segunda-feira, 21 de junho de 2010

Polícia Militar está entre principais agressores contra LGBT em Campinas e região

Policiais militares e guardas municipais estão entre os principais responsáveis por agressões contra pessoas LGBT na região de Campinas. O triste dado foi revelado por meio do Mapa da Violência e Discriminação LGTTB, produzido pela prefeitura da cidade do interior de São Paulo. O levantamento foi divulgado na última semana durante audiência na Câmara Municipal campineiro.

De acordo com o documento, do total de 290 casos de agressão entre físicas e verbais cometidas contra LGBT entre janeiro de 2005 e maio de 2010, 51 foram cometidas por guardas municipais ou PMs. Em quatro desses casos, a vítima acabou morrendo. Ainda segundo o levantamento, gays masculinos são as vítimas mais frequentes da agressão policial, correspondendo a 145 casos do total de 290. Agressões verbais foram registradas 129 vezes, enquanto as violências físicas foram contabilizadas 65 vezes.

"Com estes dados, conseguimos ter uma noção das agressões praticadas contra esta população. Sabemos que os casos são bem maiores que os registrados pois muitas pessoas ainda temem denunciar", diz Valdirene dos Santos, coordenadora do Serviço de Proteção à População LGBT.

A Polícia Militar ainda não se manifestou sobre o assunto, enquanto a Guarda Municipal de Campinas afirmou por meio de assessoria que os guardas são treinados para impor autoridade sem fazer uso da violência.
(Fonte: Mix Brasil)

Mais da metade da população gay do Brasil já foi vítima de homofobia, diz pesquisa do Ministério da Saúde

Durante a divulgação da pesquisa sobre o uso da camisinha e do contágio pelo HIV no público homossexual, nesta quinta-feira, 17, o Ministério da Saúde também mensurou o índice de discriminação homofóbica entre os homossexuais.

De acordo com a pesquisa, 53,5% dos homossexuais entrevistados nas dez cidades – Manaus (AM), Recife (PE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Itajaí (SC), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS) e Brasília (DF) – já foram xingados, humilhados e agredidos por serem gays.

A pesquisa ouviu 3.610 homossexuais com mais de 18 anos e homens que fazem sexo com homens (HSH), mas que não se consideram homossexuais. Desconsiderando este grupo de HSH, este percentual poderá ser mais acentuado, caso fosse considerado o grupo das travestis.

De acordo com os entrevistados, as discriminações ocorrem principalmente no ambiente de trabalho. Este percentual corresponde a 51,3%, seguido por 28,1% no ambiente escolar e 13% em templos religiosos. Em virtude destes dados, o Ministério da Saúde afirmou que é preciso intensificar as políticas públicas de combate à homofobia no Brasil. A pesquisa também apontou que 14% dos entrevistados já foram forçados a ter relações sexuais contra a sua vontade, mas a pesquisa não informa em qual contexto isso aconteceu.
(Fonte: Mundo Mais)

José Serra se diz a favor da união e adoção por gays

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu a união entre pessoas do mesmo sexo em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, que vai ao ar nesta segunda-feira (21), às 22h.

Para Serra, apoiar a união gay não significa dizer que ele seja a favor do casamento, pois essa é uma "questão religiosa". Em relação à adoção por casais homossexuais, o candidato disse concordar com a questão, desde que ela preencha "os requisitos que há para qualquer um que vai adotar". "Isso vale para qualquer tipo de casal, qualquer tipo de pessoa. Não vejo por que não aprovar. Acho que há tanto problema grave relacionado a crianças pobres no Brasil que [a adoção] pode ser uma salvação", falou Serra.

No programa, o ex-governador de São Paulo também afirmou ser contra a descriminalização das drogas e disse que nunca fumou maconha. Outro assunto abordado na entrevista foi a questão do alistamento de homossexuais nas Forças Armadas. "Não vejo problema nenhum", admitiu.
(Fonte: Mix Brasil)

Gays brasileiros são mais ricos do que os héteros

Uma pesquisa com Gays e outros Homens que Fazem Sexo com Homens, feita pelo Ministério da Saúde, mostrou que, dentre homossexuais, 26,9% pertencem às classes A e B.
O índice é quase 50% maior do que o número de homens em geral nesse segmento: apenas 18,2%.
Quando se trata das classes mais baixas, as D e E, o número de gays vai no sentido oposto e cai de forma significativa.
A pesquisa, realizada com 3.616 indivíduos em oito capitais e dois outros municípios, indicou que apenas 23,3% dos homossexuais estão nesse segmento. Dentre homens em geral, o número é 34%.
Estão na classe C, 49,9% dos homossexuais e 47,8% dos homens em geral.
Como homossexuais fazem parte do grupo dos homens em geral, a diferença econômica entre héteros e gays é ainda maior do que mostrado nessas comparações. Não há dados exatos apenas dos homens que só fazem sexo com mulheres.
(Fonte: Cena G)

Pesquisa polêmica aponta que jovens gays usam menos preservativo que os héteros

Muitos anos foram necessários para superar a idéia de que apenas pessoas de grupos populacionais específicos poderiam contrair a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Agora, um estudo feito pelo Ministério da Saúde, pode colocar novamente os homossexuais no centro das discussões sobre a transmissão do vírus HIV. A pesquisa, realizada em 10 capitais brasileiras, revela que jovens gays usam menos preservativo do que jovens heterossexuais. O trabalho, coordenado pela pesquisadora Ligia Kerr, da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi apresentado durante o VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DSTs e Aids, realizado em Brasília esta semana.

Segundo o estudo, 53,9% dos homossexuais entre 13 a 24 anos usaram camisinha na primeira relação sexual, enquanto entre os heterossexuais da mesma faixa etária a média foi de 62,3%. Quando o assunto é a relação sexual com parceiros fixos, os percentuais também são mais baixos entre jovens gays: apenas 29,3% usam camisinha, enquanto entre jovens heterossexuais a média é de 34,6%. Os índices são mais parecidos quando se trata do uso de camisinha com parceiros casuais. Nesses casos, 54,3% dos homossexuais entre 13 e 24 anos dizem usar preservativo. Entre em jovens heterossexuais, o percentual é de 57%.

Apesar dos dados preocupantes, o estudo indica que os homossexuais em geral são mais bem informados sobre sexo, procuram mais centros públicos de saúde para fazer testes de HIV e ter acesso a preservativos. Dos gays ouvidos na pesquisa, 23,5% disseram ter feito teste de HIV nos últimos 12 meses, o dobro do que foi constatado entre heterossexuais na Pesquisa sobre Comportamento, Atitudes e Práticas Relacionadas às DST e Aids da População Brasileira, realizada em 2008: 11,2%.

Outro dado que chama a atenção no estudo é o alto grau de preconceito a que gays estão expostos. Entre homossexuais ouvidos no estudo, 12,4% disseram já ter sido agredidos fisicamente, 51,3% disseram já ter sido discriminados no ambiente de trabalho e 29,6% ter sofrido discriminação alguma vez na vida por causa da orientação sexual. O estigma está presente também nas escolas e ambientes religiosos: 28,1% disseram ter sido discriminados no ambiente escolar e 13% em locais de prática religiosa.

Os dados epidemiológicos divulgados recentemente pelo governo apontam que a diferença entre os casos de aids por transmissão entre meninos na faixa etária entre 13 a 19 anos é muito pequena: 33,5% em relações homossexuais contra 28,3% em relações heterossexuais.
(Fonte: G Online)

Celebridades brasileiras e argentinas participam de campanhas pró-casamento gay

Celebridades no Brasil e na Argentina estão engajados em campanhas pela legalização do casamento gay nos dois países. Nossos vizinhos, que há meses assistem a diversas batalhas judiciais sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, estão tendo acesso a diversos vídeos em que 40 artistas, entre atores e músicos, saem em defesa do projeto de lei que reconhece a união homossexual e que vem sendo debatido pelos senadores.

Gente como a atriz Cecilia Roth e o músico Pedro Aznar emprestam suas popularidades com o intuito de chamar a atenção para a importância do respeito à igualdade.

Já no Brasil, o Mix e a revista JUNIOR também estão recrutando famosos para a campanha "Sim, eu aceito", que defende o direito universal ao casamento. Por aqui, a ação proposta pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pedindo o reconhecimento das uniões estáveis homossexuais espera para ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal.

