segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Por apoiar causas LGBT, igreja chama Lula de Herodes

A Igreja Católica agora denomina o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de Herodes, em panfleto distribuído em São Paulo contra pontos dos quais discorda no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado em dezembro pelo governo.
Herodes, é segundo a Bíblia, ordenou a "matança dos inocentes". Herodes ordena o extermínio de todas as crianças menores de dois anos em Belém, na Judéia, para não perder seu trono àquele anunciado como o recém-nascido rei dos judeus, Jesus Cristo. Para a igreja, o "novo Herodes" autorizará o mesmo extermínio anunciando-se a favor da descriminalização do aborto.
Segundo Dom José Benedito Simão, presidente da comissão e bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, a igreja não é contra o plano em sua totalidade, mas considera que quatro deles "agridem" os direitos humanos. Além da questão do aborto, são eles: união civil entre pessoas do mesmo sexo, direito de adoção por casais homoafetivos e a proibição da ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.
(Fonte: Cena G)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Beijaço pelos Direitos Humanos

Ato visa preservar medidas do PNDH-3, entre elas a união e adoção por homossexuais.

As notícias recentes, e nada animadoras, sobre possíveis alterações no novo Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) vão receber uma resposta à altura: um Beijaço pelos Direitos Humanos.
O ato público será em São Paulo, às 17h do dia 7 de fevereiro, na Avenida Paulista – esquina com a Rua Augusta -, e tem como objetivo defender a união e adoção por homossexuais, a legalização do aborto e criminalização da homofobia no PNDH-3, considerados os assuntos mais polêmicos do novo programa.
Desde sua divulgação no final de 2009, o PNDH-3 tem sido alvo de ataques por conservadores e religiosos que não concordam com as medidas propostas.
O presidente Lula também insinuou que essas questões seriam retiradas para não expor a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, a assuntos polêmicos. Após a repercussão negativa junto a entidades e à população LGBT, a assessoria da presidência da República declarou que essas questões não sofrerão alterações e serão mantidas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

CNBB critica união gay proposta pelo Programa de Direitos Humanos de Lula

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rejeitou pontos do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH) assinado em dezembro pelo presidente Lula. A união gay e a adoção de crianças por casais homossexuais _pontos propostos pelo Plano_ foram rechaçados pelos Bispos. A legalização do aborto também foi criticada pela entidade.

"A CNBB tem, ao longo de sua história, se manifestado sobre vários temas contidos no atual Programa Nacional de Direitos Humanos. Nele há elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente. Entretanto, ele contém elementos de dissenso que requerem tempo para o exercício do diálogo, sem o qual não se construirá a sonhada democracia participativa, onde os direitos sejam respeitados e os deveres observados", diz a nota.

A CNBB diz que sua posição é "em defesa da vida e da família, e contrária à descriminalização do aborto, ao "Em sua defesa dos Direitos Humanos, a Igreja se baseia na concepção de pessoa humana que lhe advém da fé e da razão natural. Diante de tantos reducionismos que consideram apenas alguns aspectos ou dimensões do ser humano, é missão da Igreja anunciar uma antropologia integral, uma visão de pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus".
(Fonte: Mix Brasil)

Travestis das cinco regiões do Brasil se reúnem em Brasília

Dezesseis travestis das cinco regiões do Brasil se reúnem em Brasília de hoje até segunda-feira, para criar peças publicitárias sobre promoção da identidade e do respeito aos direitos dessa população.
Os materiais elaborados serão produzidos e distribuídos pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. O lançamento está previsto para o fim deste mês, por ocasião do Dia da Visibilidade Travesti, comemorado no dia 29 de janeiro.
Vítimas de violência e da dificuldade de acesso a serviços públicos, como saúde e educação, os travestis tornam-se mais vulneráveis à infecção pelo HIV. Não acolhidos de forma adequada nos serviços de saúde, eles também têm mais dificuldades para recorrer aos instrumentos necessários à prevenção às DST e outros problemas de saúde.
De acordo com o Relatório anual do Grupo Gay da Bahia, 190 homossexuais foram assassinados no Brasil no ano passado, um a cada dois dias. Pernambuco voltou a ser o estado mais violento. O Nordeste a região mais perigosa: um gay nordestino corre 84% mais risco de ser assassinado do que no Sudeste ou no Sul.
(Fonte: Cena G)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Justiça Federal de São Paulo determina que plano de saúde inclua parceiro gay como dependente

A Justiça Federal de São Paulo determinou que a Omnit Serviços de Saúde inclua parceiros de homossexuais como dependentes dos titulares dos planos. A decisão, proferida no último dia 18 de dezembro, foi divulgada nesta quarta-feira, 13, e determinada pela juíza da 20ª Vara Federal de São Paulo Ritinha Stevenson
A ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). Com a decisão, a Omnit terá até 60 dias para cumprir a liminar expedida. Para a inclusão de companheiros homossexuais nos planos de saúde, o titular terá que comprovar a união estável.
Para que a liminar seja cumprida, a juíza solicitou à Agência Nacional de Saúde (ANS) que fiscalize o cumprimento da liminar junto à Omnit. Como argumento da liminar, Ritinha Stevenson argumentou que as disposições legais que protegem a união estável entre heterossexuais se aplicam, inclusive, aos homossexuais com união estável.
O procurador regional dos direitos do cidadão Jefferson Aparecido Dias foi quem protocolou a ação civil pública no dia 16 de novembro. Dias alegou ser uma “falta de previsão legal” a não inclusão de dependentes de parceiros da união estável homossexual.
De acordo com nota divulgada, a Omnit Serviços de Saúde informou que não vai recorrer da decisão e que cumprirá a determinação da justiça. “A Omnit nunca rejeitou nenhum pedido para inclusão de companheiro do mesmo sexo como dependente em seus planos de saúde", disse na nota. Vale um brinde? Então, saúde!
(Fonte: MundoMais)

Correspondente internacional do jornal O Globo expõe homossexualidade em artigo com críticas à Igreja

O correspondente internacional do jornal O Globo, Gilberto Scofield Junior, 44, escreveu um artigo nesta sexta-feira, 15, intitulado Em Nome de Deus?, no qual critica a posição da Igreja Católica, na figura do papa Bento XVI, que condenou o "casamento gay" na sua avaliação anual dos acontecimentos mundiais, dizendo ser uma “ameaça à criação”.
No artigo, Gilberto Scofield Junior cita como exemplo a sua vida com o companheiro de um relacionamento de sete anos para as aquisições dos direitos da união civil; não do “casamento gay”.

“Trata-se da discussão de um tema de ordem do direito civil e das garantias individuais, direito que já há muito deveria constar dos nossos códigos civis e cujo lapso transforma gays e lésbicas, em vários países do mundo, em cidadãos de segunda categoria”, escreve.

O jornalista prossegue os seus argumentos apontando as atrocidades cometidas ao longo da história pela Igreja Católica, até o mais recente escândalo da Igreja Católica da Irlanda, que escondeu mais de trezentos casos de pedofilia dos padres daquele país. “Céu? Inferno? Purgatório? Não, não. O que preocupa gays e lésbicas do mundo inteiro não é o julgamento de Deus, mas a opressão dos homens, e está no terreno dos vivos, e não dos mortos”, diz.

Exposição – O jornalista expõe sua vida privada para respaldar seus argumentos. Cita seu sonho de ser correspondente internacional, que ele desenvolveu na China, por quatro anos e meio, e agora em Washington, nos EUA, onde está há pouco mais de um ano. Logo, este trabalho vai ser interrompido porque não tem leis civis que garantam que seu companheiro possa visitá-lo. Ele cita as humilhações pela quais casais homossexuais passam no setor de imigração dos Estados Unidos, e afirma que não quer que seu companheiro passe mais por isso.

“O resultado é que estou voltando ao Brasil porque não quero que meu parceiro se arrisque a estes momentos de humilhação desnecessária. Momentos de humilhação que só se tornam piores à medida em que o representante maior da Igreja Católica me chama de "ameaça à criação"”, desabafa o jornalista. E, prossegue: “Isso num mundo onde as ameaças à criação de verdade andam com explosivos colados ao corpo ou sequestram aviões e os jogam sobre arranha-céus. Tudo em nome de Deus, curiosamente. Há algo estranhamente fora do contexto nisto tudo ou são apenas divagações de uma "ameaça à criação" ambulante?”, conclui.
Abaixo, o texto na íntegra.


Em nome de Deus?
GILBERTO SCOFIELD JUNIOR

Em sua avaliação anual dos acontecimentos mundiais, o Papa Bento XVI tratou de condenar o que ele chama de "casamento gay", alegando que sua existência é uma "ameaça à criação". O raciocínio embutido nesta tese é tão absurdamente primário que qualquer pessoa com o mínimo de compreensão de mundo e de psicologia jamais perderia tempo tentando debatê-la não fosse por um simples fato: ela não é verdadeira. Gays e lésbicas não querem entrar de terno, véu e grinalda na igreja e receber de padres católicos ou protestantes suas bênçãos diante de Deus. O assunto nunca foi e nunca será da esfera dos conceitos religiosos. Trata-se da discussão de um tema de ordem do direito civil e das garantias individuais, direito que já há muito deveria constar dos nossos códigos civis e cujo lapso transforma gays e lésbicas, em vários países do mundo, em cidadãos de segunda categoria.

O que se prega, aqui e em outros países do planeta, é o direito à união civil, um direito que dará aos parceiros de casais estáveis do mesmo sexo benefícios civis dos quais gozam casais heterossexuais, como o direito aos bens construídos pelo casal no caso de falecimento de um deles, direito de declarar imposto de renda em conjunto, direito de usar a renda do casal para a compra de casa própria, entre outros itens. Céu? Inferno? Purgatório? Não, não. O que preocupa gays e lésbicas do mundo inteiro não é o julgamento de Deus, mas a opressão dos homens, e está no terreno dos vivos, e não dos mortos.

