobro na comparação com os homens em geral

Uma pesquisa feita no Brasil pelo Ministério da Saúde mostrou que os gays são mais promíscuos que os héteros. Enquanto 79,7% dos homens que fazem sexo com homens (gays, bissexuais ou com outra identidade) tiveram parceiro casual pelo menos uma vez no ano anterior ao levantamento, dentre a parcela masculina da população em geral, o índice é de apenas 34,1%, ou seja, menos da metade.
Tendo em vista que os homens que fazem sexo com homens estão inclusos no grupo da população em geral, a diferença pode ser ainda maior se a comparação for feita apenas com homens que só faz sexo com mulheres.
(Fonte: Cena G)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Casal lésbico é o primeiro a contrair a união civil em Portugal após a lei entrar em vigor no último dia 31

Após entrar em vigor no último dia 31 a lei que permite a união civil homossexual em Portugal, o casal lésbico formado por Helena Paixão, 40, e Teresa Pires, 33, foi o primeiro a fazer a cerimônia civil de casamento na manhã de ontem, 07, na 7ª Conservatória, em Lisboa.
A cerimônia contou com a presença de vários jornalistas e ativistas LGBT. Alguns canais de TV fizeram link de transmissão ao vivo do casamento civil. Ambas estiveram vestidas de forma simples. Nada de glamour. Sentadas de mãos dadas diante da juíza, e aparentemente tímidas diante da situação, disseram sim.
Nada de beijo na boca para a ocasião. Apenas um abraço diante dos aplausos dos presentes. Os pais das noivas foram as testemunhas. Após a cerimônia, foram comemorar com alguns amigos e familiares o fato histórico.
Juntas há oito anos, Helena e Teresa deram entrada, em 2006, em um processo de casamento na mesma Conservatória onde se casaram (oficialmente) ontem, mas o pedido foi negado. Desta vez a história foi outra!

(Fonte: Mundo Mais)

Pobres e evangélicos são os mais contrários à adoção por gays

Uma pesquisa do Datafolha mostrou que a maioria dos brasileiros são contra a adoção por casais homossexuais. O contingente avesso à idéia é 51% dos pesquisados. Os favoráveis são 39%.
A pesquisa reforça o que ativistas já sabem: pobres, evangélicos e pessoas sem muita instrução são as mais avessas a qualquer direito para LGBTs.
Enquanto a concordância a esse tipo de adoção é de apenas 28% dentre pessoas com apenas o Ensino Fundamental, dentre quem possui Ensino Superior o índice é 50%. Quanto à renda, a aprovação é de 49% por parte de quem recebe mais de dez salários mínimos e 35% no caso de quem tem renda individual de até dois salários mínimos. Dentre católicos, o mesmo índice é 41%. Apenas 22% dos evangélicos pensam igual.

(Fonte: Cena G)

Casal gay do Malauí se separou e Steven Monjeza diz que vai casar com mulher

O casal gay do Malauí que comoveu o mundo ao ser preso e condenado se separou. Ao menos foi isso que afirmou um dos rapazes, Steven Monjeza.
Ele disse que se separou de Tiwonge Chimbalanga e que já arrumou uma noiva. A moça seria Dorothy Gulo, 24 anos. Monjeza afirmou foi forçado a entrar no "drama gay" e que nunca amou Chimbalanga.
A homossexualidade é muito mal vista pela sociedade do Malauí, tanto que os homens foram condenados a 14 anos de prisão e trabalhos forçados. O perdão por parte do presidente Bingu wa Mutharika aconteceu depois de a comunidade internacional ter cobrado a libertação do casal os livrou da cadeia, mas não da intolerância.

(Fonte: Cena G)

Pais levam crianças à Parada Gay para aprenderem a respeitar escolhas sexuais

Engajados na luta contra a intolerância sexual, muitos pais levaram para a Parada Gay deste ano seus filhos para ensiná-los que devem crescer sem preconceito e aprenderem respeitar as escolhas sexuais dos demais.
Com a filha de um ano e três meses no colo, um casal de bissexuais quer que a criança cresça sem ter vergonha da própria família.
Antônio Menezes, 38 anos, aproveitou o domingo ao lado do filho de 9 anos. A ex-mulher dele, e mãe da criança, se assumiu lésbica e desde então Antônio leva o filho na parada para ele entender a sexualidade da mãe.


(Fonte: Cena G)