Regina Casé, Astrid Fontenelle e Cazé Peçanha estão entre os adeptos da iniciativa brasileira, que foi comandada pela agência de comunicação FAM.
(Fonte: Mundo Mix)

Gays que fazem sexo casual são mais que o dobro na comparação com os homens em geral

Uma pesquisa feita no Brasil pelo Ministério da Saúde mostrou que os gays são mais promíscuos que os héteros. Enquanto 79,7% dos homens que fazem sexo com homens (gays, bissexuais ou com outra identidade) tiveram parceiro casual pelo menos uma vez no ano anterior ao levantamento, dentre a parcela masculina da população em geral, o índice é de apenas 34,1%, ou seja, menos da metade.
Tendo em vista que os homens que fazem sexo com homens estão inclusos no grupo da população em geral, a diferença pode ser ainda maior se a comparação for feita apenas com homens que só faz sexo com mulheres.
(Fonte: Cena G)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Casal lésbico é o primeiro a contrair a união civil em Portugal após a lei entrar em vigor no último dia 31

Após entrar em vigor no último dia 31 a lei que permite a união civil homossexual em Portugal, o casal lésbico formado por Helena Paixão, 40, e Teresa Pires, 33, foi o primeiro a fazer a cerimônia civil de casamento na manhã de ontem, 07, na 7ª Conservatória, em Lisboa.
A cerimônia contou com a presença de vários jornalistas e ativistas LGBT. Alguns canais de TV fizeram link de transmissão ao vivo do casamento civil. Ambas estiveram vestidas de forma simples. Nada de glamour. Sentadas de mãos dadas diante da juíza, e aparentemente tímidas diante da situação, disseram sim.
Nada de beijo na boca para a ocasião. Apenas um abraço diante dos aplausos dos presentes. Os pais das noivas foram as testemunhas. Após a cerimônia, foram comemorar com alguns amigos e familiares o fato histórico.
Juntas há oito anos, Helena e Teresa deram entrada, em 2006, em um processo de casamento na mesma Conservatória onde se casaram (oficialmente) ontem, mas o pedido foi negado. Desta vez a história foi outra!

(Fonte: Mundo Mais)

Pobres e evangélicos são os mais contrários à adoção por gays

Uma pesquisa do Datafolha mostrou que a maioria dos brasileiros são contra a adoção por casais homossexuais. O contingente avesso à idéia é 51% dos pesquisados. Os favoráveis são 39%.
A pesquisa reforça o que ativistas já sabem: pobres, evangélicos e pessoas sem muita instrução são as mais avessas a qualquer direito para LGBTs.
Enquanto a concordância a esse tipo de adoção é de apenas 28% dentre pessoas com apenas o Ensino Fundamental, dentre quem possui Ensino Superior o índice é 50%. Quanto à renda, a aprovação é de 49% por parte de quem recebe mais de dez salários mínimos e 35% no caso de quem tem renda individual de até dois salários mínimos. Dentre católicos, o mesmo índice é 41%. Apenas 22% dos evangélicos pensam igual.

(Fonte: Cena G)

Casal gay do Malauí se separou e Steven Monjeza diz que vai casar com mulher

O casal gay do Malauí que comoveu o mundo ao ser preso e condenado se separou. Ao menos foi isso que afirmou um dos rapazes, Steven Monjeza.
Ele disse que se separou de Tiwonge Chimbalanga e que já arrumou uma noiva. A moça seria Dorothy Gulo, 24 anos. Monjeza afirmou foi forçado a entrar no "drama gay" e que nunca amou Chimbalanga.
A homossexualidade é muito mal vista pela sociedade do Malauí, tanto que os homens foram condenados a 14 anos de prisão e trabalhos forçados. O perdão por parte do presidente Bingu wa Mutharika aconteceu depois de a comunidade internacional ter cobrado a libertação do casal os livrou da cadeia, mas não da intolerância.

(Fonte: Cena G)

Pais levam crianças à Parada Gay para aprenderem a respeitar escolhas sexuais

Engajados na luta contra a intolerância sexual, muitos pais levaram para a Parada Gay deste ano seus filhos para ensiná-los que devem crescer sem preconceito e aprenderem respeitar as escolhas sexuais dos demais.
Com a filha de um ano e três meses no colo, um casal de bissexuais quer que a criança cresça sem ter vergonha da própria família.
Antônio Menezes, 38 anos, aproveitou o domingo ao lado do filho de 9 anos. A ex-mulher dele, e mãe da criança, se assumiu lésbica e desde então Antônio leva o filho na parada para ele entender a sexualidade da mãe.


(Fonte: Cena G)

Parada Gay ganha tom político, mas presidenciáveis não aparecem

Com o tema "Vote contra a homofobia: Defenda a cidadania", a 14ª edição da Parada Gay, na avenida Paulista, em São Paulo, teve um tom mais político do que nas últimas edições, mas não contou com a presença dos principais pré-candidatos à Presidência da República.
Dilma Rousseff ficou em Brasília descansando, José Serra não justificou a ausência e Marina Silva já havia anunciado que não participaria do evento.
Dos pré-candidatos à próxima eleição, apenas Marta Suplicy, que vai disputar uma vaga no Senado, prestigiou o evento, com faz todos os anos. A ex-prefeita foi no trio da drag queen Salete Campari, pré-candidata a deputada estadual.
A ausência dos presidenciáveis não comprometeu o tom do evento. Por toda a avenida, bandeiras, cartazes - alguns protestando contra a postura de políticos evangélicos na Câmara Federal - gravatas e pulseiras levavam as cores do arco-íris e mensagens políticas, como voto consciente contra a homofobia, mensagem que foi repetida diversas vezes nos carros que desfilaram pela avenida.

(Fonte: Cena G)

Com tom político, Parada Gay de São Paulo reúne 3,5 milhões de pessoas

Se em 2009 a Parada Gay foi lembrada por conta de graves agressões, bomba no centro da cidade e uma morte, esse ano o maior evento gay do mundo já pode ser comentado por conta de sua organização, segurança e politização.
Desde o momento da concentração, que começou por volta das 10h, já era possível sentir o clima que predominaria por todo o evento, que era de tranquilidade e festa, porém, uma festa que pedia para que heterossexuais e homossexuais não votassem em políticos homofóbicos nas próximas eleições.
As famílias, que estavam sumidas da Parada, resolveram voltar e mostrar a sua simpatia. Crianças de colo também marcaram presença. Casais com mais de 60 anos e mulheres, algumas delas fantasiadas, também compareceram à Paulista.

Inclusivos

Às 11h, o primeiro tumulto do evento: o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), acompanhado do governador, Alberto Goldman (PSDB), chegaram ao evento cercados de seguranças.
À imprensa, o prefeito reforçou a importância da Parada Gay e disse que seu governo sempre trabalhou para tornar o evento mais seguro e melhor. Em um claro recado ao seu colega de partido, o vereador Carlos Apolinário (DEM), contrário às políticas LGBT, Gilberto Kassab elogiou o tema da Parada - Vote Contra a Homfobia: Defenda a Cidadania - considerando-o "adequado". "Estamos em ano de eleição e os candidatos devem se posicionar sobre todos os temas e este (LGBT) também", declarou o prefeito.
Os primeiros números da Polícia Militar revelam que houve 11 registros de ocorrência, sendo que duas pessoas foram presas por furto; cerca de 220 foram recebidas pelas tendas hospitalares; e dois celulares e uma carteira foram roubados.
A cada ano que passa, a Parada Gay de São Paulo pressiona para que personalidades políticas e grande imprensa se posicionem a respeito da questão gay, contradizendo os céticos que afirmam que a manifestação se limita à festa. O tema "Vota Contra a Homofobia: Defenda a Cidadania!" permeou quase todas as reportagens sobre a Parada.
Além do termo homofobia estar praticamente disseminado no vocabulário popular, vale lembrar que a partir do ano que vem o 17 de maio está oficialmente no calendário brasileiro, como o Dia Nacional de Combate a Homofobia.
(Fonte: A Capa)

A Advocacia Geral da União (AGU) reconhece união homoafetiva para fins previdenciários do setor privado

A Advocacia-Geral da União (AGU) – órgão que representa a posição oficial do governo federal nos processos judiciais – aprovou nesta semana o Parecer 038/2010, que reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo para fins previdenciários do setor privado. A informação foi divulgada no site da AGU nesta sexta-feira, 04.
De acordo com o Advogado-Geral da União, o ministro Luís Inácio Lucena Adams, a medida considera a Constituição Federal, que não impede a união estável de pessoas do mesmo sexo, por não ser discriminatória. Pelo contrário, garante à dignidade da pessoa humana, a privacidade, a intimidade e proíbe qualquer discriminação, seja de sexo, raça, ou orientação sexual.
O Parecer foi elaborado pelo Departamento de Análise de Atos Normativos (Denor) da AGU. "Numa interpretação sistemática da Constituição da República, é possível verificar que o que se pretende é justamente proteger a liberdade de opção da pessoa", ressaltou o advogado da União, Rogério Marcos de Jesus Santos, autor do documento.