A Igreja Católica possui um histórico no mínimo polêmico em termos de direitos humanos, que exige do Papa e de todos os representantes desta religião uma boa dose de cautela antes de saírem pelo mundo pregando intolerância. A História está repleta de exemplos que vão dos abomináveis tribunais da inquisição até o recente caso da Igreja Católica irlandesa, que se calou diante das 320 queixas de pedofilia envolvendo 60 crianças molestadas em quatro décadas. E o que dizer de Galileu, condenado pela Igreja em 1633 por sua teoria heliocentrista (segundo a qual a Terra gravita em torno do Sol, e não o contrário), também considerada na época "uma ameaça à criação"?

Há os exemplos individuais e, neste caso, me exponho. O sonho de muitos jornalistas é, em algum momento de sua carreira, atuar como correspondente internacional, especialmente em países que são o centro das atenções mundiais, como a China e os EUA, onde passei meus últimos seis anos (quatro e meio na China e pouco mais de um ano nos EUA, onde ainda resido). Agora, vejo meu momento singular na carreira jornalística ser interrompido justamente porque não tenho, aqui ou nos EUA, a proteção da lei de um casal que está há sete anos junto.

Na China, meu parceiro possuía seu visto de trabalho individual. Eu tinha o meu de jornalista estrangeiro. Nos EUA, um país mergulhado numa crise econômica sem fim, meu parceiro tem que entrar com um visto de turista em que está anotado que seu visto se liga ao meu porque somos uma união estável há sete anos. O Consulado Americano no Rio sempre foi extremamente compreensivo e atencioso com a situação, buscando a melhor saída possível para o problema. Mas, como a entrada depende da mente mais ou menos homofóbica do funcionário da imigração americana (as leis de união civil são leis estaduais, e não se aplicam ao processo de imigração dos EUA, que é assunto federal), meu parceiro já foi parar na famosa "salinha de interrogatório da imigração americana" para explicar que ele não estava ali disposto a entrar nos EUA para ilegalmente limpar privadas. Era parte de uma união estável, união esta que não possui o amparo da lei porque não há visto de cônjuge para parceiros de mesmo sexo. Nos EUA ou no Brasil, diga-se de passagem.

O resultado é que estou voltando ao Brasil porque não quero que meu parceiro se arrisque a estes momentos de humilhação desnecessária. Momentos de humilhação que só se tornam piores à medida em que o representante maior da Igreja Católica me chama de "ameaça à criação". Isso num mundo onde as ameaças à criação de verdade andam com explosivos colados ao corpo ou sequestram aviões e os jogam sobre arranha-céus. Tudo em nome de Deus, curiosamente. Há algo estranhamente fora do contexto nisto tudo ou são apenas divagações de uma "ameaça à criação" ambulante?

(Fontes: MundoMais & O Globo)

Gilberto Kassab aprova lei que prevê o uso do nome social de travestis e transexuais na administração municipal

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM-SP) assinou o decreto que prevê que travestis e transexuais utilizem o nome social (nome feminino) na administração municipal, no âmbito da administração direta e indireta. O Decreto nº 51.180, foi publicado na quinta-feira, 14, no Diário Oficial da Cidade de São Paulo.
Conforme o documento, “os órgãos e entidades da Administração Municipal Direta e Indireta devem incluir e usar o nome social das pessoas travestis e transexuais em todos os registros municipais relativos aos serviços públicos sob sua responsabilidade, como fichas de cadastro, formulários, prontuários, registros escolares e outros documentos congêneres”.
O documento salienta que o “nome social” é aquele pelo qual os transexuais e travestis se reconhecem, bem como são reconhecidos pela sociedade. O nome social deve ser colocado em primeiro lugar e entre parênteses antes do nome do registro de nascimento.
Para utilização do nome social, o trans deve preencher o documento de solicitação assinado. Em caso de analfabetos, será necessário duas testemunhas. Ainda de acordo com o documento, “é dever da Administração Pública Municipal Direta e Indireta respeitar o nome social do travesti ou transexual, sempre que houver, usando-o para se referir a essas pessoas, evitando, no trato social, a utilização do respectivo nome civil”.
(Fonte: MundoMais)

Governo Federal mantém união civil gay em Plano Nacional

O Governo Federal decidiu manter em seu Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) as questões referentes à comunidade LGBT. A confirmação veio depois de um decreto assinado na última quarta-feira, 13, pelo presidente Lula.
No decreto, Lula não leva em consideração a grande pressão feita pelos setores mais religiosos e conservadores da sociedade, capitaneados pela Igreja Católica, e altera apenas as questões relacionadas às investigações de crimes feitas durante a Ditadura Militar.
Durante toda a semana especulou-se sobre a retirada do Plano da união civil entre pessoas do mesmo sexo e a descriminalização do aborto, questões consideradas polêmicas e que provocaram a reação de setores religiosos, apoiados por militares que pediram a retirada de questões sobre a Ditadura.
(Fonte: Mix Brasil)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Polêmico beijo gay acontece logo na primeira festa do "BBB10"

O tão esperado beijo gay aconteceu logo na primeira festa da décima edição do "Big Brother Brasil", e foi protagonizado pelos participantes Sérgio e Dicesar um pouco antes da meia-noite de quarta-feira.
Enquanto dançavam a música "I Will Survive", de Gloria Gaynor --tida como um hit gay--, Sergio e Dicesar, conhecido como a drag queen Dimmy Kieer, deram um "selinho".
Resta saber se a Globo mostrará ou não o beijo na edição que vai ao ar nesta quinta-feira (14).
Em resposta às dezenas de mensagens que vinha recebendo sobre um possível beijo homossexual no "BBB", Boninho, o diretor do programa, afirmou em seu perfil no Twitter que, caso acontecesse, seria exibido "sem preconceito".

(Fonte: Folha OnLine)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Parlamento de Portugal aprova casamento gay no país

O parlamento de Portugal aprovou nesta sexta-feira, 8 de janeiro, um projeto de lei que permite o casamento gay em grande parte do país. Agora, a proposta segue para a aprovação do presidente Aníbal Cavaco Silva. Se for aprovada, os primeiros casamentos gays podem ser realizados a partir de abril. O parlamento ainda tem o poder de derrubar a decisão do presidente, caso ele reprove o projeto.
Se o projeto for aprovado, Portugal se tornará o sexto país europeu a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo junto com Bélgica, Holanda, Espanha, Suécia e Noruega.
Após a votação, que contou com o apoio de toda a esquerda parlamentar, o primeiro-ministro português, José Sócrates, qualificou este dia como "um momento histórico" para Portugal no "combate contra a discriminação e a injustiça que existia na sociedade portuguesa".
(Fonte: G OnLine)

Dois homossexuais assumidos, uma lésbica e uma The Week Dancer. BBB 10 promete.

A 10ª edição do reality show global, Big Brother Brasil, está realmente apostando em moradores com realidades mais diferenciadas do que em edições anteriores.
Para começar, será a primeira vez que dois gay assumidos farão parte dos concorrentes ao prêmio de 1 milhão de Reais.
O estudante paulistano Sergio, de 20 anos, é bastante popular na internet, sendo conhecido pelo apelido Sr. Orgastic. Ele é estudante de moda, e em seu perfil diz que “vida é como festa que nunca termina”. É fácil encontrar na internet várias fotos do Sr. Orgastic em fotos sexy modernosas.
Dicesar Ferreira, tem 44 anos é maquiador, mas sua maior fama vem da na noite gay paulistana, onde atua como a “drag” Dimmy Kieer. Ele já chegou a gravar alguns hits gays, como “Look my hear”.
Ana Angélica, tem 24, é mineira formada em jornalismo. Ela apresentava até cerca de seis meses um programa de esportes em uma afiliada da Rede Record em Uberlândia. Segundo colegas de trabalho, Angélica é assumidamente lésbica e que tem uma namorada linda.
E para completar o time, nada mais que uma The Week Dancer. Eliane ou Lia Khey além de dançarina foi escolhida Miss Fitness em 2008.
(Fonte: Cena G)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Drag queen" é confirmada entre os participantes do "BBB10"

Um dos participantes do "Big Brother Brasil 10" é Dicesar Ferreira, nome verdadeiro da "drag queen" Dimmy Kieer, uma transformista famosa na noite de São Paulo.
Dicesar, 44, é natural de Londrina, no Paraná, e já tentou entrar para o programa duas vezes. A primeira vez foi em 2007, quando se inscreveu para o BBB 8, informou a coluna Zapping.
No seu Twitter, ela já havia dito que havia participado da cadeira elétrica, a entrevista seletiva para o "BBB" e que havia ido bem.
A drag também andava sumida do Twitter, o que deixou ainda mais evidente a suposta participação dela no programa, devido ao confinamento dos participantes.

(Fonte: Uol )

domingo, 3 de janeiro de 2010

As 24 personalidades de 2009

Site MixBrasil elege as personalidades que marcaram positivamente 2009

Há 10 anos o site MixBrasil elege as 24 pessoas _gays, lésbicas, trans ou simpatizantes_ que mais se destacaram no ano. Em 2009 foi a vez de homossexuais assumidos chegarem ao poder, políticos, jornalistas e artistas famosos mundialmente defenderem abertamente a causa. Religiosos e estilistas também fazem parte da lista que tem 14 brasileiros, 4 europeus e 6 americanos. Confira a seguir:


Jóhanna Sigurðardóttir
A Islândia foi o país que mais sofreu com a crise financeira mundial. Em pleno processo de falência o país brindou o mundo com boas novas: em fevereiro deste ano foi nomeada não apenas a primeira mulher a chefiar seu país, mas a primeira chefe de governo assumidamente lésbica da História. Jóhanna, que é mãe de dois filhos de um casamento prévio, é atualmente casada com a jornalista Jónína Leósdóttir.