O Parecer – Segundo o Parecer, “a interpretação no sentido do impedimento do reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo poderia, em grande medida, render ensejo a um enriquecimento sem causa, ou da autarquia previdenciária, quando não houvesse um outro beneficiário para quem se pudesse pagar o beneficio previdenciário, ou, quando houvesse este outro beneficiário, haveria dificuldade quanto a este, com relação a princípios de justiça e solidariedade, tendo em conta que poderia deixar ao desamparo alguém que conviveu anos a fio com o segurado e possivelmente teria o direito de ser o beneficiário do seguro social", diz o parecer.

(Fonte: Mundo Mais)

Shopping usa cavaletes para evitar reunião gay

Tradicional ponto de encontro de jovens gays da zona leste de São Paulo, o Shopping Metrô Tatuapé tomou medidas que acabaram com as reuniões dentro da área do estabelecimento.
Entre elas está a colocação de faixas isolantes e cavaletes na calçada da rua atrás do shopping, mesmo sem autorização da Subprefeitura da Mooca e da Companhia de Engenharia de Tráfego.
Os cavaletes irregulares limitaram os encontros a uma faixa de 1,5 metro ao longo da calçada, forçando a dispersão do grupo.
Entre 2003 e 2009, os jovens com idades entre 15 e 20 anos se reuniam no shopping sempre às segundas-feiras. Ao longo do tempo, eles foram impossibilitados de usar áreas do estabelecimento.
Outra medida adotada foi isolar com correntes duas áreas de estar na entrada do shopping. No local, havia mesas e cadeiras, também retiradas. E o estacionamento, outro refúgio dos jovens, foi alugado a uma locadora de veículos. Com isso, no início do ano o grupo transferiu o encontro para a via atrás do shopping, a Rua Domingos Agostim.
Órgãos de defesa dos direitos humanos apontam "indícios de discriminação". "É homofobia reincidente do shopping, primeiro ao isolar o grupo em um cercado com fita, e agora ao dispersar de vez o encontro", diz o coordenador geral da Coordenadoria de Diversidade Sexual, Franco Reinaudo.
Em 2007, após denúncias de discriminação, o shopping fechou acordo com o Ministério Público Federal para capacitar funcionários contra homofobia.
A direção do Shopping Metrô Tatuapé afirma que "nenhuma medida foi adotada para afastar qualquer público, mas para garantir o crescimento e a melhoria constante do shopping".
A Cads afirma que vai investigar as condições do encontro e, segundo a Subprefeitura da Mooca, o shopping foi notificado sobre os cavaletes colocados em cima da calçada.

(Fonte: Cena G)

Presidente Lula decreta o Dia Nacional de Combate à Homofobia

Foi decretado pelo presidente Lula, na última sexta-feira (04/06), o Dia Nacional de Combate à Homofobia, que será comemorado a partir do ano que vem em 17 de maio. A notícia foi dada durante a entrega do 10º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, promovido pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) na última sexta-feira (4).

Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (ABGLT), disse que o decreto, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (7), é "o reconhecimento governamental de que há homofobia no Brasil". O ativista espera que o "exemplo" do Brasil seja seguido pelos "75 países que criminalizam a homossexualidade e pelos sete países em que há pena de morte".

O 17 de maio foi escolhido como símbolo da luta contra a homofobia porque foi nesse dia, em 1990, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças.

(Fonte: A Capa)

I Mostra de Cinema LGBTT de São Paulo em cartaz até o fim de junho

Em comemoração ao mês internacional do Orgulho LGBT, a prefeitura da capital paulista organiza durante este mês de junho a I Mostra de Cinema LGBTT de São Paulo.
Com curadoria de Karen Cunha e Célio Franceschet, a mostra reúne filmes que abordam a temática da diversidade sexual sob diversos prismas e fica em cartaz até o dia 24 de junho no Centro Cultural da Juventude e até o dia 26 no Centro Cultural São Paulo.
Na programação, há desde a ficção Otto, Ou Viva a Gente Morta, do diretor Bruce LaBruce, que conta a história de um zumbi gay e reprimido que perambula pelas ruas de Berlim em busca de seu antigo namorado, ao documentário Os Tempos de Harvey Milk, de Rob Epstein, que narra a trajetória do primeiro célebre político gay ativista norte-americano e que ganhou o Oscar de Melhor Documentário em 1984.

A temática lésbica também marca presença, como no francês O Verão de Clara, de Patrick Grandperret, cuja história acompanha o desejo de duas amigas de perder a virgindade, mas que acabam por descobrir novas possibilidades. Entre os filmes nacionais, há exibição de Do Começo Ao Fim, de Aluizio Abranches, com seu belo e incestuoso romance entre meio-irmãos.

Para conferir todos os filmes, datas e horários de exibição, acesse a programação no Centro Cultural da Juventude e no Centro Cultural São Paulo.

A I Mostra de Cinema LGBTT de São Paulo faz parte da série de atividades gratuitas que a prefeitura promove durante o mês de junho para o público LGBT e que incluem oficina de DJ, workshops e concurso de drag queen, show e teatro.


Seios e show de Daniel Peixoto

A peça Seios, de Walcyr Carrasco, também está entre a programação especial temática do Centro Cultural da Juventude. Protagonizado pelos atores Dionísio Neto e Jeyne Stakflett, o espetáculo aborda com sensibilidade o conflito de um casal após a mulher descobrir que o marido está se transformando em transexual. A peça é exibida em dois sábados (12 e 19/06), às 20h, e no domingo 13/06, às 18h.
Já no dia 25/06, às 20h, quem sobe ao palco do CCJ é o cantor Daniel Peixoto. O ex-vocalista do Montage apresenta repertório do seu primeiro CD solo, misturando música eletrônica, ritmos brasileiros e atitude punk.

O Centro Cultural da Juventude está localizado na Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha, e o telefone é (11) 3984-2466. O Centro Cultural São Paulo fica na Rua Vergueiro, 1000, Aclimação, e o telefone de informações é (11) 3397-4002.

(Fonte: G. OnLine)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Confira a programação oficial completa dos eventos da 14ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

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Depois de dissimular, Marina Silva diz ser contra casamento gay; “Não tenho uma posição favorável”

Depois de dissimular sobre seu posicionamento em relação aos LGBT, a pré-candidata à presidência da República Marina Silva (PV-AC) sai do armário e diz ser contrária à união civil homossexual. “O casamento é uma instituição de sexos diferentes. Uma instituição pensada há milhares de anos. Não tenho uma posição favorável”, disse na entrevista concedida nesta terça-feira, 01, ao portal UOL.

Ainda no seu tom do politicamente correto, a pré-candidata disse achar legítima a militância LGBT. “Agora isso não pode ser confundido com discriminar essas pessoas [homossexuais] do ponto de vista dos seus direitos. Elas também têm o direito de defender suas bandeiras. Democracia é isso. É por isso que vão para as ruas. Tem alguns aspectos de tantas lutas que são colocadas que eu penso favorável; outras, não”, afiançou.

Sobre a adoção de crianças por homossexuais ela não se disse favorável, mas se apresentou – como sempre – escorregadia. “Não tenho competência técnica para ter um olhar em relação a esta questão. Estou formando uma opinião”, desconversou, afirmando sua incompetência em tratar de um assunto afetivo e de humanidade como uma questão "técnica".

Não levantou bandeira – A declaração de Marina Silva desmente a sua afirmação de que não escondeu a bandeira do arco-íris entregue a ela como presente pelo vereador gay de Alfenas (MG) Sander Simaglio (PV-MG), no dia 09 de abril, em Belo Horizonte. Já no dia 14 de abril, Marina publicou o texto O que Penso a Respeito do Movimento LGBTs. No texto, disse: “Quem conhece a minha história e convive comigo sabe que respeito as diferenças e sou defensora da tolerância”. Mesmo assim, a pré-candidata evangélica da Assembleia de Deus falou das suas crenças. “Por fim, reafirmo: ainda que minha conduta moral e ética integrem valores da fé cristã, que professo, não discrimino quem quer que seja e defendo plena cidadania para todos”, escreveu.

Repercussão – Vários possíveis eleitores LGBT de Marina Silva exigiram uma postura clara da pré-candidata nos comentários postados no seu blog. Na semana passada, em um ato ecumênico em Salvador, a pré-candidata verde disse que – caso eleita – iria governar “para todos” e defendeu que o Brasil era um país “laico”. Ainda na semana passada, o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB) Marcelo Cerqueira anunciou a sua saída do PV por conta da postura da candidata à presidência do seu partido.

Cerqueira, agora no PT, afirmou que Marina não havia dado nenhum apoio concreto aos LGBT. "Não dá para confiar. Na igreja em que ela comunga tem o Silas Malafaia, que é um radical e um perseguidor dos homossexuais no Brasil inteiro. Não posso continuar com gente que convive com esse cidadão e certamente comunga dos mesmos ideais. Para mim, Marina é uma dissimulada", disparou. E agora, alguém duvida?

(Fonte: Mundo Mais)

Mais politizada, Caminhada Lésbica terá alas segmentadas como paradas norte-americanas

Acontece neste sábado, 05 de junho, véspera da Parada do Orgulho LGBT, a 8ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo.
A manifestação este ano promete ser ainda mais politizada que as edições anteriores e contará com uma novidade: a marcha será dividida por alas segmentadas, a exemplo das paradas norte-americanas. Entre elas, a das deficientes, a do segmento hip hop, das ciclistas, das grafiteiras, da Fuzarca Feminista, das sindicalistas e das adeptas de religiões de matriz africana.
A concentração da caminhada, que tem como tema "Ser Lésbica é um Direito! Autonomia e Liberdade por um mundo de igualdade!", acontece na Praça Osvaldo Cruz, na Avenida Paulista, a partir das 12h.
A saída pela Avenida Paulista rumo ao Masp deve ocorrer por volta das 14h30, após um ato político de protesto prometido pelas manifestantes.
A caminhada contará com animação de diversas DJs e ainda com uma oficina de grafitagem, com exposição itinerante durante o percurso. Um show da cantora Penha Pinheiro marca o encerramento do evento no final da tarde, no Boulevard 9 de julho, atrás do Masp.


(Fonte: G OnLine)

Cristiano Ronaldo fala em defesa do casamento gay

Todo gostoso e preparando-se para a Copa do Mundo na África do Sul, o craque português Cristiano Ronaldo saiu em defesa do casamento gay. Em entrevista ao jornal Público, o jogador do Real Madrid disse acompanhar de perto todos os avanços pelos quais passa seu país de origem, inclusive a recente aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

"Como homem português que sou, tento me manter informado sobre tudo o que acontece em meu país. Eu sei que a lei (do casamento gay) foi aprovada e o comentário que isso merece é que nós devemos respeitas as escolhas feitas por qualquer pessoa porque, acima de tudo, todos os cidadãos devem ter exatamente os mesmos direitos e responsabilidades."

Promulgado pelo presidente Cavaco Silva em 17 de maio, o casamento gay em Portugal entra em vigor nesta segunda-feira, 07.

(Fonte: Mix Brasil)

sábado, 29 de maio de 2010

1ª Festa Pré Parada


O caso Richarlyson, o galã do armário e o carnaval gay

A pouco mais de uma semana da 14ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, o site da torcida Dragões da Real, do SPFC, publicou uma nota em repúdio à noitada do atacante Richarlyson n'A Loca - balada tradicional do circuito underground paulistano, frequentada também por homossexuais.

Bastante ofensivo, o texto chama o jogador de "traste" que "suja a imagem sagrada do clube com seu jeito afeminado". Diz que "muitas crianças estão com vergonha de dizer que são são-paulinos (sic)" por causa de Richarlyson. E ainda questiona os dirigentes do clube: "Será que a nossa diretoria vai ver um jogador homossexual mediano manchar a imagem do clube e não fazer nada?"

Veja a nota publicada na terça e retirada do ar nesta quinta-feira, após a repercussão do caso:

Este ano, por causa das eleições, o tema da Parada é "Vote contra a homofobia: defenda a cidadania!". Mesmo reunindo milhões todos os anos e tendo se tornado organizadora do maior evento LGBT do planeta, a Associação da Parada não consegue ter voz no parlamento quando a discussão é sobre criminalização da homofobia ou união civil de pessoas do mesmo sexo.

É triste. Porque, para a maioria dos que participam do carnaval fora de época na Paulista, aquela alegoria toda não passa de uma grande festa, uma válvula de escape.

Enquanto isso, jogadores de futebol - gays ou não, isso não importa - vão novamente ser achincalhados. Atores de novela loucos para saírem do armário continuarão sendo enclausurados nele por quem escreve tramas e escala elencos. Serginhos e Dicésares já podem exibir suas pavonices em reality shows. Mas beijo gay, não. Tá, meu bem?

(Fonte: www.limao.com.br)

Posto fará teste gratuito de HIV na Avenida Paulista

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo oferece testes gratuitos de HIV para o público da Avenida Paulista a partir de segunda-feira. A ação pretende atrair principalmente o público da Parada de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTT), a Parada Gay, no primeiro domingo de junho, dia 6.

É a segunda vez que a secretaria oferece os testes antes do evento. No ano passado, 800 pessoas foram examinadas. A expectativa é a de que pelo menos 400 pessoas passem pelo posto, instalado no Shopping Center 3, na altura do número 2.064 da Avenida Paulista. "Nesse período vamos aos locais onde observamos um público que precisa ser contemplado pela campanha", explica a assistente técnica da gerência de assistência da Coordenação Estadual de DST/Aids, Tânia Correa.

O teste dura apenas 15 minutos. "É apenas uma picada no dedo", afirma Tânia. Os resultados são informados logo em seguida. Independentemente do diagnóstico, os pacientes passarão por orientação com profissionais da saúde. Na segunda e na terça-feira, os interessados devem ir até o posto de atendimento das 10 horas às 17 horas, e na quarta-feira, das 10 horas às 14 horas. O exame gratuito está disponível também na rede pública de Saúde. Mais informações sobre os exames podem ser obtidas pelo telefone 0800-16-25-50. As informações são do Jornal da Tarde.


(Fonte: UOL)

Homofóbicos invadem beijaço na Universidade de Brasília e criam tumulto

Na última quinta-feira (27/05), cerca de 300 alunos da Universidade de Brasília (UNB) organizaram um beijaço contra a homofobia. O que era para ser uma manifestação pacífica quase terminou em agressão. Isso porque enquanto alguns alunos produziam cartazes pró-gays, outros chegaram com dizeres como "orgulho hétero".
Entre os meninos que apoiavam o "orgulho hétero", dois deles tinham o visual que lembrava os skinheads: cabeça raspada, pele branca, calça jeans e coturno. Os manifestantes de ambos os lados bateram boca. Os rapazes que promoviam o "orgulho hétero" disseram não ter nada contra os homossexuais, mas que são "a favor" dos heterossexuais.
Mesmo com o clima tenso, os manifestantes do beijaço continuram com o ato e colaram adesivos coloridos na porta dos centros acadêmicos. Alguns alunos que participaram da manifestação disseram à imprensa local que foram ameaçados de agressão. Os alunos exigem uma posição "institucional" da UNB contra a homofobia.

(Fonte: A Capa)

Beijaço gay movimenta Universidade de Brasília


Na última quinta-feira, 27, cerca de 300 pessoas participaram de um beijaço gay na Universidade de Brasília. Com cartazes que pediam o fim do preconceito contra homossexuais, o grupo se concentrou no Ceubinho, passou pela Faculdade de Tecnologia e terminou na reitoria da instituição.

Durante o trajeto, a turma colorida terminou sendo confrontada por um grupo de cinco pessoas que carregavam cartaz escrito "Orgulho Hétero". "Não sou contra os homossexuais, sou a favor dos heterossexuais", disse um dos estudantes.

Depois de um bate boca, o protesto gay seguiu até a Faculdade de Tecnologia, onde foram colados adesivos coloridos nas portas dos centro acadêmicos. De acordo com Luiza Oliveira, aluna de Ciências Sociais, o prédio concentra cursos que usam trotes para incentivar o machismo e preconceito.

Seguindo para a reitoria, uma estudante que preferiu não se identificar afirmou ter recebido ameaças por telefone. "Era voz de um homem, que me chamou de lésbica, disse que sabe meu nome e que vai me espancar para eu aprender", disse a jovem. Ela procurou a 2ª DP para registrar a ocorrência, mas não conseguiu por conta da greve dos policiais civis. "Não vou deixar de tomar as devidas providências", garantiu a moça.