Guido Westerwelle
Casado com o empresário Michael Mronz e secretário-geral do partido conservador FDP, em outubro deste ano foi nomeado Ministro das Relações Exteriores e Vice Chanceler, tornando-se a segunda pessoa mais poderosa da Alemanha no governo de Angela Merkel.

Francisco Maroto
O prefeito de Campillo de Ranas tornou-se conhecido em toda Espanha por promover casamentos entre casais do mesmo sexo e colocar a minúscula cidade no mapa mundi gls. Maroto foi tema de um documentário sobre seu trabalho e esteve em São Paulo apresentando-o no Festival MixBrasil de Cinema.

Carlos Minc
Desde os tempos de deputado o ministro do Meio Ambiente sempre foi um grande defensor da causa lgbt, tendo inclusive participado da Frente Parlamentar LGBT. Esse ano mais uma vez participou da Parada Gay do Rio e foi acusado de "veado e fumador de maconha" pelo homofóbico governador do Mato Grosso André Pucinelli que ainda o ameaçou de estupro.

Sergio Cabral e José Serra
Os governadores do Rio e São Paulo deram apoio á causa lgbt criando órgãos estaduais de apoio aos diretos humanos e civis da população homo e trans. E esse ano reforçaram posição marcando presença nas Paradas Gays das capitais de seus estados.

Rachel Maddow
As opiniões sobre política nacional e internacional que emite em seus programas de rádio e na tevê são extremamente respeitadas em toda mídia americana. Extremamente perspicaz a jornalista americana, lésbica assumida que vive com a parceira Susan Mikula, foi eleita uma das mais influentes jornalistas dos EUA.

Lilly Allen
Em passagem de sua turnê pelo Brasil, a linda inglesinha entoou o hino anti-preconceito Fuck You que esteve no topo das paradas de todo mundo e ganhou vários clipes com mensagens de jovens gays e lésbicas entoando sua letra pró-orgulho gay.

Lady Gaga
A americana de 23 anos tornou-se a mais bem sucedida cantora do ano emplacando super sucessos como paparazzi. Bissexual assumida, credita sempre ao público gay o seu sucesso mundial, que incluiu esse ano o VMA de Artista Revelação e o prêmio de Estrela em Ascenção da Billboard.

Sean Penn
O super astro emocionou platéias do mundo todo encarnando o militante e político gay americano Harvey Milk no filme de Gus Van Sant. O papel lhe rendeu esse ano o Oscar de Melhor Ator.

Ângela Vieira
Enxutérrima aos 57 anos, a atriz global encarnou uma jornalista lesbian chic que seduz ninguém menos que Marília Gabriela na minissérie Cinquentinha, que também contou com personagem gay e foi recheada de gírias da comunidade. De quebra, Angela aproveitou para defender direitos lgbt.

Aluízio Abranches
Depois do sucesso mundial do trailer na internet, o diretor carioca estreou em novembro o mais polêmico e esperado filme de temática gay do ano. Do Começo Ao Fim conta a história de dois irmãos que se apaixonam. O ineditismo da produção está não apenas na delicadeza e cuidado como o assunto é tratado, mas no fato de apresentar a possibilidade de um incesto homossexual sem conflitos com a família e a sociedade. Mas ao mesmo tempo essa tem sido também a maior fonte de críticas ao filme.

João Gabriel Vasconcellos e Rafael Cardoso
Os protagonistas de Do Começo Ao Fim encararam o desafio de interpretar dois irmãos que se apaixonam. A interpretação da dupla no filme, que tem grande carga de sensualidade, conseguiu manter a credibilidade e seriedade e tem emocionado o público, que lota salas. De quebra o Brasil ganhou dois novos símbolos sexuais, a a comunidade gay dois novos ícones.

Claudia Wonder
A diva trans do underground paulistano foi tema do belo documentário Meu Amigo Cláudia, que está fazendo sucesso no circuito de festivais de cinema da diversidade sexual em todo mundo e venceu prêmio de público em Madri e São Paulo.

Thiago Silvestre
Mais uma vez o Mr Gay Brasil veio do Mato Grosso. Em fevereiro o assessor contábil que se assumiu poucos meses antes do concurso e mora com namorado em Cuiabá, representará o Brasil na final do Mr Gay Mundo em Oslo.

Pastores Marcos Gladstone e Fabio Souza
O casal que fundou a Igreja Cristã Contemporânea, denominação evangélica direcionada a fiéis homossexuais, está junto desde 2006 e decidiu formalizar a relação em cerimônia religiosa em novembro passado, com grande repercussão.

Mary Glasspool
A reverenda tornou-se a primeira lésbica assumida a ser eleita como bispa na Igreja Anglicana dos EUA, chefiando a congregação de Baltimore e levantando reações furiosas de setores mais conservadores que falam até em cisma.

Vôlei Gay
Sem grande alarde foi realizado nas cidades de São Paulo e Santo André a segunda edição do Campeonato Mundial de Vôlei Gay, vencido pela equipe Sâo Paulo OutGames. Foi o primeiro evento esportivo internacional lgbt do país, que busca ser a referência esportiva da próxima década com a Copa e Olimpíadas. O responsável pela organização foi o Comitê Desportivo LGBT Brasileiro.

Tom Ford
O multi talentoso estilista da Gucci e sua própria grife estreou como diretor de cinema com pé direito. Seu filme A Single Man estreou no Festival de Veneza, foi muitíssimo bem recebido pela crítica e levou prêmio de melhor ator para o protagonista Colin Firth. O bonitão Ford é casado há 20 anos com o ex-editor da Vogue Hommes Richard Burkley.

Carlos Tufvesson
O estilista carioca usou sua imensa força na mídia para dar visibilidade aos direitos de gays, lésbicas e trans, sobretudo à união civil. Ao lado de seu parceiro André Piva emplacaram histórica capa n´O Globo dando chamada a personagens gays cariocas. Esse ano também passou a assinar coluna no jornal O Dia para falar sobre militância lgbt.

Marc Jacobs e Lorenzo Martoni
Depois de oficializarem o casamento na França no ano passado, o super estilista americano e o publicitário brasileiro vieram ao Brasil para festejarem com o Jet set local sua união em grande estilo, colocando um casal gay em destaque em todas as colunas sociais do país.

(Fonte: Mix Brasil)

Finalmente sai primeiro casamento gay da América Latina

Após terem sido proibidos de se casar no começo do mês em Buenos Aires, o casal José Maria di Bello,41, e Alejandro Freyre, 39, conseguiram celebrar seu casamento em Ushuaia, capital da província da Terra do Fogo.
O casal se encontrava no extremo sul do continente por motivos profissionais e decidiu tentar efetivar sua união. Primeiramente o prefeito de Ushuaia se recusou a realizar a cerimônia, mas a governadora da província Fabiana Rios aceitou o desafio e realizou o primeiro casamento entre homossexuais da América Latina. Rios foi eleita pelo ARI, partido de centro-esquerda, e é a única mulher a governar uma província no país que tem uma mulher presidente (Christina Kirshner também já se manifestou favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo).
«Hoje realizamos um sonho. EStamos extremamante emocionados e felizes pelo que isso representa aos gays e lésbicas da Argentina», declarou por telefone Alejandro Freyre ao canal de tevê argentino Todo Noticias.
Uruguai e as cidades do México e Buenos Aires são os únicos da América Latina que já aprovaram o casamento gay, mas ainda não entraram em vigor.
(Fonte: Mix Brasil)

Cidade do México sanciona casamento gay e adoção

O governo da Cidade do México sancionou nesta terça-feira, 29, as reformas no Código Civil que permitirão o casamento gay _o que neste caso inclui adoção de crianças. A medida valerá a partir de 1º. de março.
O casamento na Cidade do México passa a ser definido como "a união livre de duas pessoas para realizar a comunidade de vida, onde ambos procuram respeito, igualdade e ajuda mútua" em lugar do tradicional "a união entre uma pessoa do sexo masculino e uma pessoa do sexo feminino..." vigente até então.
A Cidade do México passa a ser junto com o Uruguai os local que possui leis mais modernas em relação aos direitos civis LGBT na América Latina.
(Fonte: Mix Brasil)

Voltamos!

Demos uma paradinha por conta das festas de final de ano, mas estamos de volta e a todo vapor!
Beijão

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Governo de São Paulo realiza evento para divulgar lei anti-homofobia

Na quinta-feira (10/12) comemora-se o Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Para celebrar tal data a Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania e a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual irão realizar um ato para divulgar a lei estadual de combate a homofobia.

A novidade é que agora as pessoas residentes do interior paulista que sofrerem com ataques homofóbicos não mais precisarão ir à capital para fazer a denuncia. Os processos podem ser registrados pelas Procuradorias Regionais. Quando os processos estiverem prontos é que as vitimas deverão se apresentar na capital.

No mesmo dia será reafirmado o Convênio entre a Secretaria da Justiça, Defensoria Pública e Prefeitura de São Paulo. Com isso, as pessoas de baixa renda que fizerem denuncia por terem sofridos ataques homofóbicos e não tiverem dinheiro para advogado, poderão contar com assistência jurídica gratuita. Isso vale para as pessoas da capital e do interior de São Paulo.

Capacitação

Na quinta-feira a Coordenação estadual também promove o III Curso de Capacitação em Direitos Humanos e Diversidade Sexual para gestores públicos do Estado. O evento vai até o daí 11/12 e tem com objetivo capacitar os servidores públicos a respeito dos direitos humanos LGBT.


(Fonte: A Capa)

Governo e Justiça paulistas firmam acordo anti-homofobia

Uma parceria entre três órgãos do governo paulista e a prefeitura paulistana vai permitir que casos de discriminação de todo o Estado sejam denunciados e apurados nos próprios municípios, dispensando a vítima de homofobia de ter que vir até a Capital para abrir seu processo. A parceria vai ser firmada em São Paulo, na próxima quinta-feira, 10, Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, às 9h, na Secretaria de Justiça do Estado.

O acordo vai envolver a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania - por intermédio da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual -, a Procuradoria Geral do Estado, a Defensoria Pública e a Prefeitura de São Paulo. O objetivo é ampliar a promoção da Lei 10.948/01, de combate à homofobia, em todo o Estado fazendo com que as Procuradorias Regionais das cidades do interior paulista passem a processar as denúncias e encurtem as distâncias para quem foi vítima de homofobia.

Antes era preciso que as pessoas se deslocassem até a capital paulista para fazer sua denúncia de discriminação. A partir da parceria, a denúncia passa a ser feita na própria cidade e somente após essa preparação inicial é que segue para julgamento na Comissão Processante Especial, instalada em São Paulo. Será criado também um Grupo de Trabalho que tem como objetivo elaborar uma proposta de decreto regulamentar da Lei 10.948/01 para dar mais força jurídica à lei, esclarecendo as dúvidas sobre sua aplicabilidade.

Secretaria de Justiça, Defensoria Pública e Prefeitura vão aproveitar que estarão juntas e renovarão também na próxima quinta-feira o convênio que permite a pessoas de baixa renda, de todo o Estado, contarem com assistência jurídica gratuita para formalizarem suas denúncias de homofobia.

(Fonte: Mix Brasil)

Votação do PLC 122 é adiada mais uma vez

A votação do PLC 122 pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado foi mais uma vez adiada. A comissão iria se reunir nesta quarta, 09, mas cancelou o encontro. Na pauta estava o exame de 21 itens, entre eles o projeto que criminaliza a homofobia.

A reunião deve ser realizada na próxima semana, em data a ser divulgada.

Antes de votar o PLC 122, os senadores integrantes da comissão deverão apreciar dois requerimentos que pedem audiência para instruir o projeto. Caso os pedidos sejam aceitos, a votação do projeto será mais uma vez adiada.


(Fonte: Mix Brasil)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

PLC 122 pode ser votado nesta quarta

A votação do PLC 122, que pode tornar crime condutas homofóbicas, está na pauta da reunião que será realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado nesta quarta, 09. A expectativa geral é a de que o projeto seja votado, mas antes disso a comissão deverá votar dois pedidos para nova audiência pública sobre o assunto. Caso os requerimentos sejam aceitos, a votação do PLC 122 será novamente adiada.

O projeto divide os senadores integrantes da comissão. Enquanto de um lado estão políticos como Fátima Cleide (PT-RO) e Patrícia Saboya (PDT-CE), do outro estão Marcelo Crivella e Magno Malta (PR-ES). Para Fátima Cleide, o projeto é oportuno pois a intolerância resultou em 122 mortes de homossexuais no Brasil em 2008. Já segundo Crivella, "essa proposta fere todo sacerdote, todo padre, todo pastor e todo pai que queira ensinar ao filho que homossexualismo é pecado".

Aí embaixo você tem os e-mails de todos os integrantes da comissão. Lembrando que os camaradas estão no Congresso para representar os interesses da sociedada, quem sabe não vale a pena mandar uma mensagem para cada um deles pedindo uma forcinha?

Presidente: Cristovam Buarque - cristovam@senador.gov.br
Vice presidente: José Nery - josenery@senador.gov.br

Marcelo Crivella - crivella@senador.gov.br
Fátima Cleide - fatima.cleide@senadora.gov.br
Paulo Paim - paulopaim@senador.gov.br
Patrícia Saboya - patricia@senadora.gov.br
Gerson Camata - gecamata@senador.gov.br
Gilvam Borges - gilvamborges@senador.gov.br
Paulo Duque - paulo.duque@senador.gov.br
José Agripino - jose.agripino@senador.gov.br
Rosalba Ciarlini - rosalba.ciarlini@senadora.gov.br
Eliseu Resende - eliseuresende@senador.gov.br
Arthur Virgílio - arthur.virgilio@senador.gov.br
Cícero Lucena - cicero.lucena@senador.gov.br
Flávio Arns - flavioarns@senador.gov.br
Wellington Salgado - wellington.salgado@senador.gov.br
Adelmir Santana - adelmir.santana@senador.gov.br
Sérgio Zambiase - zambiasi@senador.gov.br



(Fonte: Mix Brasil)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Maioria dos brasileiros é favorável ao PLC 122, segundo DataSenado

A enquete promovida pelo Senado sobre o PLC 122, que criminaliza a homofobia, foi encerrada nesta semana com um resultado apertado, mas desfavorável à comunidade LGBT.Contabilizados mais de 400 mil participações, a resposta contrária à aprovação do
projeto venceu com 51,54% contra 48,46%.

E não é que justamente nesse momento, o mesmo DataSenado divulgou os resultados de uma pesquisa também tratando da possível criminalização da homofobia? Realizado em junho de 2008, o estudo aponta que a população brasileira está de portas abertas para a criminalização da homofobia. Ao todo, 70% dos entrevistados são favoráveis ao projeto.

Os jovens aparecem como a fatia da população mais a favor do PLC 122. Entre aqueles com idades entre 16 e 29 anos, os que apoiam o projeto somam 76%. Ainda de acordo com a pesquisa, aqueles com mais tempo de estudo tendem a ser mais favoráveis ao PLC 122: são 78% de aprovação entre os que tem Ensino Superior e 55% entre quem tem até a 4ª série do Ensino Fundamental.

E um dado um tanto surpreendente: a maioria dos evangélicos ouvidos (55%) disse apoiar o projeto contra homofobia. Não deixa de ser irônico, já que é justamente a bancada evangélica no Congresso Nacional uma das maiores responsáveis por emperrar projetos pró-LGBT.

Foram ouvidas 1.120 pessoas das cinco regiões do País.

(Fonte: Mix Brasil)

Pessoas com aids sofrem mais com problemas sociais e psicológicos do que com ação do HIV no organismo

Pesquisa da Fiocruz mostra que 65% dos pacientes em tratamento avaliam seu estado de saúde como bom ou ótimo. Na população geral, esse índice é 53%. Soropositivos, porém, têm mais depressão e ansiedade.

Um estudo realizado com pessoas em tratamento de aids no Brasil mostra que elas sofrem mais com problemas relacionados à interação social do que com a ação do vírus no organismo. Sessenta e cinco por cento dos entrevistados avaliam seu estado de saúde como bom ou ótimo. O índice é cerca de dez pontos percentuais maior que o da população geral – a diferença persiste mesmo após padronização por sexo e faixa etária. A comparação com portadores de outra doença crônica ou de longa duração surpreende ainda mais. Apenas 27% (um percentual duas vezes menor) desses outros pacientes classificam sua própria saúde como boa ou ótima. Os números fazem parte da pesquisa Percepção da qualidade de vida e do desempenho do sistema de saúde entre pacientes em terapia antirretroviral no Brasil. Na fase de análise, os dados também foram comparados aos da Pesquisa Mundial de Saúde, feita pela OMS em 2003.

A pesquisa foi realizada, pela Fundação Oswaldo Cruz, em 2008, com 1260 pessoas em tratamento antirretroviral. Contou com financiamento da USAID e o apoio do Ministério da Saúde. Seus resultados são representativos de toda a população em tratamento antirretroviral, atualmente em cerca de 200 mil pessoas.

A boa percepção do próprio estado de saúde entre as pessoas com aids contrasta com problemas sociais e psicológicos enfrentados por elas. Nesse ponto, a situação de quem está em tratamento com o coquetel antiaids é pior do que a população geral. Entre as mulheres soropositivas, 33% afirmaram ter grau intenso ou muito intenso de tristeza ou depressão e 47% grau intenso ou muito intenso de preocupação e/ou ansiedade. Entre os homens, o índice é um pouco menor – 23% e 34%, respectivamente.

A Pesquisa Mundial de Saúde fez a mesma pergunta para a população geral e constatou que apenas 15% declararam sentir um grau intenso ou muito intenso de tristeza ou depressão. Preocupação e ansiedade na população geral também foram menores – 23% para o total (28% entre as mulheres e 17% entre os homens).

Esses resultados indicam que, apesar de mais da metade das pessoas autoavaliarem bem sua saúde, uma boa parte ainda não superou os traumas psicológicos causados pelo diagnóstico de HIV/aids. “O sentimento de tristeza e depressão pode ser explicado pela falta de apoio social, pelo sentimento de discriminação, pelo sentimento de solidão, entre outros, que diferenciam as pessoas com aids da população geral”, afirma a coordenadora da pesquisa, Célia Landmann.

Em relação ao estado de saúde, o que se percebe é que o impacto do diagnóstico é tão forte, que após o início do tratamento e a melhora das condições imunológicas, as pessoas se sentem saudáveis novamente. “Quando fazemos a pergunta, elas acabam por comparar a situação atual ao momento do diagnóstico, o que faz com que boa parte dos pacientes respondam que atualmente sua saúde é excelente ou boa”, explica o pesquisador Paulo Borges, que defendeu doutorado na Fiocruz como parte da pesquisa.

Estigma e preconceito – A pesquisa também identificou os impactos positivos e negativos do diagnóstico da aids entre os participantes do estudo. Desses, 38% afirmaram não ter tido nenhum ganho e 43,5% disseram ter, depois do diagnóstico, melhor assistência à saúde. Outros 18,6% afirmaram ter maior suporte social.
(Fonte: Site Abalo)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

1º de Dezembro; Dia Mundial da Luta contra AIDS






COAS Jundiaí. R. Conde Monsanto, 480. Tel. 7396.2402. 3ª a 6ª, das 8h às 17h.