O beijaço terminou com um encontro entre os manifestantes e o chefe de gabinete do reitor, professor Wellington de Almeida, a Decana de Assuntos Comunitários, professora Rachel Mendes e o assessor da Juventude, Rafael Barbosa. O grupo exigiu que a UnB se manifeste publicamente contra a homofobia e, segundo Rachel Nunes, as solicitações serão debatidas em reuniões futuras.

(Fonte: Mix Brasil)

São Paulo vai sediar em junho a 2ª Jornada Lésbica Feminista


Em parceria com o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) vai realizar durante todo o mês de junho sua 2ª Jornada Lésbica Feminista. A programação tem início no dia 2, quinta-feira, com o debate “Cidadania Lésbica, conquistando direitos em São Paulo e no Brasil” e termina no dia 29 com a “Leitura crítica da mídia na perspectiva lésbica feminista”.

O destaque fica por conta da 8ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo, no sábado que antecede a Parada, dia 5. A saída está marcada para as 14h30, com concentração na Praça Osvaldo Cruz a partir das 12h seguindo em direção ao MASP. Confira a programação completa:

Programação da 2ª Jornada Lésbica Feminista


2 – Quarta-feira
Debate “Cidadania Lésbica, conquistando direitos em São Paulo e no Brasil”
Horário: das 18h30 às 22h
Local: Auditório do Conselho Regional de Psicologia/SP – Rua Arruda Alvim, 89 (próximo ao Metrô Clínicas)

3 – Quinta-feira
Oficina “Mídia para Lideranças Lésbicas”
Será oferecida pelo Instituto Patrícia Galvão. Vagas limitadas. Inscrição e seleção prévia pelo email lblsp@uol.com.br.
Horário: 9h às 18h
Local: auditório do CRP-SP

Reunião de articulação e diálogos entre lideranças lésbicas de diversos estados do país
Horário: 19h
Local: Auditório do Conselho Regional de Psicologia/SP - Rua Arruda Alvim, 89 (próximo ao Metrô Clínicas)

4 – Sexta-feira
Oficina / Roda de conversa “ Sexualidade, Autonomia e Liberdade na perspectiva lésbica feminista“
Horário: 14h30 às 17h30
Local: Auditório do Conselho Regional de Psicologia/SP - Rua Arruda Alvim, 89 (próximo ao Metrô Clínicas)

5 – Sábado
8ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo
Ser Lésbica é um Direito! Autonomia e Liberdade por um mundo de igualdade!
Concentração: Praça Osvaldo Cruz a partir das 12h. Caminhada pela Av. Paulista em direção ao Masp.
Saída: às 14h30, com diferentes segmentos organizados em alas - deficientes, hip hop, ciclistas, grafiteiras, Fuzarca Feminista, sindicalistas, religiões de matrizes africanas, entre outras. Organize sua ala!
Encerramento: 16h às 18h, Boulevard 9 de julho (Praça atrás do Masp), embalada por Penha Pinheiro e banda.
Oficina de Grafitagem / Exposição itinerante no percurso da caminhada / Apresentação musical de diversas Djs / Ato político às 13h30 na Praça Osvaldo Cruz

6 – Domingo
Lésbicas na XII Parada LGBT de SP

12 – Sábado
Atividade do Dia das Namoradas
Horário: 16h
Local: Auditório do Conselho Regional de Psicologia/SP - Rua Arruda Alvim, 89 (próximo ao Metrô Clínicas)

13 – Domingo
Oficina “WenDo – Auto-defesa Feminista”
Será oferecida pelo grupo WenDo Brasil. Vagas limitadas. Inscrição prévia e seleção.
Horário: 14h
Local: sede da União de Mulheres de São Paulo - Rua Coração da Europa, 1395 – Bela Vista.
Mais informações: (11) 3283-4040

29 – Terça-feira
Oficina “Leitura crítica da mídia na perspectiva lésbica feminista”
Oferecida pelo Intervozes.
Horário: das 14h às 17h
Local: sede do Geledés – Instituto da Mulher Negra - Rua Sta Isabel, 137, 4º andar, Vila Buarque.
Mais informações: (11) 3333-3444

Mostra de Cinema Lésbico
Sábados de junho: 12 e 19
Horário: 18h30
Local: Auditório do Conselho Regional de Psicologia/SP - Rua Arruda Alvim, 89 (próximo ao Metrô Clínicas)

(Fonte: Mix Brasil)

Usar lubrificante sem camisinha aumenta riscos de contaminção pelo HIV

Usar lubrificante, mas abrir mão da camisinha na hora de praticar sexo anal pode aumentar em até trêz vezes o risco de contrair o vírus HIV. O alerta foi dado nesta semana, quando os resultados de um estudo sobre o assunto foram divulgados durante a Conferência Internacional de Microbicidas, em Pittsburgh, EUA.
De acordo com os estudiosos, 900 pessoas de Baltimore e Los Angeles participaram da pesquisa e, deste universo, quem dispensava o preservativo para fazer sexo anal com lubrificante estava três vezes mais vulnerável à transmissão de infecções retais.
Os resultados foram acompanhados por uma outra pesquisa, segundo a qual muitas marcas de lubrificantes usam em suas fórmulas substâncias tóxicas para o tecido do reto. Portanto, lubrificar sem proteger pode danificar células da região anal e deixá-la ainda mais vulnerável para a contaminação pelo HIV.
(Fonte: Mix Brasil)

Depois de curra na 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia, Pânico na TV muda foco da cobertura

Depois de levar uma sova de palavras dos militantes presentes na 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia, na última quarta-feira, 19, em Brasília, a equipe do Pânico na TV muda foco da cobertura. Na maior cara dura, mostra-se “vítima” dos militantes. Com isso, corrobora com os conceitos discriminatórios dos homofóbicos, como mostra os comentários no canal do Pânico na TV no YouTube.

De forma sorrateira, mostrou as primeiras cenas gravadas na passagem dos repórteres Carioca e Cezar Polvilho pela Esplanada dos Ministérios. Após a curra verborrágica que os repórteres levaram, gravaram outras cenas e editaram o programa de forma “boazinha”. Ou seja, a primeira cena da matéria foi feita depois que foram expulsos do local.

Como de boas intenções o inferno está cheio, o Pânico na TV também está. No entanto, ainda pôde contar com o translumbramento de muitos brasileiros que adoram aparecer diante das câmeras e obedecem ao comando dos repórteres como verdadeiros zumbis teleguiados.

Para ajudar – Sorrateiramente, a edição do programa exibido neste domingo, 23, deu a entender que o programa foi ajudar os manifestantes a gritar contra a homofobia. O deboche ficou apenas entre os presentes na Marcha. Sequer os “bem intencionados” repórteres se aventuraram em adentrar no Congresso Nacional e no Senado para chacotearem dos posicionamentos homofóbicos e fundamentalistas de senadores e deputados evangélicos, contrários aos direitos civis dos LGBT, como os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES).

Fora o deboche de praxe do programa, a matéria se mostrou até didática em relação ao esclarecimento do termo homofobia para o público. No final do bloco, foi colocado o clipe com a música Fuck You [Foda-se] da cantora britânica Lily Allen. A reação dos LGBT, que estiveram em Brasília com o Pânico na TV, mostrou que é possível mudar o rumo da história, mas que ainda falta muito o que marchar para que isso aconteça.
(Fonte: Mundo Mais)

Mc Donald´s realiza comercial gay

A rede de fast food "Mc Donald´s" na França realizou uma campanha publicitária com temática gay.
Dentro de uma loja da rede, um jovem falar ao celular, segurando uma foto enquanto olha para um dos rapazes da fotografia demonstrando carinho.
Após desligar o telefone, o pai do garoto chega com os lanches e comenta a respeito da foto e de sua época de colégio. Diz ao filho que as meninas davam em cima dele e que é uma pena que na sala dele só tenha homens.
O garoto olha com ironia e dá um sorriso. No fim da propaganda, aparece a frase: "Venha como você é".