CTA de Várzea Paulista. Praça Castro Alves, sem número, na Vila São José. 2ª a 6ª, das 8h às 17h.

Gays discriminam ao criar regras de comportamento para gays

Por Rodrigo Collares
Podemos fazer a seguinte reflexão: homossexuais, historicamente, sempre romperam com as normas. Aos mais ansiosos, peço cautela para explicar melhor tal afirmação. Não é da norma que tiramos a regra? E qual a regra em uma sociedade heterosexista, ou seja, em uma coletividade na qual se presume a heterossexualidade das pessoas? A regra é que a sexualidade se exerce entre pessoas de sexos diversos. É a democracia, como ditadura da maioria.

De mãos dadas com as normas existentes na esfera social, estão os preceitos que se alimentam e bebem da religião (ou das religiões), que são os conhecidos dogmas. Repare: convivemos em uma sociedade em que há o certo e em que se conhece o errado. Onde se dita a verdade e é-se implacável com a mentira. Normas, leis, regras: por quem? Para quem?

Recuperando, então, o raciocínio do primeiro parágrafo, os homossexuais vieram quebrando normas, rompendo ditames estabelecidos. Quiçá transgressores ou, sendo mais simplista e não menos intenso, corajosos. Os gays foram símbolo de libertação e ousadia. Não somente de sexualidade, mas de quebra de uma falsa hegemonia, diga-se de passagem, até hoje forçosa.

Mas parece existir algo mais forte e resistente do que as próprias forças e resistências. Mesmo que não queiramos considerar o ser humano como possuidor de uma essência, há que se considerar uma questão social, que seja, moldadora de algo interno nos seres humanos capaz de uniformizá-los ou deixá-los com necessidades de padrões e regras. Mais ou menos como reféns. Nós sempre temos e teremos que ser reféns de algo?

Por que levanto essa questão? Pois há tempos os homossexuais além de quebrarem regras, criaram normas para seus semelhantes. Normas que chamo aqui de homonormatividade. Tais regramentos perpassam não somente o visível, como a estética ou os valores, mas que se encaminham para cada vez mais consolidar questões metafísicas, como as regras. É, por óbvio, uma reafirmação dos próprios valores e questões outrora combatidos com veemência. Mais intensa ainda acabam sendo as discriminações geradas por tal lógica.

Uniformizar, igualar, discriminar, segregar, parecem ser conceitos hoje em dia pertencentes não apenas à sociedade que foi tão contestada pelos homossexuais no passado e no próprio presente. Pelo que se lutou contra no passado (ou pelo que se luta contra no presente), é repetido pelos próprios gays. São padrões nos quais, caso você não esteja, vai ser difícil sua inclusão. Gays têm corpos esculturais, têm roupas de grifes famosas e têm cabelos que são tendência. Se você não os têm, você está ‘out’.

Se você é um gay, você não pode estar gay. Quase como uma questão ética, se você escolheu ficar com homens, como pode em um determinado momento sentir atração por mulheres? Se você entrou para a caixa quadrada dos padrões gays, você não poderá abandoná-la com facilidade. Sair do armário é uma expressão que representa muito bem isso. Se você sai de dentro de um armário, isso demonstra que você estava escondido, meio sufocado, assim no escuro. Claro que muitos gays sentem-se assim, oprimidos justamente pela sociedade já mencionada, a heterosexista.

Todavia, sair do armário implica em assumir-se gay, ou seja, colocar-se dentro de outro padrão. Em outro armário? “Voltar” é praticamente impossível, para a maioria das pessoas, se você exerceu a sua sexualidade em um determinado momento com alguém do mesmo sexo, você é gay e ponto. Uma das tantas lutas do movimento gay, durante muito tempo, foi mostrar à sociedade que pessoas do mesmo sexo podem se amar e podem manter relações sexuais que consolidem esse amor ou não. Assim mesmo, igualzinho aos heterossexuais que transam com alguém que amam ou não.

No entanto, os homossexuais são tão iguais aos heterossexuais que repetem falhas de julgamento exatamente da mesma forma. Pois exercer o amor e o sexo com liberdade implica em não determinar um padrão, uma norma ou uma regra que esteja estabelecida. Você pode sentir atração com liberdade e exercê-la com a mesma liberdade. Só se está dentro do armário por uma ditadura imposta como verdade. Se o exercício do amor e da sexualidade fosse realmente livre, desprendido de verdades ou radicalismos, não se teriam armários de onde sair.

A homossexualidade, quando imita a heterossexualidade em sua forma de compreender a sexualidade, reforça um modelo bestial de compreensão do ser humano. Termos como passivo e ativo, por exemplo, cooperam para definir papéis dentro de uma relação. São, então, os gays ditando e determinando padrões, verdades. O homem historicamente diminuiu a mulher, uma violência rechaçada por muitos homossexuais. Todavia, tais definições (passivo e ativo) apenas reforçam isso e, ademais, a violência não é menor com o dito passivo.

A homonormatividade é, por si só, excludente. Você sai de um padrão social de maioria para um de minoria, mas não menos sufocante, angustiante. O exercício a ser feito talvez seja o de refletirmos a sexualidade humana, sem pensarmos nas “caixinhas” moldadoras e enquadradoras a que sociedade exige que pertençamos.

Pensar em uma homonormatividade é constatar que os gays deram um passo atrás, estão se conservadorizando, julgando uns aos outros em escalas de pode, não pode. Verdade, mentira. Certo, errado. Talvez tudo isso seja apenas uma necessidade imensurável do ser humano em sempre sentir-se culpado. Para existir a culpa, tem que haver o desvio. Para haver o desvio, tem que existir a norma.
(Fonte: Mix Brasil)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

3º Parada Gay de Bragança Paulista



Dia 29/11: 3ª PARADA DO ORGULHO LGBTTS DA CIDADE DE BRAGANÇA PAULISTA.

Concentração: Av José Gomes (Trav Riachuelo) às 13h

EXCURSÃO PARA O EVENTO

DIA 29/11, AS 11H, EM FRENTE AO TERMINAL CENTRAL (CENTRO DE JUNDIAÍ)

VALOR: R$ 15

Retorno previsto para as 2h da manhã.
Informações: 7297 4766

Ativista gay consegue protestar contra presidente do Irã

O ativista Júlio Cardia, 25 anos, fez um protesto solitário durante o último compromisso do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, em Brasília.
Com a bandeira do arco-íris nas mãos, ele ficou a menos de cinco metros de Ahmadinejad, na sala onde o presidente do Irã concedia uma entrevista coletiva, no hotel onde estava hospedado.
O ativista passou pela segurança e sentou-se no fundo da sala. Perto do final de entrevista ele exibiu um cartaz tomado pelos agentes iranianos. Em seguida, exibiu a bandeira do arco-íris.
No cartaz se lia a frase "Pela vida dos gays, contra Ahmadinejad". "A gente não pode aceitar que outras pessoas como mulheres, como judeus, como LGBTs, sejam mortos apenas pela sua condição, pela sua identidade de gênero" disse Cardia em entrevista para o SBT Brasília. Durante a entrevista, o presidente iraniano chegou a dizer que existe liberdade para as pessoas no Irã ao ser perguntado sobre os protestos de homossexuais contra ele.
(Fonte: Cena G)

Primeira História em Quadrinhos com super-heróis LGBT do mundo

“Spandex” é uma revista em quadrinhos com uma super liga de super-heróis gays, lésbicas, travestis e transexuais lançado essa semana nas bancas da Inglaterra.

O cenário é a cidade de Brihton, Inglaterra, e a liderança do bem é feita pela glamorosa travesti Liberty (liberdade). Os outros personagens são: a lésbica Diva, Prowler, que tem o poder de absorver os poderes e habilidades de qualquer gay, Indigo, o francês teletransportador, o Homem-Luz-Glitter e os gêmeos fortinhos Mr.Muscles & Butch.
Na primeira aventura os heróis de Spandex terão que defender sua cidade natal do “Ataque da lésbica com pé tamanho 50” (´Attack of the 50-Foot Lesbian´). Ainda do time do mal, estão personagens como Muscle Mary (Maria de Músculos), Pussy (Vagina) e The Pink Ninjas (Os ninjas rosas).
O criador da série, Martin Eden, disse ao tablóide inglês The Sun que os homossexuais nas histórias em quadrinhos são “sub-representados” e que Spandex chegou para mudar esse cenário: “"Spandex introduz um monte de novos personagens fabulosos que irão balançar o mundo das HQ como uma tempestade. É um divertimento, experimental em quadrinhos, cheio de drama, comédia, romance e ação.
Não há, por enquanto, indício de distribuição de Spandex pelo mundo. Entreanto, você pode comprar um exemplar pelo site oficial.
(Fonte: Cena G)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Passeio ciclístico LGBT acontece sábado em SP

No próximo dia 28 de novembro (sábado) acontecerá em São Paulo o Passeio Ciclístico da Diversidade Sexual de São Paulo - Pedalando Sem Homofobia.

O evento foi idealizado pelo grupo SP Gay Bikers, um grupo de amigos que criou o primeiro grupo gay de amantes de bike do Brasil, pela KFuture Sports, empresa de gestão esportiva e eventos; e Cads (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual ), da Secretaria de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo.

O passeio conta com o apoio institucional da Secretaria de Esporte, Lazer e Recreação de São Paulo e da SP Turis.

O projeto tem como objetivo proporcionar uma atividade gratuita à população e ampliar a visibilidade de uma gestão pública organizada, objetivando a interação da população LGBT por meio do esporte.

O evento terá a concentração no Largo do Arouche, centro da cidade de São Paulo, a partir das 21 horas, passando pela avenida São João e Elevado Costa e Silva (Minhocão) e terminando no mesmo local de início, além de contar também com apoios técnico e médico, bem como da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana e da CET. Poderão participar as pessoas com idade de 14 a 65 anos de ambos os sexos.

Dentre as ações que serão realizadas, estão previstas premiações para ciclista mais original e bike mais enfeitada.

Inscrições e informações no site www.ciclismodiversidade.wordpress.com ou pelo email ciclismodiversidade@gmail.com.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ONU lança campanha contra o preconceito no Brasil

10 filmes com 30 segundos cada um, trazendo mensagens contra o preconceito serão veiculados em emissoras de TVs no Brasil. Eles fazem parte da campanha "Igual a Você" que a ONU lança nesta segunda-feira, 16 de novembro, no Rio de Janeiro.

Com a campanha, as agências da ONU querem chamar a atenção da sociedade brasileira para a igualdade de direitos. A ação é contra o estigma e preconceito no Brasil vivenciado por minorias como negros, gays, profissionais do sexo, entre outros.

Nos filmes, lideranças de cada um dos grupos discriminados apresentam mensagens contra o preconceito destacando sempre a diversidade de idade, raça, cor e etnia presente no país.

O lançamento da campanha acontece ao mesmo tempo em que as agências da ONU apresentam um panorama da realidade enfrentada por cada uma dessas populações alvos do preconceito.








(Fonte: Cena G )

Artigo fala da polêmica enquete sobre a punição de atos homofóbicos

Por Antonio Prata

"Você é a favor da aprovação do projeto de lei 122/2006, que pune a discriminação contra homossexuais?" Desde que a enquete apareceu no site do senado, faz umas semanas, evangélicos de todo o País iniciaram uma cruzada via internet, pelo direito de ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo.

Uma senhora chamada Rosemeire, por exemplo, expondo num blog seu temor de que a lei seja aprovada, disse que vivíamos "O início da Ditadura Gay no mundo!". Pelo que entendi, Rosemeire acredita que está em curso uma batalha global, travada entre heteros e homossexuais, pela hegemonia na Terra. Hoje, os heteros estão vencendo, mas é só porque têm amparo legal para chamar os gays de veadinhos, as lésbicas de sapatonas e rir das piadas do Juca Chaves. No momento em que passarem a punir quem ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo, elas perceberão que chegou a hora, sairão todas correndo da The Week e tomarão o poder.

Imagine só, Rosemeire? Criancinhas terão de cantar Village People na escola, enquanto assistem ao hasteamento da bandeira do arco-íris. Aos domingos, em vez de futebol, as TVs transmitirão Holiday on Ice e, com 18 anos, os jovens serão obrigados a alistar-se no exército, fazer flexões de braço, dormir e tomar banho, uns na frente dos outros. Que horror!

Se você acha que Rosemeire exagerou, é porque não leu o blog de Rozângela Justino, cristã, psicóloga e indignada: "Se esse projeto (...) for aprovado, estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem homossexuais serão considerados cidadãos de segunda classe."

Uau, Rozângela! O mundo, então, seria governado pela casta das Drag Queens? Um advogado gay, de terno e cabelo curto, seria de uma casta intermediária? E lutadores do Ultimate Fighting viveriam de esmolas? Bem, talvez não...

Quanta imaginação têm as duas mulheres. Se seus piores pesadelos fossem filmados, seria preciso unir o talento de um Fellini com o de um Clóvis Bornay; juntar, no mesmo caldeirão, George Orwell e Andy Warhol; vislumbrar as ruas de Nova Délhi sendo percorridas pela banda de Ipanema.

Se bem que... Sei lá. Pensando melhor, talvez o temor de Rosemeire e da Dra. Justino tenha algum fundamento. Veja o caso dos negros: há poucas décadas, todo mundo contava piada racista e eles eram cidadãos de segunda classe. Veio esse papo de igualdade, o que aconteceu? Um mulato chegou à presidente dos Estados Unidos!

A batalha racial já está perdida, mas a sexual ainda pode ser ganha! Basta ir ao
www.senado.gov.br, clicar em NÃO e mostrar a todos que ainda tem gente disposta a lutar por um mundo injusto, desigual e preconceituoso!

(Fonte: http://cenag.terra.com.br )

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Psicóloga missionária Rozângela Justino continua sua campanha contra a PLC 122/06 e os homossexuais

Depois de sofrer censura pública, no dia 31 de julho, pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), a psicóloga missionária Rozângela Alves Justino, 50, continua com sua campanha contra os homossexuais.
Pela Internet, ela conclama os evangélicos para votarem contra a enquete sobre a aprovação do Projeto de Lei da Câmara 122/06 (PLC 122/06), realizada no site do Senado, mas que está fora do ar.
“Se ela retornar [a enquete] diga "NÃO". Não queremos o PLC 122/2006, sem emendas e nem com emendas! Deixamos isso claro na votação, no entanto chegou até nós as notícias de que o "NÃO" ganhava e colocaram o resultado da enquete como se o “SIM” tivesse ganho. Estranho, não? Por fim, retiraram do ar o resultado e a enquete”, escreveu em seu blog.
Além de solicitar que os contrários à aprovação do PLC 122/06 votem na enquete, Rozângela ataca a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe o tratamento da homossexualidade como desvio e promessa de “cura” e reversão dos homossexuais. Por desobediência à resolução, foi censurada publicamente, ou seja, proibida de curar homossexuais no seu consultório e a censura sendo divulgada nos meios de comunicação e em revistas especializadas.
Pró-homossexualismo – “Infelizmente, não podemos apoiar qualquer Projeto de Lei e nem lei pró-homossexualismo porque tais projetos de leis e leis têm finalidades políticas e econômicas, e na verdade não são para proteger e nem ajudar qualquer pessoa na condição homossexual, muito pelo contrário, é para impedir que sejam ajudadas, inclusive. Um exemplo é a RESOLUÇÃO 01/99 do CFP – os psicólogos estão proibidos de apoiarem pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade”, alega a psicóloga missionária.
CPI das passeatas gays – Quanto ao sentido de interesses políticos e econômicos, Rozângela Justino deseja que seja realizada uma Comissão Palamentar de Inquérito “(CPI) das Passeatas Gays”. Segundo ela, assim poderá se saber sobre este movimento “desconstrutor social e dos princípios cristãos”. Ela cita o nome do governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, que prometeu aumentar o investimento de verbas no movimento gay.
“Para financiar o movimento gay há verba à vontade e serão aumentadas. Por que não há verba para investir em água potável para algumas localidades do Estado, hospitais, pavimentação das ruas, etc.? O mesmo acontece em todo o Brasil”, compara sem fundamento lógico a psicóloga missionária.
Registro profissional – Na época da censura pública à piscologa missionária, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT) entrou com denúncia e pedido de cassação do registro profissional de Rozângela Justino, além de um abaixo-assinado de várias instituições LGBT. Rozângela, por sua vez, se diz perseguida. “Os ativistas do movimento pró-homossexualismo continuarão me perseguindo para me impedir de exercer a profissão”, alardeia.

Pela primeira vez o SIM em favor à aprovação da PLC 122/06 toma a dianteira na enquete realizada pelo Senado

BRASÍLIA – Depois de contabilizar mais de 500 mil votos e sair do ar e voltar zerada, a enquete realizada pelo site do Senado sobre a aprovação do Projeto de Lei da Câmara 122/06 (PLC 122/06) reverteu o resultado com o “SIM” na frente.

O projeto que pune a homofobia no Brasil tem a aprovação parcial apertada na vontade dos internautas. Na madrugada desta sexta-feira, o “SIM” está com 52% e o “NÃO” com 48%. No início da madrugada, a enquete já contabilizava pouco mais de 53 mil votos.
Colocada no ar no último dia 06, e depois de ter passado dois dias fora do ar por suspeita de burla no sistema, retornou na quarta-feira, 11. A pesquisa é realizada pela Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública (Sepop) do Senado e ficará no ar até o dia 30 de novembro.
Diversos evangélicos ortodoxos, como a psicóloga missionária Rozângela Justino, fazem campanha na internet para que os seguidores de Cristo votem em massa contra o projeto.
Substitutivo – O texto substitutivo do PLC 122/06 foi aprovado na terça-feira, 10, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e seguiu para apreciação da Câmara dos Deputados, onde aguarda pauta para votação. Na quarta-feira, 11, os senadores evangélicos Marcelo Crivella (PRB-RJ), Magno Malta (PR-ES) e Valter Pereira (PMDB-MS) foram – mais uma vez – distorcer o texto do projeto.

O bofe é sempre a bicha do outro

O tipo efeminado é abominado e o tipo macho é a procura do elo perdido para muitos gays, que procuram relacionamento amoroso ou apenas sexo
por Valmir Costa

Paira no imaginário social a imagem do macho. Muitas vezes como estereótipo de jeitos brutos, que senta arreganhado, que coça o saco em público sem pudor, que cospe longe, que fale grosso e por aí vai. O Dicionário Houaiss, entre outras definições, diz que o macho é tudo “relativo a ou o próprio sexo masculino, com características próprias do homem, como energia, força, virilidade; másculo”. Mais do que as definições do que é ser macho é saber como estes conceitos são construídos no social. São as relações de gênero, que envolve o tipo masculino e o feminino e suas construções sociais a partir do sexo biológico.

Muito embora o gênero homossexual seja mais livre de convenções quanto ao tipo masculino, é exigido que gays tenham conduta e papel masculinos. É comum gays procurarem tipos masculinos, seja ele efeminado ou não. Apresentam-se em anúncios de sites de relacionamento como “machos”, “homens de verdade”, “sarados”. Procuram pessoas com características iguais e rejeitam os efeminados.