Veja o comercial abaixo:


(Fonte: Cena G)

Coquetel anti-HIV diminui transmissão em 92%

Um estudo revelou que além de tratar os pacientes com o vírus da aids, os antirretrovirais também diminuem o risco de contaminação.
A pesquisa acompanhou 3.381 casais heterossexuais (formados por um portador de HIV e outro sem o vírus) em sete países africanos. Parte deles recebeu medicação, outra parte, placebo. Ao final de 24 meses, 103 pessoas que não possuíam o vírus, o contraíram do parceiro. Porém, apenas uma pessoa infectada estava no grupo que tomava antirretroviral.
O estudo concluiu que o risco de um portador do vírus, que esteja sendo tratado com antirretrovirais, contaminar uma pessoa diminuiu em 92%.
Segundo os especialistas, isso ocorre porque o coquetel anti-HIV diminui a presença do vírus no sangue e em fluidos corporais, como sêmen ou muco vaginal e, por isso, dificulta a transmissão para pessoas não infectadas.
(Fonte: Cena G)

Câmara dos EUA aprova fim da política que proíbe gays assumidos nas Forças Armadas

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou na última quinta-feira, 27 de maio, a anulação da política “Don't Ask, Don't Tell” (“Não Pergunte, Não Conte”), medida em vigor nas Forças Armadas norte-americanas desde 1993 que estabelece a “permissão” de homossexuais no quadro militar desde que não assumam publicamente sua orientação sexual.

A aprovação, por 234 votos contra 194, aconteceu algumas horas após o Comitê de Serviços Armados do Senado ter também votado a favor do fim da política. O projeto que revoga a "Don't Ask, Don't Tell" segue agora para o Senado.

Os parlamentares republicanos, que votaram contra a aprovação, justificaram que seria necessário esperar o relatório sobre o impacto que a revogação terá sobre o quadro e a rotina militar para se tomar a decisão. O relatório, que está ao encargo do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, tem previsão de ser concluído só em dezembro.

“Ajudinha” da Casa Branca

A discussão no Congresso americano sobre o fim da política ganhou reforço favorável com o apoio oficial da Casa Branca no início da semana. Na última segunda-feira, 24 de maio, uma carta assinada por Peter Orszag, diretor do Escritório de Orçamento e Gestão da Casa Branca, ressaltou que o governo "é da opinião de que a emenda à proposta atende às preocupações levantadas pelo secretário de Defesa e o chefe da Junta de Chefes de Equipe". A carta foi enviada aos três principais congressistas que articulam as negociações sobre o futuro da “Don't Ask, Don't Tell”.

Barack Obama reafirmou seu compromisso com a comunidade LGBT sobre o fim da política, assumido ainda durante a sua campanha eleitoral, em mais de uma ocasião. Em fevereiro, durante o discurso do Estado da união, por exemplo, o presidente afirmou que trabalharia “com o Congresso e com nossos militares para finalmente alterar a lei que nega aos homossexuais americanos o direito de servir à pátria que amam do jeito que eles são”.

A insatisfação entre os ativistas de defesa dos direitos homossexuais devido a morosidade dos avanços, entretanto, gerou protestos cada vez mais intensos, como o que ocorreu no primeiro domingo deste mês de maio, em frente à Casa Branca. Durante o ato, que reuniu cerca de 100 ativistas LGBT, alguns manifestantes chegaram a se acorrentar aos portões da Casa Branca para pedir o fim imediato da “Don't Ask, Don't Tell”.
(Fonte: G Online)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vacina contra H1N1 pode dar falso positivo para HIV, diz Anvisa

Segundo agência, falso resultado pode ocorrer após vacinação. Alteração em anticorpo ‘engana’ teste mais comum realizado no Brasil.

Nota da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que as pessoas que tomaram a vacina H1N1, contra a nova gripe, podem ter resultado positivo para HIV mesmo sem ter o vírus que provoca a Aids. Segundo a técnica Lílian Inocêncio, responsável pela área de Laboratórios do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) do Ministério da Saúde, o falso resultado positivo pode ocorrer até 112 dias após a pessoa ter se vacinado contra a gripe.
O problema já havia sido detectado pela Anvisa em março, mas foi abordado nesta sexta-feira (21) pelo DST/Aids. Na nota de março, a agência dizia que “podem ser obtidos resultados falso-positivos em testes imunoenzimáticos para detecção de anticorpos contra o vírus da Imunodeficiência Humana 1 (HIV 1), o vírus da Hepatite C e, especialmente, HTLV-I, devido à produção de IgM em resposta à vacina contra Influenza A(H1N1)”.
O falso resultado acontece porque a vacina contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo, chamado de IgM (o primeiro batalhão de defesa do organismo), que “engana” o Elisa, o teste mais comum feito no Brasil para diagnosticar o vírus da Aids. Essa reação faz o organismo reproduzir uma condição parecida com aquela de quem tem o vírus HIV.
A técnica Lílian Inocêncio disse que o procedimento padrão da rede pública de saúde em casos de resultado positivo para HIV já é fazer a contraprova por meio de outro tipo de exame, o Western Blot, mais caro.

A vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV

Segundo ela, não há motivo para pânico. “Ninguém precisa se preocupar porque nenhum paciente vai receber o resultado positivo sem que seja feita a contraprova”, afirmou Lilian. De acordo com ela, nenhum paciente é informado de que tem o vírus HIV sem que seja feita antes a contraprova.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde José Gomes Temporão alertou sobre o falso resultado positivo.
“Quando acontece esse falso positivo, que são casos raros, qual é a consulta? É muito simples: isso só acontece dentro de 30 dias a partir do momento que a pessoa tomou a vacina. Dando positivo, ela vai refazer esse teste, com um teste mais sofisticado, e esse vai dar, com certeza, se ela é positivo ou não”, afirmou. Ele fez questão de esclarecer que a vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV.

Problema incomum, mas sem gravidade
“Não é comum essa reação cruzada, esse encadeamento de falsos-positivos [quando um teste diz que a pessoa está doente, mas ela não tem nada] por geração de anticorpos para vírus tão diferentes, o H1N1 e o HIV”, aponta Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP.

“No limite, o que acontece com a produção industrial em ritmo acelerado da vacina contra a nova gripe é que, se a quantidade de adjuvantes, os componentes que potencializam a ação da vacina, estiver um pouco acima, pode fazer a resposta imunológica ter uma reatividade cruzada: acabar dando positivo para várias outras coisas.”

“Não tem nenhuma gravidade, do ponto de vista que a pessoa não está realmente infectada, mas a contraprova é importante”, diz Cunha-Neto.

(Fonte: Globo.com)

domingo, 23 de maio de 2010

Casal gay do Malauí é condenado a 14 anos de prisão

O casal gay preso no Malauí depois de realizar uma cerimônia simbólica de casamento recebeu sua sentença nesta quinta-feira, 20. Steven Monjeza e Tiwonge Chimbalanga, considerados culpados em processo de "sodomia e prática de atos não naturais", foram condenados a passar os próximos 14 anos de suas vidas na cadeia.

Na hora de anunciar a sentença, o juiz Nyakwawa Usiwa-Usiwa disse que daria uma pena rigorosa para proteger outros cidadãos dos homossexuais, "para que não sejamos tentados a copiar esse exemplo horrendo". A defesa do casal ainda tentou argumentar que o relacionamento entre os dois homens não seria capaz de prejudicar ninguém, mas foi em vão. De acordo com Raphael Tenthani, correspondente da BBC no Malauí, Steven Monjeza chorou muito ao ouvir a senteça.

A Anisitia Internacional, que desde a prisão dos jovens no fim de 2009, acompanhou o caso de perto, repudiou a decisão judicial e disse que Chimbalanga e Monjeza podem ser considerados "prisioneiros de consciência". Michelle Kagari, vice-diretora na Anistia na África lembrou que estar em um relacionamento não pode ser considerado crime. "Os direitos humanos, os direitos à liberdade contra discriminação, à consciência, à expressão e à privacidade deles foram flagrantemente violados", lamentou.

Segundo a organização, os dois homens foram violentamente espancados pela polícia e Chimbalanga teria sido obrigado a se submeter a exames anais para que autoridades se certificassem de que o casamento tinha sido consumado.

Como era de se esperar, a condenação dos malauianos revoltou a comunidade internacional. Especialistas acreditam que o caso pode fazer com que o país da África Oriental acabe sofrendo pressões de nações europeias, já que 40% do orçamento do Malauí depende de ajudas humanitárias estrangeiras.

A lei que criminaliza a homossexualidade é uma triste herança do período em que o Malauí foi colônia do Reino Unido.

MADONNA SE POSICIONA E DIZ ESTAR CHOCADA

Madonna, que adotou duas crianças no Malauí, disse estar “chocada” com a decisão que “sentencia dois inocentes”. “Eu acredito em direitos iguais para todas as pessoas, não importa de que gênero, raça, cor, religião, ou orientação sexual”, declarou a cantora.

"Malauí deu um passo gigante para trás. O mundo está sofrendo e nós devemos dar apoio básico ao direito do ser humano de amar e ser amado" ressaltou.