Alguns gays não fazem tal seleção. É o caso do estudante universitário Rafael, 21, de São Paulo. Ele é incisivo. “Gosto de homem e ponto! Para ele, o homem tem que ser seguro de si e que um gay efeminado pode lhe atrair. “Eu gosto de comer efeminado”, diz sem titubeio. “Eles me atraem sempre, mas sempre neste sentido”, diz. Para ele, afetivamente rolaria um namoro, pois, quando se trata de afetividade, é idiota fazer tal distinção. “Não namorar é um pseudo-preconceito”, diz. Rafael já namorou um efeminado por três meses quando tinha 18 anos e o namorado 23. “Eu sou machão quando estou comendo alguém. Pelo menos gosto de pensar assim”, ri.

Ele também não se vê como efeminado. “Acho que um hétero diria que pareço um hétero sensível, ou seja, um viado que foge do estereótipo, mas continua viado”. É ai que entra a questão de ser sensível. O tipo machão rejeita este adjetivo. Ele parece ir muito além da relação atividade/passividade e também do tipo que cria dele próprio. É o caso do ator Alexandre Frota, que já foi capas de revistas gays, já beijou homem, transou com travesti e ainda cultiva o tipo pitboy de ser, ou seja, o machão. Tem que ser o macho rude?

Sexualmente e afetivamente, Rafael diz que os dois tipos lhe atraem. No entanto, confessa que, quando o outro é másculo, sua vontade é de ser o passivo, mas sem ser uma conta exata. “Se estou bem envolvido, provavelmente serei versátil total”, afiança. O jornalista S.C., 30 anos, do Recife, não tem um tipo de gay que ele prefira. “Depende do dia”, diz. Mas se tiver um tipo físico especifico, ele arrisca um. “Corpo legal ou magrinho, branquinho, cabelo preto, que fale muito, que tenha autoconfiança e seja inteligente e me faça rir. Pronto?”, diz SC. Como se vê, o jornalista extrapola o tipo físico ao da personalidade. Quanto ao tipo “macho” de ser, ele afirma que é um tipo construído e que faz despertar confiança, que se admira ou algo assim.

Ele é gay? Nem parece... – Nesta história do ser gay e ter jeito de macho, muitos fazem comentários do tipo “ele é gay, mas não parece”. Isso já ocorreu e ocorre com Rafael. “Mas cada vez menos”, sorri. Para ele, as pessoas parecem querer elogiar com tal comentário. “Mas não me sinto elogiado de fato”, conta. Por sua vez, quando o assunto é o gay que se diz macho, vangloriando-se em detrimento dos outros gays, S.C. é pragmático. “Conheço gente assim. Eu acho sem criatividade. É pura ilusão isso. Se bem que sexo é pura ilusão”, comenta e gargalha.

Para Rafael, o que importa é o comportamento do gay. O que não lhe agrada são os gays preconceituosos que se acham héteros e bicha escandalosa que ''causa''. “Em outras palavras, gente sem educação e deselegante me broxa sempre”, comenta. No entanto, Rafael pára para questionar. “Não sei por que os gays associam todo tipo de afeminado ao tipo escandaloso? Acho porque são boçais mesmo”. Este tipo da bicha “fechativa” também é uma construção social do meio gay.

O brasilianista James Green, no livro Além do Carnaval: a homossexualidade masculina no Brasil do século XX, faz um extenso levantamento da vivência homossexual no Brasil e aponta alguns estereótipos da década de 60, construídos e aceitos por muitos gays. Quando se assumiam, eles incorporavam trejeitos femininos na sua concepção de gênero. Estes eram chamados de “bonecas”. Por outro lado, ele aponta alguns “homens verdadeiros” ou “bofes”, que mantinham relações sexuais com as “bonecas”, postura viril e eram casados ou tinham namoradas. No entanto, estes não se consideravam gays.

Green avalia que dentro desse mundo de bofes e bonecas, a idéia de duas bichas praticando sexo era tão repugnante para as bonecas quanto era intensa a aversão da maioria da população ao comportamento homossexual em geral. Quando dois homens reconheciam que ambos eram homossexuais e queriam ter relações sexuais com o outro, isso era incompreensível para muitas “bonecas”. Esse modelo era um consenso dentro e fora do grupo homossexual daquela época.

Fora do Meio – Do reprimido, também nasceu a cultura gay quando a indústria de consumo e do entretenimento descobriu este filão. Antes era o mundo do gueto, da subcultura. Quem freqüentava o gueto, vivia às escuras. Com essa abertura de lugares de freqüência gay como bares e boates, a década de 90 criou a expressão “fora do meio”, mais numa relação de afirmação do “não ser efeminado ou de ser “macho”.

Muitos gays, para se tornarem mais machos, abominam o meio gay. “O que me irrita é esse pensamento de que há algum problema em freqüentar o meio”, esbraveja Rafael. Ele diz que tem um amigo que rejeita quem freqüente lugar gay, mas vai. “Quem é gay saca que ele é, mas ele acha que não”, conta. De acordo com Rafael, seu amigo adora um “teenzinho”. “A idéia do teen que ele está azarando nunca ter pisado numa balada gay dá uma idéia de uma coisa meio imaculada, sabe?”, diz

É nesta bipolaridade dentro/fora, másculo/efeminado, perto/longe que se constitui o mundo gay. Vai depender do lado de proximidade/distância que um vê o outro. A bicha é o “Eu” ou o amigo próximo a “mim”. No sentido de proximidade afetiva e sexual, o bofe sempre vai ser o “outro”. Tudo depende do lugar em que cada um se coloca. Se um gay tem um namorado, tal namorado vai ocupar a posição do “bofe” tanto para o namorado como para seus amigos. Já este namorado pode ser a bicha no seu núcleo de amizade. Resumindo: O bofe é sempre a bicha do outro, ainda

Coisa de Mulherzinha? – Rafael conta que já foi chamado de “mulherzinha” na escola. “Mulherzinha era o menor dos xingamentos. Já apanhei na escola por ser gay”. Ele não sabe se tal agressão vinha do seu “jeito” de ser. “Acho que porque eu me isolava, era o primeiro da classe, nunca pegava menina nenhuma e nem demonstrava interesse em pegar. De certa forma, a minha postura era de quem se achava um palmo acima dos outros”, acha

Sobre esse suposto jeito de ser gay, Rafael concorda em um ponto. “Talvez alguma coisa no meu jeito me entregava”. Por outro lado, ele diz que na época da escola não tinha contato com isso que chamam de “mundo” ou “meio” gay. “Existe um jeito de ser gay, mas esse jeito de ser fica evidente mesmo quando o gay entra em contato com outros gays. Naquela época, não era o caso”.

Sobre o jeito viado de ser ele dispara. “Eu não sei bem que ''jeito'' é esse. Mas, com certeza, os meninos héteros da primeira série sacaram que eu era gay bem antes de mim”, gargalha. Para o psicólogo João Furtado, esta é uma construção social que permeia a infância que coloca os meninos em relação às meninas. É uma coisa da disputa. Geralmente, os meninos que na fase adulta, quando a sexualidade aflora, se orienta gay, na infância está mais próximo das meninas. “Isso causa certa inveja nos meninos, que procuram taxar tal pessoa de forma pejorativa. Chamar de gay é a primeira coisa”, observa.

Foi o que aconteceu com Rafael. Ele comenta que pode ser muito mais de um “jeito de ser” que vão além. “Eu só andava com as meninas porque me sentia mais à vontade com elas”, recorda. No entanto, ele diz não saber explicar o motivo. “Até porque hoje não tenho tantas amigas assim. Tenho mais amigos. Todos bibas”, sorri. De acordo com Furtado isso ocorre mais por uma questão de identificação e não de identidade. “Não que alguém na infância tenha a identidade feminina. Isso até pode acontecer, mas é a identificação com um grupo que não o oprime. Naquele grupo de meninas, o garoto gay se sente protegido”, esclarece o psicólogo.

Macho e músculo – Já o cientista brasileiro C. Commotion, 43, que mora na Austrália, é mais contundente quanto ao tipo de homem que gosta: dotado masculino. “Perdôo tudo se o pau for grande, menos sobrancelha tirada”, diz. Quanto a esse tipo de “macho” no meio gay ele diz que tudo passa pelos músculos. “Basicamente a macheza tem um erro associado que é o desenvolvimento de músculos. Macheza não é músculo e muito menos carão”. C. Commotion avalia o tipo “barbie” de ser. “Quanto mais bombado, mais macho e belo se sente”, dispara.

Isso já aconteceu com Rafael. Segundo ele, muitos caras diziam ter tipo macho. Mas eles eram tão machos quanto diziam ao vivo? “Geralmente só musculosos, mas com roupinhas de grife, perfume forte, CD da Cher no carro. Quase todos tinham alguma coisa no jeito que fazia meu ‘gaydar’ apitar horrores”, diz Rafael. Já C. Commotion coloca a masculinidade fora do estereótipo da beleza. “Acho a feiúra masculinizante”, conta. Quanto a esse tipo de busca de gays por um tipo “másculo”, ele é mais condescendente.

Segundo ele, o que muita gente busca é a ilusão de estar transando com um hétero. “Se não for ilusão, melhor ainda”, diz. Mas isso depende muito do terreno onde habita esse “macho”. É o que pensa C. Commotion. “Isso no campo do sexo, no campo afetivo tudo muda”, observa. Desde a teoria evolucionista de Darwin, que o homem vem se transformando. Porém, é o lado mais primitivo do homem que é valorizado. Algo contraditório. É fato! Inclusive entre os gays. C. Commotion é adepto ao lado primitivo do masculino, ainda que ele seja gay. “O mundo gay é a masculinidade levada ao extremo. 99,9% dos anúncios e perfis pedem por não afeminados”, observa.