(Fonte: Mix Brasil)



Travesti emociona Congresso Nacional com texto sobre as trans

A Câmara dos Deputados, em Brasília, realizou na última terça-feira, 18, o VII Seminário de LGBT no Congresso Nacional, que teve como um dos momentos mais emocionantes a dramatização de um texto sobre travestis escrito por Rafael Menezes, do Grupo Cabo Free, de Cabo Frio.

O pequeno teatro foi feito por Keila Simpson, vice-presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), e filmado pelos militantes do Grupo Cabo Free. Confira no vídeo abaixo esse momento cheio de frases fortes como “sou a subversão sublime de mim mesma” e com final cheio de aplausos:

(Fonte: Mix Brasil)

Homossexuais protestam contra arcebispo de Porto Alegre

Cerca de cem militantes ligados a movimentos homossexuais fizeram uma manifestação hoje contra o arcebispo de Porto Alegre, dom Dadeus Grings, a quem acusam de tentar vincular um ato criminoso, a pedofilia, ao homossexualismo. O grupo ficou uma hora fazendo discursos e exibindo faixas e bandeiras diante da catedral metropolitana para contestar declarações recentes do polêmico arcebispo.
No dia 4 de maio, em Brasília durante assembléia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dadeus afirmou que "a sociedade atual é pedófila" e que "denunciar isso é um bom sinal". Em outro comentário, também transcrito pelos jornais no dia seguinte, afirmou: "Quando a sexualidade é banalizada, é claro que isso vai atingir todos os casos. O homossexualismo é um caso. Antigamente não se falava em homossexual. E era discriminado. Quando começa a (dizer) que eles têm direitos, direitos de se manifestar publicamente, daqui a pouco vão achar os direitos dos pedófilos".
Os manifestantes destacaram que o protesto foi uma resposta às palavras do arcebispo, que geram mais preconceitos quando associam homossexualismo e pedofilia. Grings não comentou a manifestação dos homossexuais.
(Fonte: Cena G)

Lei de casamento gay é sancionada em Portugal

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, sancionou na última segunda-feira, 17 de maio, a lei que permite o casamento homossexual no país.
O presidente adiou durante várias semanas a promulgação da lei, aprovada pelo parlamento em janeiro, e anunciou a sanção em mensagem à nação na qual ressaltou que “há momentos na vida de um país no qual a ética da responsabilidade tem que se colocar acima das convicções pessoais”.
O comentário se refere ao fato de Cavaco ser católico praticante e o anúncio da legalização acontecer alguns dias após o papa Bento 16 finalizar sua visita ao país. Diante do debate em Portugal sobre a lei, o pontífice criticou publicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O conservador Cavaco Silva ressaltou ainda ter decidido pela sanção pois não pretendia "alongar inutilmente este debate", já que se optasse por devolvê-la ao parlamento só adiaria mais o debate, mas a lei entraria em vigor de qualquer forma, já que a coalizão de esquerda manteria, como já declarado, sua postura em defesa do casamento homossexual.
Apresentada pelo governo socialista, a lei foi aprovada pelo parlamento com votos favoráveis do Partido Socialista, do Partido Comunista de Portugal, do Bloco de Esquerda e do ecologista Os Verdes. A principal força de oposição, o Partido Social Democrata, do qual Cavaco é líder histórico, e o também conservador Centro Democrático Social-Partido Popular, foram contra o casamento.
Com a aprovação, Portugal se torna o sexto país europeu a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo junto com Bélgica, Holanda, Espanha, Suécia e Noruega.

(Fonte: G Online)


Prefeitura de Moscou proíbe parada gay pelo quinto ano consecutivo

A Prefeitura de Moscou, na Rússia, proibiu pelo quinto ano consecutivo a passeata gay prevista para 29 de maio, no centro da cidade, para reivindicar os direitos dos homossexuais na Rússia.
Como nos anos anteriores, as autoridades alegaram razões de segurança e os riscos de alterações da ordem públicas, explicou o organizador do evento, Nikolai Alexeiev.
As organizações apelarão da decisão ante um tribunal de Moscou e deverão, inclusive, recorrer à Corte Europeu de Direitos Humanos de Estrasburgo (leste da França).
Desde 2006, quando foi convocado o primeiro desfile do Orgulho Gay em Moscou, a municipalidade se negou a autorizar a manifestação.
Mesmo com a proibição, o desfile foi realizado todos os anos, em meio a confrontos com a polícia.
(Fonte: Folha Online)

sábado, 22 de maio de 2010

A luta e o preconceito contra gays no Brasil

Um em cada quatro brasileiros é homofóbico, de acordo com pesquisa. Por Vivian Vasconcellos

“Sucesso.” Foi assim que Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) definiu em uma palavra a 1ª Marcha Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia, que aconteceu nesta última quarta-feira,19, em Brasília. O presidente comemora o apoio para a execução do Plano Nacional LGBT, em que 14 dos 18 ministérios solicitaram audiência na ocasião. Com cerca de 3 mil pessoas, os organizadores enfatizaram a conquista do objetivo da marcha, de reivindicação. “Teve um caráter político, de mobilização social e cobrança, um pouco diferente da característica das paradas, e os jovens, maioria no evento, entenderam isso”, comenta o coordenador da Marcha e presidente do grupo de movimento gay Elos, de Brasília, Evaldo Amorim.

Um em cada quatro brasileiros é homofóbico. Os dados são da pesquisa nacional “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil. Intolerância e respeito às diferenças sexuais nos espaços público e privado” realizada pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com Rosa Luxemburg Stiftung, em 2008. Em matéria publicada no jornal O Globo, o coordenador da pesquisa, o sociólogo da USP Gustavo Venturi diz que as pessoas não têm constrangimento em assumir o preconceito contra LGBT. O motivo seria uma ausência de crítica da sociedade em relação a esse comportamento.

Marcha contra a Homofobia, no dia 19 de maio, em Brasília

Na marcha contra a homofobia que aconteceu nesta semana em Brasília, os organizadores chamaram atenção para o número de homossexuais que morreram no último ano, vítimas de preconceito. Foram 189 cruzes brancas em frente ao Congresso Nacional. Os participantes também foram convidados a usarem roupas pretas, para simbolizar o luto.


Conscientização

Eugênio Ibiatino dos Santos, organizador da passeata LGBT de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro – que acontece todos os anos – atenta para a realidade de violência cometida contra homossexuais. “A maioria dos crimes não é noticiada.” Para que a população comece a se conscientizar dos maus-tratos e preconceitos, Santos sugere que o trabalho seja feito desde a educação nas escolas. “A questão da homossexualidade deve estar nas aulas de educação sexual e a homofobia deve ser esclarecida desde então.”
A 1a Marcha reuniu cerca de 3 mil participantes de todo o país
Santos também comemora a conquista durante os anos. “Antes éramos vítimas, não tínhamos condições de ter Políticas Públicas. Mas muita coisa deve melhorar.” Ele conta que a criação de uma delegacia, na Baixada Fluminense, para os casos LGBT já foi votada e aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), mas a delegacia ainda não foi construída.

Brasil, um país preconceituoso?


Para Sérgio Carrara, sociólogo e coordenador geral do Centro Latino-Americano em sexualidade e direitos humanos (Clam), a sociedade brasileira não pode ser considerada preconceituosa. “Não podemos pensar o país como uma personalidade e uma cultura homogênea.” Carrara explica que é preciso entender em que espaços e classes sociais existe maior aceitação e respeito pela diferença e em que espaços a postura machista predomina.

“Podemos pensar em uma espécie de homofobia estrutural que está no espaço institucional. Por exemplo, quando temos uma lei de casamento civil que só se realiza entre um homem e uma mulher. Temos homofobias que estão estruturadas nas instituições, e propostas do Estado, do Executivo, que alteram esse quadro, mas ainda é um processo lento e desigual”, comenta o sociólogo.

*Sérgio Carrara é Coordenador Geral da pesquisa em andamento “Política, Direitos, Violência e Homossexualidade”, que visa levantar dados sobre vitimização e discriminação de homossexuais na América Latina.