É para casar? – Certos tipos gays de ser ou não revela uma dualidade no pensamento de alguns. O primeiro deles é o “sexual” e o outro o “afetivo”. O sonho do príncipe encantado faz parte do imaginário. No entanto, no meio gay, ele parece ter que vir com esse bônus track, ou seja, o de ser macho. A afetividade e o conceito do gay querer sempre o cara com jeito de macho é o fato de muitos estarem sozinhos, ou seria outra coisa? Para o psicólogo João Furtado existe muito este tipo de ilusão.

Não apenas num tipo másculo de ser, mas de ser bonito, ter vida financeira estável, entre outras coisas. “Os que não têm estes requisitos são desprezados ou usados como objeto de desejo na realização sexual”, comenta. Para o cientista C. Commotion, a questão da solidão de forma ampla, que inclui os héteros e diz que todo mundo está sozinho porque o sexo é importante. Por outro lado, ele aponta o sexo como mais valia entre os gays. “No mundo gay, além de superimportante, é fácil. Então não se quer abandonar o prazer em grande quantidade para dividir a vida com alguém”, afirma.

C. Commotion tem um relacionamento estável e aberto há 10 anos com o seu companheiro. Para ele, o próximo passo na evolução é sacar que dividir a vida com alguém não significa acabar com a alegria da diversidade física. “Chega de imitar os casais héteros”, apregoa. Ele explica que, claro, deve ser combinado entre as partes e que esta é uma das formas de ser feliz. “No meu caso, tenho uma relação estável e não me sinto disponível para nada que não sejam alegria e diversão física fora da relação”, diz.

Quanto aos perfis dos sites de relacionamento nos quais os gays se descrevem como machos e descartam os efeminados, muitos já levaram mona por bofe. “Saindo do virtual, todo mundo é macho e afeminado. O importante é ser interessante. Isso no esquema de procurar alguém no sentido mais afetivo”, diz C. Commotion. Se for para sexo casual, ele é prático. “Se o lance for mais genital, tem muitos lugares onde as pessoas se escolhem e se divertem só pelo corpo. É só ter noção. Não procurar romance numa orgia, por exemplo”, aconselha.

Meu pai é gay, reportagem da Isto é fala deste polêmico assunto

A revista Isto é desta semana levanta está grande polêmica, filhos de pais gays, algo cada vez mais comum.

A homofobia é causa da rejeição de muitos filhos. Temendo serem vítimas de preconceito e chacotas, eles optam pelo afastamento do pai ou da mãe homossexual. "A gente morava no interior. Todo mundo sabia que meu pai era gay. Os colegas zombavam da gente, nos humilhavam", conta a atriz paulista Gabriela (que pede para não revelar o sobrenome), 29 anos, grávida de seis meses. Ela tinha 18 quando o pai revelou que estava namorando um rapaz, e pediu apenas compreensão. "Foi um choque. Incomodou muito. Cheguei a me envolver com uma mulher só para afrontar meu pai", recorda a atriz, que levou cinco anos para voltar a ter um bom relacionamento com o pai. "Li muito. Isso me ajudou a entender melhor a situação toda. Amo meu pai e tenho muito orgulho dele."

Há uma grande distância entre saber e aceitar. A psicóloga paulista Vera Lúcia Moris, que coordena dois grupos de 30 pais gays, lembra que a adolescência é um período marcado por crises, inclusive com relação à sexualidade. "E o jovem pode ter problemas para aceitar, compreender ou lidar com a revelação da homossexualidade do pai", alerta. Mas é possível minimizar muito o impacto da revelação. O trauma é menor quando a criança cresce sabendo da orientação sexual do pai ou da mãe. Este é o caso da estudante paulistana Bruna Peixe dos Santos, 18 anos, que começou a tomar consciência, gradativamente, do homossexualismo da mãe a partir dos 4 anos. A frase "Filha, eu sou gay" foi sendo assimilada aos poucos e, hoje, Bruna assegura que não vê problema nenhum no fato de a mãe, Alexandra, ter mudado o nome para Alexandre Santos - o Xande que preside a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo. Mas a tranquilidade com que Bruna lida com o tema não reflete os aborrecimentos e decepções que já enfrentou. "Tive um namorado que terminou comigo quando lhe contei. E tive amigos e pais de amigos que se afastaram por causa do preconceito", conta ela. "Em compensação, tenho muitos outros amigos que dizem que queriam ter um pai como o meu", arremata Bruna, que chama Xande de "pãe".


(Fonte: www.terra.com.br/cenag)

Candidata do Espírito Santo vence o Miss Brasil Gay; Concurso termina em pancadaria

O concurso Miss Brasil Gay, que deveria abrilhantar a noite de sábado, 14 de novembro, em Juiz de Fora, terminou em briga. Segundo relato de jornalistas e participantes do evento, a Miss São Paulo, Taysa Shinayder, teria ficado descontente com o resultado do concurso, que deu o primeiro lugar para Ava Simões, representante do Espírito Santo. Ao final da premiação, quando a maioria do público já tinha deixado as arquibancadas, Shinayder teria puxado a peruca de Ava e partido para a agressão verbal.

Segundo o site Ego, a Miss São Paulo alegou que Ava estaria descumprindo as regras do concurso, que impedem de participar candidatas que tenham silicone ou que se submeteram à cirurgia de mudança de sexo. A confusão foi logo apartada pelos seguranças, mas teria recomeçado alguns minutos depois com chutes e socos entre pessoas que apoiavam as duas concorrentes .

Tanto a assessoria do Miss Brasil Gay como o coordenador do concurso no Espírito Santo garantem que Ava Simões estava totalmente dentro do regulamento. "A única intervenção cirúrgica que Ava fez foi no nariz, o que é permitido", disse ao G Online Sérgio Herzog, coordenador do concurso do Espírito Santo.

A confusão ainda deixou uma pessoa ferida. Segundo a assessora de imprensa do Miss Brasil Gay, Fernanda Fernandes, um técnico estava tentando acalmar os ânimos das concorrentes quando se feriu em um pedaço de vidro que estava no palco. Fernandes afirma que ele foi imediatamente encaminhado para o hospital e passa bem.

Herzog lamentou o ocorrido e declarou que algumas pessoas ainda incitaram a violência contra Ava. "Independente do resultado, devemos ter respeito pelas candidatas, afinal é um concurso que celebra a diversidade", disse.




(Fonte: G Online)

sábado, 14 de novembro de 2009

Revista "Tina" sugere personagem gay de Mauricio de Sousa

A 6ª edição da revista "Tina", da editora Panini, apresenta o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.
Caio, que é apresentado como melhor amigo de Tina na história de capa, assume ser "comprometido", indicando outro rapaz, o que causa estranhamento para os outros personagens. No entanto, ele não tem trejeitos típicos de homossexuais.
A assessoria de Maurício de Sousa considera que é a primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras".
No entanto, para brindar a inclusão dele na história, há nela também um discurso de Tina contra preconceito em geral.
O assessor afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual, no entanto. Ele também assegura que a história e o personagem terá a devida continuidade e encaminhamento.
Tina, agora estudante de jornalismo, é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e traços bem diferentes dos atuais.

(Fonte: Folha on Line)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Após aprovação senadores evangélicos criticam lei que criminaliza a homofobia

Por Marcelo Hailer
Como era de se esperar a aprovação do PLC 122, projeto que criminaliza a homofobia no Brasil, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado causou a ira dos senadores e pastores Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).
Malta e Crivella foram ontem à tribuna do Senado atacar, mais uma vez, o PLC 122/06. Dessa vez, ambos disseram que o processo como foi aprovado é "traiçoeiro". "Por quê? Porque isso criminaliza a pregação da Bíblia. Quer dizer, o art. 2 diz que se você disser que o homossexualismo (sic) é pecado você pode ser preso de 1 a 3 anos", afirmou o senador Marcelo Crivella.
Para Crivella criminalizar a homofobia será uma afronta aos sacerdotes. "Isso fere todo sacerdote, todo padre, todo pastor. Isso fere todo pai, todo cidadão, que queira ensinar ao filho que o homossexualismo é pecado. Não pode. Não pode mais porque passa a ser crime", indignou-se o pastor/senador.
No decorrer de sua fala, Crivella revelou que nada tem contra os homossexuais. "Para mim, isso (homossexualidade) é pecado, eu acredito na Bíblia. Desde os sete anos leio a Bíblia, amo a Bíblia, amo os ensinamentos de Cristo e tenho o direito de ensiná-los aos meus filhos", finalizou o senador evangélico pelo Estado do Rio de Janeiro.
Em seguida, foi a vez do, também indignado, senador religioso Magno Malta (PR-ES), que com a intenção de deturpar o real significado da lei, simplificou e disse que as pessoas que demitirem homossexuais serão presas.
"Essa lei diz que se você não alugar um imóvel a uma pessoa homossexual, você vai preso. Se você demiti-lo, você vai preso. Se você não admiti-lo, você vai preso. Ora, vamos criar uma ditadura, Sr. Presidente? Há uma casta especial na sociedade?", questionou.
Para Magno, se a lei for aprovada "as pessoas que professam a fé da família não serão respeitadas". "Agora, o que vamos fazer?", pergunta o senador, "levar esse debate à Comissão de Direitos Humanos. E aí alerto o Presidente [Paulo] Paim (PT-RS) faço parte dessa Comissão", ameaçou o parlamentar, equivocando-se. O atual presidente da comissão onde a partir de agora transita o projeto não é mais o senador Paim e sim Cristovam Buarque (PDT-DF).
No fim do seu discurso o senador Magno Malta comparou a homossexualidade com masoquismo. Novamente o parlamentar afirmou que caso a lei seja aprovada o sexo com os animais também será aprovado e comparou a homossexualidade com a necrofilia, o desejo por mortos.
Desde que foi aprovado e até o fechamento desta matéria, nenhum senador foi à tribuna falar em defesa do PLC 122 e da comunidade LGBT.
(Fonte: A Capa)