(Fonte: Opinião & Notícia)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Câmara dos Deputados debate direitos LGBT

Diversidade sexual, direitos humanos de transexuais e travestis, união estável de pessoas do mesmo sexo, homofobia, e saúde integral para LGBT. Esses e outros assuntos estiveram em debate no VII Seminário de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, realizado nesta terça-feira (18), no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.
Com o tema Direitos Humanos de LGBT: cenários e perspectivas, o evento foi promovido pelas comissões de Legislação Participativa (CLP), de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), e de Educação e Cultura (CEC) em parceria com entidades representativas LGBT.
Durante a abertura do Seminário, a travesti Ângela Leclery, 61 anos, entoou o Hino Nacional. “Jamais pensei em toda a minha vida que receberia um convite para vir ao Congresso Nacional cantar, ainda mais o hino. Isso é a demonstração de que a nossa luta pelo fim do preconceito tem dado certo”, comemora. Foi a primeira vez que uma travesti cantou o Hino Nacional na Câmara dos Deputados.
Segundo o vice-presidente da CDHM, deputado Domingos Dutra a militância que participa do Seminário luta por um mundo justo, fraterno, solidário e humano. “Tem gente que acha que esse País é feito para poucos. A Constituição de 1988 foi feita com muita luta. E vamos fazer valê-la. Se alguém acha que vamos permitir a discriminação, a desigualdade perante a lei, terá que rasgar esta Constituição primeiro porque não vamos aceitar”, afirmou.
“Xô homofobia do Congresso Nacional”. Foi assim que o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, abriu o discurso. “Não queremos privilégios nenhum. Nem mais, nem menos. Direitos iguais!”, defende.
A assessora do Departamento de Apoio a Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Simione Silva, disse que a agenda política nacional assumiu compromisso com a população LGBT e que esse compromisso foi ampliado pelo governo federal e pelo judiciário. “Junto com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, estamos legitimando a política nacional de saúde integral para LGBT”, destacou. “Ampliamos o conceito de saúde. Deixamos de atuar apenas nas questões ligadas a DST. Temos sempre que lembrar que estamos falando de seres humanos. A discriminação e o preconceito dificulta e, muitas vezes, impede que essas pessoas tenham acesso a saúde. Mas o governo federal está mudando isso”, garantiu.
Simione disse ainda que a política do Sistema Único de Saúde é descentralizada e que os movimentos sociais e o governo federal precisam trabalhar para que a saúde integral para LGBT seja adotada nos estados e principalmente nos municípios.
Segundo o diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, o enfrentamento das questões LGBT no País não pode ser apenas burocrático. “A emoção é companheira de muitas lutas. Muitas vezes foi a emoção que nos fez seguir em frente na batalha pela igualdade de direitos para LGBT. A aidsfobia é um problema. Em todas as causas do movimento, não podemos esquecer do HIV”, conclamou.
Participaram da abertura do Seminário os deputados Paulo Pimenta, presidente da CLP; Iriny Lopes, presidente da CDHM; Ângelo Vanhoni, presidente da CEC; senadora Fátima Cleide, coordenadora da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT; Lena Peres, representante da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República; Eduardo Barbosa, diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde; Simione Silva, representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Pedro Chequer, coordenador no Brasil do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids); Tôni Reis, presidente da ABGLT; Keila Simpson, vice-presidente da ABGLT; e Yone Lindgren, coordenadora da ABL.
Após o seminário, representantes da ABGLT foram recebidos pelo secretário-executivo-adjunto do Ministério da Saúde, Luiz Fernando Beskow; diretora do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Ana Costa; e diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa. Na ocasião, foi entregue, a Pasta, documento com reivindicações do movimento. O Ministério da Saúde disponibilizou o Plano Nacional de Saúde Integral da População LGBT.
Nesta quarta-feira (19), a ABGLT realizará o 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e contra a Homofobia. A concentração será em frente à Catedral Metropolitana de Brasília, a partir das 9 horas, com as 237 organizações filiadas à associação e outros parceiros da causa. Depois, a Marcha segue até o Congresso Nacional, onde o segmento reivindicará dos parlamentares a aprovação imediata do Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 que estabelecerá normas de combate a todo tipo de discriminação, incluindo a homofobia.



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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Público LGBT impede que equipe do Pânico na TV faça chacota com a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia

Depois de dias de viagem e muita articulação dos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais desse Brasilzão de leste a oeste e de norte a sul, a equipe do programa humorístico (e sem noção de cidadania) Pânico na TV quis achincalhar com o 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia, realizado nesta quarta-feira, 19, dentro da 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia, realizada em Brasília desde segunda-feira, 17.

Trajados de Dicesar e Serginho, os repórteres Carioca e Cezar Polvilho, assim que puseram os pés na Esplanada dos Ministérios e se puseram a entrevistar alguns travestis de forma jocosa, foram cercados pelos LGBT presentes na Marcha e levados para o gramado. A maioria dos que se revoltaram com a presença da dupla da Rede TV! eram gays, que os cercaram e não os deixaram fazer a sua “cobertura humorística”.

Dois seguranças deram cobertura para os dois, mas nem precisava. Agressão não houve. Apenas desabafos de todos os gays e lésbicas que estavam ali, e dali eles não saíram para as gravações. Carioca tentou se justificar dizendo que apoiava o movimento e, inclusive, chamou os manifestantes contrários à presença do Pânico na TV de homofóbicos.

O cinegrafista não parava de gravar a cena. Assim como outras pessoas com câmeras digitais que também registravam o basfond. O MundoMais registrou o momento em que os guerreiros do arco-íris impediram de se fazer mais uma chacota, em nome da cidadania LGBT, pela qual estávamos ali protestando. Este protesto, a Rede TV! registrou tudo e de perto, bem de perto mesmo! Isso até os policiais serem chamados e pedirem para os repórteres se retirarem do local para preservar a integridade dos presentes.

Assista uma parte do quiprocó entre os LGBT e os repórteres do Pânico na TV clicando:

(Fonte: Mundo Mais)

A 1ª Marcha Nacional contra Homofobia acontece em Brasília

A 1ª Marcha Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia apresentará propostas pela igualdade civil dos homossexuais, nesta quarta-feira, 19, em Brasília. Minutos antes de compor a mesa do VII Seminário LGBT no Congresso Nacional, o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGT) falou com o Opinião e Notícia por telefone. “É a primeira vez que temos um evento nacional de forma politizada, com um caráter reivindicativo. As outras marchas têm um caráter de celebração.”

A marcha, que acontece às 9h na Esplanada dos Ministérios, é uma das principais programações do Dia Internacional Contra a Homofobia, celebrado na última segunda-feira, 17. O objetivo é a garantia do Estado laico (sem interferência de religião), o combate ao fundamentalismo religioso, o cumprimento do Plano Nacional LGBT na sua totalidade pelo governo federal, além da decisão favorável, pelo Judiciário, sobre a união estável entre casais homoafetivos.

Movimento jovem

Vinícius Ladeira, 19, um dos fundadores do Grupo Jovem Arco-Íris alerta para a importância do apoio aos movimentos contra o preconceito. “A Lei 122/2006 [que propõe a criminalização da homofobia] é muito importante. Pessoas morrem por isso. Claro que com a lei, a agressividade contra homossexuais não vai acabar, mas temos que partir de algum ponto para trabalhar o pensamento da sociedade”, diz.


"A Lei de Bolso foi criada para estar sempre com a pessoa, no bolso, na carteira, na identidade."
Ladeira entrou no grupo Arco-íris em busca de informação e passou a contribuir com a causa. Ele criou, com o grupo, uma cartilha de bolso com o objetivo de evitar a discriminação. “São leis que defendem o homossexual no Estado e município do Rio de Janeiro com telefones úteis para denúncia e socorro.” O jovem espera o dia em que as pessoas não irão se incomodar mais. “Estamos aí. Amamos como o resto das outras pessoas, não existe motivo para tanta raiva.”

Dia Internacional Contra a Homofobia


No dia 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais. Desde então, a vitória é celebrada.

Este ano, o mundo se expressou de várias formas para comemorar o dia. Em Cuba, a psicóloga Mariela Castro, filha do presidente Raúl Castro anunciou que continuará a liderar o Centro Nacional de Educação Sexual contra descriminalização do homossexual, união civil e mudança de identidade de transexuais. A jornada internacional contra a homofobia, organizada pelo Quebec, aconteceu em 50 países.

Na mesma semana, no Rio de Janeiro, o governo do Estado anunciou que criará o Disque Cidadania Gay, um serviço telefônico gratuito com o objetivo de orientar e aconselhar homossexuais sobre seus direitos para o exercício pleno de sua cidadania. Em Portugal, o presidente Anibal Cavaco Silva aprovou a lei autorizando o casamento gay, fazendo de Portugal o sexto país a aceitar pessoas do mesmo sexo. Os outros países são a Bélgica, Holanda, Espanha, Suécia e Noruega.


(Fonte: Opinião & Notícia)